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By Ferramentas Blog

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

FÉRIAS . . .

Férias merecidas, uau!
Volto dia 10 de Janeiro, ótimos dias para vocês.
Estou indo torrar na areia da praia, mas antes, um bom protetor solar.
Até 2011

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Te olho nos olhos

Te olho nos olhos e você reclama
Que te olho muito profundamente.

Desculpa,
Tudo que vivi foi profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.

Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.

Até onde posso ir para te resgatar?

Reclama de mim, como se houvesse a possibilidade...
De me inventar de novo.

Desculpa...se te olho profundamente,
Rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.

A ponto de ver a estrada...
Muito antes dos seus passos.

Eu não vou separar as minhas vitórias
Dos meus fracassos!

Eu não vou renunciar a mim;

Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.

Eu quero estar vivo e permanecer
Te olhando profundamente."

Ana Carolina

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Descubra o Novo . . .


Quando uma pessoa chega diante do mar pela primeira vez, fica impactada pela beleza e pela força que vê diante de si.

Já quem mora de frente para a praia, olha e não vê, vê e não enxerga, enxerga e já não sente mais nada...

Quando um turista desce no aeroporto da cidade desejada, quando vê monumentos e ruas que antes só via na TV, quando percorre ruas que antes eram sonhos, fica entusiasmado, tira milhares de fotos, compra postais e jura que um dia vai voltar. 

Quem mora ali mesmo, ás vezes quer até se mudar... 

Quando alguém se apaixona por uma pessoa, move mundos e fundos para conquistar. 

Faz coisas que parecem ridículas, contém seus vícios, fala manso, ri muito, capricha nas roupas, cerca a pessoa de todas as formas. 

Depois de algum tempo da conquista, se transforma, já não beija mais como antes, não leva flores, nem bombons, esquece até de mudar de roupa, e por fim, esquece do amor que nunca existiu... 

Por isso, antes de encantar-se com o fim da viagem, curta a estrada e seus contornos. 

Antes de comer a comida saborosa, cheire seus odores, aprecie a arrumação no prato, coma devagar e aprecie cada sabor. 

Antes de terminar o relacionamento, examine-se, será que o que você cobra tanto, você oferece? 

Antes de sair do emprego pergunte-se: será que fiz o melhor pelo ambiente? 

O encanto está nos nossos olhos, o desencanto em nossos corações. 

Por isso, deixe-se levar pela emoção todos os dias, descubra o novo no velho, e faça de cada dia, uma novidade pelos detalhes amorosos do seu ser. 

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A Mulher Foi Feita Da Costela Do Homem

"Cuida-te quando fazes chorar uma mulher,

pois Deus conta as suas lágrimas...

A mulher foi feita da costela do homem e não dos pés para ser pisada.

Nem da cabeça para ser superior...

E sim do lado para ser igual!

Debaixo do braço para ser protegida

e do lado do coração para ser amada!"

Talmudse cuid

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Mentiras ...


Fala Pessoal, belezinha?

Costumo ser muito sincero em minha vida, seja em meu trabalho, com minha família, meus amigos e na minha vida social. Também costumo tentar ser honesto comigo mesmo, seja em pensamentos, palavras e ações. 

Odeio mentiras, falsidades e omissões, sejam elas de qualquer magnitude. Creio que no fundo, no fundo ... é tudo mentira: grande ou pequena! 

Não sou dono da verdade, mas sou muito observador. Às vezes olho nos olhos das pessoas que mentem e enganam e que fingem mostrar ser coisas que não são e fico por um lado triste e por outro com pena, pois acredito que pessoas que mentem umas às outras só conseguem enganar a si mesmas, seja diante dum espelho, numa conversa cotidiana ou no leito de uma cama. 

Sozinhos, ah ... sozinhos, tudo vem à tona, e isso deve ser muito frustrante. E é nesta parte do texto que surge a pergunta: para que então mentir? 

Mostrar a outros, o que você não é; é enganar-se numa reputação que você mesmo cria. Minha avó dizia que mentira tem perna curta, mas anda super rápido. Além disso, tem um ditado antigo onde diz que a verdade dói. Concordo plenamente com as duas afirmações e acrescento ainda, que mais vale uma verdade que doa do que uma mentira que nos faça feliz. 

Porque ao mentirmos, desrespeitamos o que existe de mais precioso no mundo: o direito das pessoas acreditarem ou confiarem umas nas outras. Mentir é injusto, desleal. Acredito que ninguém tem segredos que o comportamento não revele. Por isso vivemos em meio a tantas barbáries cibernéticas, assassinatos entre familiares, casamentos descartáveis e pessoas desconfiadas até mesmo de suas próprias sombras. 

Precisamos vez por outra buscar em nossa essência valores que não podem ser esquecidos, necessitamos reaprender a sermos dignos de confiança, o que hoje em dia está cada vez mais difícil. 

Acho que no dia em que eu perder a minha dignidade perderei tudo, por isso vivo a minha vida não como um santo, mas faço de tudo para não enganar ninguém, seja em qualquer campo: social, financeiro, amoroso, etc e tal. 

Este texto serve como um conselho ou uma partilha de idéias, onde eu procuro chamar atenção às pessoas que eu gosto no sentido de transmitir algo que infelizmente vejo não somente na mídia, mas também nas pessoas, nas ruas, nos relacionamentos, etc. 

São mentiras atrás de mentiras, omissões atrás de omissões, peço humildemente a você que lê essa postagem: coragem! Não tenha receio em dizer a verdade mesmo que doa, não tenha medo da verdade, pois a verdade move o mundo no lado positivo e a mentira move para o lado negativo. 

E no final da contas quem perde nisso tudo, o enganado ou o mentiroso?

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Pense bem ...

Se você espera o que não tem chances de acontecer.

Se procura no lugar errado, na hora errada ou com a pessoa errada.

Ou se fica na dependência de coisas duvidosas, é natural que os seus planos não dêem certo, a não ser fortuitamente.

Acertar depende de como se encaminham as coisas.

Use de pensamentos construtivos, e não espere que a vida lhe dê aquilo que você não fez por merecer.

Tal como numa lavoura, onde somente se colhe o que se planta, assim é o desenrolar da vida.

Pense acertadamente.

A vida é um par com quem se dança, sem podermos, no entanto, pisar-lhe os pés.

FRAN

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Fragmentando . . .

Fala Pessoal, belezinha?

Pensando muito sobre um assunto recorrente cheguei à conclusão que não agüento mais as pessoas repetirem a mesma ladainha quando pergunto as novidades: “Ah, na mesma de sempre! Na correria! Trabalhando muito” ... Pára gente !!!

Se for assim, como explicar os barzinhos lotados de segunda a segunda, os shoppings apinhados de gente durante todo o ano e a fila quilométrica no cinema em dia de pré estréia de algum filme ansiosamente aguardado?

Hoje em dia virou lugar comum todo mundo reclamar que só trabalha, que não tem tempo de viver. Na verdade o que acontece hoje em dia é uma grande inversão de valores. As coisas simples não existem mais e aquelas que mereceriam ser valorizadas, na verdade se tornaram raras. E muitas coisas até algum tempo inalcançáveis, por sua vez, perderam também a graça pela sua facilidade.

Tudo devido à urgência, à pressa, à transição, à rotação acelerada da terra. Esses encontros que vemos nos barzinhos são muito importantes para nossa vida social, para treinarmos nossa capacidade de socialização, para descontrair, para esquecer os problemas contando as piadas mais sem graça, para desabafar e falar mal do colega pentelho do escritório, para deixar a vida acontecer de forma natural.

Os passeios nos shoppings se tornaram tediosos porque estes se tornaram acessíveis demais. Lembro-me que há muitos anos eu só ia ao shopping uma vez ou outra, hoje em dia bastou uma oportunidade e estou lá sentado almoçando ou olhando vitrines. Cinema era considerado uma das maravilhas do mundo, onde vivíamos quase que literalmente as aflições e glórias dos mocinhos, e enquanto estivéssemos ali nos permitíamos sonhar e não pensar em mais nada. Agora virou uma disputa para saber quem assistiu a tal filme primeiro.

Infelizmente tudo ficou muito comercial, tangível, material. Vivemos cercados por Ipad´s, ipod´s, iphone´s ... ai de mim que sou romântico ... Parece que se não possuirmos E-mail, Orkut, MSN, Twitter ou todos eles juntos corremos o risco de ficarmos desconectados do mundo. Pois é! Coitadinho do meu bom e velho aparelho de celular - que nem é tão velho assim - mas já se tornou obsoleto.

Fico impressionado com a quantidade absurda de carros circulando nessa cidade, que acaba ficando pequena demais para tanto; dificilmente há apenas um exemplar para uma família de três ou quatro pessoas, e são sempre modelos novos trocados a cada ano. Sem citar que essas mesmas famílias viajam todas as férias para algum lugar luxuoso e paradisíaco.

O que mais as pessoas querem ?

A acessibilidade está desvalorizando as coisas, é ótimo possuir poder aquisitivo, mas é essencial não nos esquecer de olhar em volta, analisar a própria vida, conservar os bons e velhos amigos, plantar uma árvore, sorrir para uma criança, almoçar em família e deixar os verdadeiros sentidos fluírem pelo menos uma vez ao dia.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Árvore de Amigos

Existem pessoas nas nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de se terem cruzado o nosso caminho. Algumas percorrem todo o caminho ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro.

E a todas elas chamamos “Amigo”.

Mas há muitos tipos de amigos. Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles. O primeiro que nasce do broto é o amigo Pai e a amiga Mãe. Mostram o que é ter vida!

Depois vem o amigo Irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós. Passamos a conhecer toda a família de folhas, a qual respeitamos e desejamos o bem.

Mas a vida apresenta-nos outros amigos, os quais não sabíamos que iam cruzar o nosso caminho. Muitos desses denominados Amigos do Peito, do Coração. São sinceros, são verdadeiros e sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz felizes ...

Às vezes, um desses amigos do peito estala o nosso coração e então é chamado de amigo namorado/a. Esse dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios, chão aos nossos pés.

Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez de umas férias ou mesmo um dia ou uma hora. Esses costumam colocar muitos sorrisos em nossa face, durante o tempo que estamos por perto.

Falando em perto, não podemos esquecer dos amigos distantes. Aqueles que ficam nas pontas dos ramos da árvore, mas que, quando o vento sopra, sempre aparecem novamente entre uma folha e outra.

O tempo passa, o verão se vai, o outono aproxima-se, e perdemos algumas de nossas folhas. Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações. Mas o que nos deixa mais felizes é que as que caíram continuam por perto, continuam alimentando a nossa raiz com alegria. Lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzavam o nosso caminho.

Desejo-te hoje, folha da minha árvore, Paz, Amor, Saúde, Sucesso, Prosperidade... Hoje e Sempre... simplesmente porque: Cada pessoa que passa na nossa vida é única. Deixa sempre um pouco de si e leva um pouco de nós.

Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada. Esta é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso.
José Luis Borges

Para você meu amigo, que cruzou o meu caminho e que comigo deixou um pouco de você; uma vida cheia de bênçãos, de alegria e de amigos … e se por acaso alguma vez te magoei, mesmo que involuntariamente… peço-lhe perdão e tenha certeza que você continua mantendo o seu lugar, nos ramos da minha árvore.

Felicidades meus Amigos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Mudanças ...

A vida é cheia de mudanças. 

Há o quente para o frio, o verde para o amarelo, o azul para o rosa, sair da rotina, mudar de casa ou de apartamento, enfim, somos todos pegos pelas mudanças. Há aquelas que são boas e outras que são ruins.

As coisas mudam. E cada segundo é diferente do momento que já passou.

Será que as coisas mudam para melhor ou para pior?

Isso depende inteiramente de você. A mudança é neutra. Por si só, ela não é boa ou má. Ela é apenas necessária. Se as coisas não mudassem, nada aconteceria em nossas vidas.

A mudança é o que leva você de um lugar a outro. Ela é fundamental para a própria existência. Pense em todos os processos acontecendo agora mesmo no seu corpo, mudanças que preservam a sua vida.

Quando tudo vai indo bem, alguma coisa vai mudar. Quando você já está começando a entrar em desespero, alguma coisa vai mudar. É a natureza da sua existência. É assim que as coisas acontecem. 

Mas as mudanças não têm que pará-lo ou limitar a sua vida. Na verdade, essas mudanças lhe darão mais poder para avançar se você deixar. Você não pode parar as mudanças. Também não pode deixar que as mudanças parem você.

As mudanças continuam vindo. Através delas, você pode aprender, crescer e prosperar. Procure as alternativas positivas em cada mudança que ocorrer.

Elas existem, sim, e podem levá-lo onde você quiser.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Conta Corrente

Imagine que você tenha uma conta corrente e a cada manhã acorde com um saldo de R$ 86.400,00. Só que não é permitido transferir o saldo para o dia seguinte.

Todas as noites o seu saldo é zerado, mesmo que você não tenha conseguido gastá-lo durante o dia. O que você faz? Você iria gastar cada centavo é claro!

Todos nós somos clientes deste banco que estamos falando. Chama-se "TEMPO". Todas as manhãs são creditadas para cada um 86.400 segundos. Todas as noites o saldo é debitado como perda.

Não é permitido acumular este saldo para o dia seguinte. Todas as manhãs a sua conta é reinicializada, e todas as noites as sobras do dia se evaporam. Não há volta.

Você precisa gastar vivendo no presente o seu depósito diário. Invista então no que for melhor, na sua saúde, felicidade, sucesso!

O relógio esta correndo. Faça o melhor para o seu dia-a-dia.

  • Para você perceber o valor de "um ano", pergunte a um estudante que repetiu o ano.
  • Para você perceber o valor de "um mês", pergunte para uma mãe que teve seu bebê prematuramente.
  • Para você perceber o valor de "uma semana", pergunte a um editor de um jornal semanal.
  • Para você perceber o valor de "uma hora", pergunte aos amantes que estão esperando para se encontrar.
  • Para você perceber o valor de "um minuto", pergunte a uma pessoa que perdeu um trem.
  • Para você perceber o valor de "um segundo", pergunte a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente.
  • Para você perceber o valor de "um milésimo de segundo", pergunte a alguém que venceu a medalha de prata em uma olimpíada.

Valorize cada momento que você tem! E valorize mais porque você deve dividir com alguém especial, especial o suficiente para gastar o seu tempo junto com você.

Lembre-se, o tempo não espera por ninguém!

Ontem é história. O amanhã é um mistério. Hoje é uma dádiva. Por isso é chamado de PRESENTE

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Você é responsável por aquilo que cativa?


Fala Pessoal, belezinha?

Estava numa correria frenética nestes últimos dias e fiquei impossibilitado de escrever, mas estou de volta à ativa.

Já ouviram a frase: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas?”, de Antoine de Saint Exupéry, pois bem, em várias facetas de nossa vida e especialmente em nossos relacionamentos, esta frase se enquadra perfeitamente.

Eternamente sugere uma conotação existencial não temporária, mas constante. Isso quer dizer que você se torna responsável por aquilo que você conquista, no sentido de cuidar, proteger e dedicar-se.

Afinal, cativar alguém pode acontecer sem a mínima pretensão de nossa parte. Já em outras situações podemos usar essa admiração, carinho ou amor de uma maneira egoísta por não levar em consideração os sentimentos de outros, isto pode ser muito perigoso.

Mas quando temos ciência da existência de tal admiração e agimos com reciprocidade, isto é muito bom. Cativar alguém e ser cativado denota a necessidade um do outro, sermos únicos um para o outro, envolve entrega.

Mas como dito anteriormente, cativar alguém muitas vezes acontece sem uma intenção. Aos poucos sentimos a necessidade do outro e quando nos damos conta, já nos sentimos mais felizes por nossa nova conquista, seja ela um animalzinho que tanto imploramos para nossos pais, seja a conquista de um amigo leal e verdadeiro, seja um amor para toda a vida.

Mas é sempre bom lembrar que não vivemos dentro de um romance que na maioria das vezes tem sempre um final feliz. Muitas vezes entregamos nosso coração, afeição e sentimentos a pessoas ou coisas que não merecem nossa dedicação. 

Portanto, cautela é a palavra de ordem, pois aquela amizade que julgava verdadeira ou aquele amor que jurava que seria para a vida toda, pode ser um irresponsável com a conquista que obteve, ou seja, você!

Sendo assim, muito cuidado! 

Aja com responsabilidade com você e com os outros. Faça bem suas escolhas, mesmo que estas tomem de você muito tempo, pois algumas delas podem ser para toda uma vida, seja paciente.

Afinal, você se torna responsável eternamente por aquilo que cativa!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Você Realmente Já Amou Uma Mulher?

Para realmente amar uma mulher, para compreendê-la
Você precisa conhecê-la profundamente por dentro
Ouvir cada pensamento, ver cada sonho
E dar-lhe asas quando ela quiser voar

Então, quando você se achar repousando
Desamparado nos braços dela
Você saberá que realmente ama uma mulher...

Quando você ama uma mulher
Você lhe diz que ela, realmente, é desejada
Quando você ama uma mulher
Você lhe diz que ela é a única
Pois ela precisa de alguém
Para dizer-lhe que vai durar para sempre.

Então diga-me: você realmente já amou uma mulher?

Para realmente amar uma mulher, deixe-a segurar você
Até que você saiba como ela precisa ser tocada
Você precisa respirá-la, realmente saboreá-la
Até que você possa sentí-la em seu sangue

E quando você puder ver seus filhos que ainda não nasceram, dentro dos olhos dela ...
Você saberá que realmente ama uma mulher.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Tomadas? Nem Pensar!


Na adolescência é muito comum que as pessoas vivam suas emoções com a intensidade a 100%. Tudo é considerado um ultimato: amar, chorar, brigar, magoar-se, extravasar, enfim, viver!

É nessa fase da vida que se descobrem coisas como: as amizades, as paixões, o primeiro amor, o primeiro beijo, o primeiro fora e até mesmo aquele mico terrível e todas as outras coisas. Afinal, tudo vem incluso no pacote!

É nessa idade também que, com uma razoável percepção, começamos a entender as coisas da vida. Mas como adolescentes sempre acreditamos saber o que fazer e não queremos conselhos de ninguém. Na maioria das vezes, aprendemos mesmo quando quebramos a cara!

E vamos percebendo que aquela amizade não era sincera e nem correspondida, que aquele amor louco não era nada a mais que uma paixão boba de adolescente, que o primeiro beijo não foi nada de mais e que aquele escorregão que você levou quando estava dançando vai ser lembrado para o resto da vida pelos seus amigos.

Aprende muito, e como eu sempre digo depois que você aprende que a tomada dá choque, vai ser muito difícil pôr sua mão de novo lá.

Mas depois que você passa por essa fase, pronto! Agora você fica mais esperto, sabe o que acontece como efeito das suas ações e sabe suas reações.

Tomadas? Nem pensar!

Pois é, penso muito nisso! E hoje, como um adulto, acredito que aprendi bem a lei da tomada, aprendi até demais. Não caio mais em qualquer conversa, não preciso gostar necessariamente de qualquer um e nem todos me fazem rir.

Isso se chama experiência. Pena que não nascemos com ela, mas é muito bom ter o poder de exercê-la. Mas, quantos choques foram precisos tomar! Minha conclusão é:

Podemos trocar fiações mal instaladas, mas traumas, memórias e pensamentos podem chocar-nos eternamente.

Portanto, muito cuidado com as tomadas que encontra pelo caminho.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Fala Pessoal, belezinha?

A vida anda agitada e muitas vezes não paramos para pensar em quem está ao nosso lado. Vivemos falando que estamos cheios de compromissos e muito atarefados. Acontece que com isso, muitas vezes não damos a mínima atenção a quem merece. Sempre correndo, não vemos aquele amigo que precisa de um apoio, de uma ajuda. Acabamos passando por ele sem ao menos cumprimentá-lo, o que o acaba magoando ainda mais. Tudo poderia ser diferente se parássemos de nos preocupar tanto com nossos problemas e focassemos mais nossa atenção aos amigos, que nos ajudam a enfrentar os problemas.

Amigo é tão bom, tão necessário. Sou uma pessoa que valoriza muito os amigos. Semana passada me emocionei com meu amigo Arthur que foi morar na Bahia. Soube que será papai. Puxa! Gostaria tanto de poder abraça-los e curtir a novidade juntinho deles, mas enfim, é a vida. Curti demais o carinho vindo de uma mensagem de celular pedindo que eu entrasse em contato com eles. Foi o raio de sol em meu dia que estava um pouco nublado. Me senti feliz, me senti amado e pude dizer-lhes o quanto estava feliz e o quanto os amava.

Sendo assim, reserve um tempo para seus amigos, cumprimente, abrace, esteja junto deles. Afinal, eles são uma conquista sua! Valorize-os.

Dê um abraço, pois o abraço é um presente que, com certeza, será retribuído. Pense um pouco mais nas pessoas ao seu redor, abrace quem você gosta e ama! Abraço não tem contra-indicação e também não custa nada. Arthur e Cê, vai aqui o meu abraço com gostinho de saudades ...

E você, o que está fazendo?

Ande! Vá abraçar!

ABRAÇO

De repente deu vontade de um abraço.

Uma vontade de entrelaço, de proximidade ...

De amizade, sei lá ...

Talvez um aconchego que enfatize a vida

E amenize as dores ...

Que fale sobre os amores

Que seja teimoso e ao mesmo tempo forte.

Deu vontade de poder rever, saudade de um abraço

Um abraço que eternize o tempo

E preencha todo o espaço

Mas que faça lembrar do carinho, que surge devagarzinho

Da magia da união dos corpos, das auras ... sei lá ...

Lembrar do calor das mãos acariciando as costas a dizer: " Estou aqui."

Lembrar do trançar dos braços envolventes e seguros, afirmando: " Estou com você "

Lembrar da transfusão de forças com a suavidade do momento ... sei lá ...

Abraço ... abraço ... abraço ... abraço ... abraço ... abraço

O que importa é a magia desse abraço!

A fusão de energia que harmoniza e Integra tudo

que se traduz no cosmo, no tempo e no espaço

Só sei que agora deu vontade desse abraço !!!

Que afaste toda e qualquer angustia.

Que desperte a lágrima da alegria, e acalme o coração

Que traduza a amizade, o amor e a emoção

E para um abraço assim, só pude pensar em você ...

Nessa sua energia, nessa sua sensibilidade

Que sabe entender o porquê ...

Dessa vontade, desse abraço.

Vinicius de Moraes

terça-feira, 27 de julho de 2010

Dona Célia e os Cuñapes

Dona Célia era uma senhora baixinha que usava um cabelo no estilo chanel que já apresentava muitos fios brancos. Lembrava uma boliviana, talvez fosse. O que sei é que ela sempre visitava minha avó e trazia consigo uns pães de queijo enormes e achatados que só de lembrar, dá água na boca. Pesquisando no Google, descobri que se chamam Cuñapes e são bolivianos mesmo!

Havia dias em que a esperava rente ao muro da casa onde vivia minha avó, já mal acostumado com o quitute. Quando Dona Célia apontava na ladeira eu corria para me esconder, enquanto minha avó fazia algum serviço da casa. Até hoje não sei por que fazia isso, mas enfim ...

Ao chegar ao portão, logo gritava: - “Dona Tuuuuuuuta?” Tuta era o apelido de minha avó que se chamava Débora. Minha avó ao ouvir o chamado, respondia: - “Já vai Dona Célia!” e na sequência pedia para que eu abrisse o portão para ela.

Quando me via, perguntava: “Tudo bom, menino? Adivinha o que eu trouxe para você?” – “Pão de Queijo, oba!” – Todo feliz eu falava. Ela sorria, passava a mão em minha cabeça, entrava, cumprimentava minha avó, pois eram grandes amigas, depois ambas começavam a conversar. Falavam das vizinhas, da vida, dos filhos, enfim ... de tudo!

Gostava demais dela, era animada. Até que um dia ela não apareceu e na outra semana também não, até que numa visita de minha mãe escutei minha avó comentar que Dona Célia havia falecido e minha avó pedia para que minha mãe falasse para mim, pois ela não havia tido coragem para isso. Saí de onde estava com lágrimas nos olhos e elas entenderam, fui abraçado por ambas e a partir daí entendi o significado da palavra morte. Devia ter uns cinco ou seis anos na época, mas lembro como se fosse hoje.

Com o passar dos anos, passei em frente a casa onde ela morava e tentei imaginar como ela podia morar naquela casa enorme sozinha, sendo que tinha filhos. No final soube que era uma pessoa solitária, ou seja, os filhos haviam se casado e pouco viam a mãe, de vez em nunca traziam os netos para vê-la. Provavelmente morreu sozinha em algum cantinho daquela casa. Achei muito injusto, além de triste.

Aprendi com este fato a estar sempre que possível junto das pessoas que amo, tanto que quando minha avó faleceu, eu estava lá. Pena não termos o poder de mudar as coisas, de prolongar a vida, ou amenizar e acabar com os sofrimentos e a morte. Mas ainda bem que temos um Deus interessado em nosso bem estar e alegria, que promete que coisas assim terão um fim.

Apocalipse / Revelação 21:1-4 – João 5:28,29 – João 11:25 – Isaías 55:11

domingo, 18 de julho de 2010

Flor & Amizade

Quando nasce uma flor, ela recebe do sol a energia de que precisa, da água o oxigênio fundamental para sua sobrevivência e, claro, não poderíamos deixar de mencionar a terra de onde ela tira nutrientes que irão complementar tudo de que ela precisa para viver.

Essa flor, com o passar do tempo, poderá permanecer bela, com vigor, exalando o perfume característico de sua espécie, se tudo o que ela precisar continuar ao seu redor, ao seu alcance.

Quando vem a tempestade, ela irá lutar com as suas forças para continuar a sobreviver, pode até perder alguma pétala, mas ela é forte para seguir adiante até se recuperar, pois apesar de frágil, a vida, o instinto de sobrevivência fala mais alto e após essa experiência ela torna-se até mais mais forte do que antes.

Na nossa vida dá-se o mesmo, nascemos, crescemos e passamos por diversas situações que às vezes não sabemos o porquê nem a razão do que nos acontece, mas sabemos que depois elas nos tornarão mais fortes para outros momentos adversos que voltarem a surgir em nosso caminho.

A amizade é um bem precioso que surge na vida das pessoas quando menos se espera, tornando a nossa vida mais feliz.

Compartilhamos muitos momentos com os amigos, com alguns mais do que com outros, por afinidade, por confiança ou por força de circunstâncias.

Da mesma forma que a flor, a amizade precisa de cuidados para continuar com a mesma força e intensidade, mas a distância, as adversidades, o corre-corre do dia-a-dia, o tempo, faz com que a amizade sofra certa perda, o que não significa que ela enfraqueça, apenas se modifique.

Mas, com certeza, se ela for verdadeira e sincera, ela terá da mesma maneira que a flor, forças para se manter, e muitas vezes será até mais sólida porque nasce a saudade, um ingrediente a mais que vem para completar.

Sandra Quevedo Demarchi Nogueira

domingo, 27 de junho de 2010

Rotina

Segunda-feira, 6:10 da matina, o primeiro bipe ... O celular desperta novamente trinta minutos depois, mas ele continua deitado. Depois do segundo bipe não existem outros. Ele, portanto, levanta-se depois de mais cinco minutos pouco aproveitados de sono. Fazer o que?

Já em pé, vai até o banheiro, esvazia sua bexiga e corre para o banho, lá mesmo no Box escova seus dentes apressadamente. Desliga o chuveiro, enxuga-se e se veste, às vezes toma um copo de café com leite que a esposa trás para ele. Olha pela janela da sala para verificar se precisa usar uma blusa de frio, pega a mochila, liga seu MP3, beija sua esposa e desce às escadas de seu prédio com sua filha sonolenta, pois a deixa no colégio antes de ir pra o trabalho.

Depois de uma caminhada aproximada de sete minutos ele sobe a rua e se dirige até o ponto de ônibus. Este passa, ele acena e sobe. Procura rapidamente um lugar, qualquer um e quando encontra ou se encontra, se ajeita confortavelmente. Algumas vezes ele lê um trecho de algum livro, noutras ele fica quieto e escuta suas músicas favoritas, viaja em seus pensamentos e lembranças nesta pequena viajem que dura cerca de 15 minutos.

Chega na parada exata dá sinal e desce. Enquanto anda continua ouvindo suas músicas e pensando, observando as pessoas com suas próprias correrias e obrigações em sua volta. Sobe outra rua, logo depois a desce, mais 2 minutos, vira uma rua e chega ao trabalho. O mesmo lugar, as mesmas pessoas, as mesmas atividades!

Diz bom dia a todos!

Liga seu computador jurássico com que trabalha, isso quando ele liga na primeira vez, ah, ele já cansou de pedir um melhor, mas enfim ...

Comenta com seu companheiro de sala os assuntos relacionados ao fim de semana. Passa o dia esperando um e-mail, um sms ou mesmo uma ligação que lhe trará um sorriso satisfatório.

Um liga pedindo isto, outro liga pedindo aquilo. Ele vai e volta várias vezes, revê e-mails, liga para fornecedores que insistem em não mandar seus boletos de cobrança. Vai ao banheiro poucas vezes ... deveria ir mais. Toma um cafézinho. Às 12:00 sai para o almoço. Come no mesmo restaurante, paga e sai. Se tiver sol, leva seu livro e o lê na pracinha até dar o horário. Chega novamente e volta a sua rotina após fazer sua higiene dental.

Conta impacientemente às horas até que chega o número tão desejado: 18:00 horas! Sai apressadamente, sobe e desce a mesma rua que passou pela manhã, atravessa desta vez uma passarela até chegar ao ponto de ônibus. Dependendo do dia ou do desespero, espera o ônibus mais vazio e o pega. A essa altura não está mais agüentando de saudades de seu porto seguro: sua família. Chega pesado em casa, mas aos poucos vai sentindo a leveza de estar entre os a quem ama. Logo está rindo, conversando, brincando com suas filhas.

Jantam, conversam, assistem TV. Ele faz novamente sua higiene dental enquanto toma o banho do descanso e segue para a sala. Despede-se de suas filhas que vão para seus soninhos merecidos.

Liga o PC e acessa a Internet. Confere blogs, responde os e-mails recebidos, pesquisa isto ou aquilo, conversa às vezes pelo MSN, fala, ri, comenta, ouve música, ah ele ama música boa.

Desliga o Computador, deita-se e abraça sua esposa. Conversa com Deus, e pensa em tudo o que aconteceu, mas principalmente no que não aconteceu - a mudança.

Sim, ela não veio ainda, nem a ligação, nem o e-mail sonhado. Mas ele tem fé e acredita. Mesmo que a Terça-Feira traga tudo de volta, da mesma maneira. Afinal, toda rotina tem sua beleza, ele sabe disso.

É. Este sou eu!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Thank You!

Fala pessoal, belezinha?

Está um friozinho intenso em Sampa. Moro no último andar de um prédio que fica num local alto aqui em Guarulhos e enquanto digito, minhas mãos vão congelando. Me perdoem os amantes do frio, mas é a estação do ano que mais detesto, amo o calor. brrrrrrr!

Não sei se já comentei, mas a foto que está àcima com o tema do blog, foi eu mesmo quem tirou da janela do meu cantinho, enquanto tínhamos ainda noites quentes.

Tenho verdadeiro fascínio em pôr-do-sol, mesmo em meio à selva de pedra!

Enfim ... o friozinho não impediu de passar aqui rápidinho com um único objetivo: agradecer a todos por suas visitas, comentários, como também agradecer aos seguidores que tem aumentado neste modesto blog. Valeu!

Ainda nesta semana estarei compartilhando com vocês um novo fragmento.

Inté.

domingo, 6 de junho de 2010

Traumas!

Fala pessoal, belezinha?

Dia desses, voltando de meu trabalho naquele cochila-acorda dentro do ônibus, observei uma cena já vivenciada por mim, num ponto de ônibus no sentido contrário de meu destino. Um casal discutia freneticamente, conseguia ouvir os berros do meu assento, quando ele de repente levantou a mão e bateu no rosto da mulher, ela rapidamente se refez e agarrou-lhe o pescoço com as unhas e a bagunça estava feita. Alguns gritavam revoltados com tamanha ignorância, outros incentivavam o espetáculo público, eu - de minha parte - angustiado!


Somente tentava dimensionar o que se passava na cabeça do pequeno garotinho que estava com eles e que a tudo assistia sem um prévio aviso, provavelmente tinha entre três ou quatro anos.

O farol abriu e o ônibus continuou seu trajeto. Vi-me naquele garoto e tentei imaginar em como ele irá lidar com isso no futuro. Em como isso o afetará. Duas lágrimas venceram a razão e caíram de meus olhos.

Com pleno conhecimento de causa digo que viver sob um estado constante de violência não é algo fácil. O pior é não ter forças suficientes para impedi-la. Nas diversas vezes em que minha mãe era espancada por meu padastro, meu coração ficava minúsculo e eu me sentia a pessoa mais infeliz e incapaz no mundo. Fechava meus olhos e tentava me imaginar invisível! Os abusos mais graves que sofri naquela época foram os psicológicos! Crescemos eu e meus irmãos em meio à violência, bebidas e escândalos. A fatia que cada um recebeu nesta época pode ser observada ainda hoje, infelizmente em cada um.

Minha tristeza se devia ao fato de “ter” que viver com minha mãe, abandonar minha avó que sempre fora meu chão, além da revolta com meu pai biológico que nunca havia me procurado e eu sabia que ele morava próximo.

Mas aprendi ainda nessa época como uma garota chamada Pollyanna, o significado da palavra ressignificação, ou seja, ser capaz de aprender a observar que todas as circunstâncias na vida podem ser compreendidas, por passar a construir em minha mente uma nova forma de encarar o que me acontece, tentando descobrir ou mesmo encontrar um novo significado que me fortaleça e motive, substituindo as conseqüências negativas do significado anterior, que eram o desânimo e o desespero. A idéia não é simplificar situações complexas e sim encarar a complexidade de uma forma mais simples. É assimilar fatos incômodos com equilíbrio emocional e conseqüente ... serenidade. Não é fácil, mas muito necessário!

Bendita Eleanor H. Porter, sim, a escritora do livro que leva o nome Pollyanna. Além de minha avó, as lições de Pollyanna ajudam-me até hoje. O livro, para quem não leu, trata da história de uma menina de onze anos, filha de um missionário pobre, que após ficar órfã, vai morar em outra cidade com uma tia rica, rígida e severa chamada tia Polly, à qual não conhecia previamente.

Pollyanna ensina às pessoas de sua relação na nova comunidade o jogo do contente, que havia aprendido com seu pai no dia em que esperava ganhar uma boneca e recebeu um par de muletinhas. Imediatamente o pai de Pollyanna aplicou o jogo, dizendo a ela para ver somente o lado bom dos acontecimentos — nesse caso, ficar contente porque "não precisaria delas!". E depois desse dia, criou o jogo de procurar em tudo que há ou acontece, alguma coisa que a fazia contente, e ensinava o jogo sempre que encontrava alguém triste, aborrecido ou mal-humorado.

Depois desse livro percebi que podia viver sem tantas exigências comigo mesmo. Afinal, havia coisas que eu realmente não poderia mudar. Minha mãe havia feito a escolha dela e não a culpo, mas passamos por isso desnecessariamente. Jogar o contente é ótimo, mas nem sempre funciona, principalmente nesses dias frios em que parece que a angústia busca nos engolir. Mesmo assim, apesar de tudo, minha recusa em ficar triste e cabisbaixo é freqüente.

Mas, o que será daquele garotinho?

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Pra Você Guardei o Amor

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar


Nando Reis

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Amor Impossível

Quais as chances reais de um nerd ser notado pela garota mais bela e popular da faculdade? Responda com sinceridade. Minha resposta? Nenhuma! Ainda mais se além de nerd, não ser belo. Isto porque, infelizmente, o que nos atrai primeiramente no outro é a beleza física.

Afinal, quem quer ficar com um sapo se tem possibilidades de arrumar um príncipe? Mas, será que os príncipes ou princesas reais são de fato belos? Pode ser que sim, pode ser que não. Minha avó dizia que a beleza está nos olhos de quem vê. Mas quem vê um feio? Um ninguém?

Esta é a proposta do filme indiano ”Pyaar Impossible” (Amor Impossível em português), assisti e me fascinei com a estória. Além de ser uma comédia romântica, serve para fazermos uma análise de nós mesmos como pessoas e como encaramos os outros. Um filme que tem a intenção de nos fazer acreditar em nós mesmos e em nosso potencial - em suma - uma verdadeira auto-ajuda.

Pyaar Impossible fala sobre uma garota chamada Alisha (Priyanka Chopra) e um rapaz chamado Abhay (Uday Chopra), que estudam na mesma Universidade. Visto que Alisha é a beleza da faculdade, Abhay fica receoso de revelar seus sentimentos para a moça por se tratar de um rapaz muito sem graça. Até que um dia Abhay a salva de um afogamento, mas a moça desacordada não o vê. No dia seguinte, as circunstâncias impendem-no de rever Alisha que devido aos constantes problemas que tem trazido à seus pais, muda de cidade e faculdade.

Sete anos se passam. Será que Abhay esqueceu Alisha? Você já deve conhecer a resposta sem ao menos ver o filme. Abhay agora é um programador de software que inventa um programa revolucionário, mas é enganado por Varun (Dino Morea) que rouba seu programa e pretende vendê-lo para uma multinacional em Singapura, empresa esta que tem como relações públicas, nada mais, nada menos que ... Alisha.

Alisha, já divorciada é mãe de uma garota de seis anos: Tânia. Num emaranhado de confusões Abhay acaba sendo contratado por ela para ser babá de sua filha. E agora? Diante de seu amor por sete anos, conseguirá Abhay revelar-lhe seu mais grandioso segredo? Conseguirá reaver seu trabalho de anos que fora roubado ?

Se tiver oportunidade, assista e comente o que achou. É um filme inspirador e cativante, não leva o Oscar, mas garante momentos ótimos, ah ... e com um final surpreendente.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Experiência!

Hoje, a caminho do trabalho, agradecendo a Jeová por todas as coisas em minha vida, resolvi agradecer o fato de eu ter um trabalho, atividade que sinceramente dizendo já amei mais. Sempre fui fascinado por números e acabei direcionando meus estudos e objetivos no quesito trabalho, para a área financeira. Hoje tenho um foco diferente e pretendo usar esse conhecimento em benefício próprio.

Enfim, desci do ônibus e me deparei com uma bonita cena: dois velhinhos sentados em um banco de praça. Estavam de mãos dadas. Atravessei a rua, motivado pela pressa de todas as manhãs, e, já do outro lado, olhei para trás.

A imagem ficou ainda melhor ...

O casal acariciava um cachorro, que estava passando por eles. Aquela cena ficou em minha cabeça. Entrei na empresa, fui ao banheiro e me olhei no espelho, quando comecei a me questionar:

-Como será que ficarei quando tiver meus setenta ou oitenta e poucos anos? Será que chegarei lá? Estarei bem?

Você, que lê agora, já chegou a pensar em como deve ser a terceira idade? Ainda mais com tantas pessoas que desrespeitam veementemente os de mais idade? O fato é que eu estava ali me observando e pensando. Tentei imaginar os problemas pelos quais aquele casal já havia passado a vida inteira, com suas alegrias, tristezas, vitórias e derrotas. E você deve concordar que, juntos ou separados - não importa - todos nós temos pequenas ou grandes infelicidades.


Mas, será que é preciso viver tanto tempo para começar a expressar doçura numa manhã de segunda-feira?

Por que é que é tão raro ver um casal de adolescentes sentados em um banco de praça, olhando o horizonte, de mãos dadas? Minha conclusão óbvia é que o tempo nos ensina mais do que ninguém... Afinal, o que são os nossos problemas? São chaves motivacionais e é preciso ter tato para perceber isso.

Eu, sempre tão analítico, gosto muito de observar os idosos, afinal vivi um bom tempo com uma pessoa muito especial: minha avó. E, para mim, salvo mínimas exceções, são as pessoas mais bonitas do mundo. Porque elas, geralmente, passam pela dureza da vida e com o tempo e tanto aprendizado, voltam a olhar o mundo com o mesmo olhar de uma criança. Não é incrível?

Isso me fez pensar que em todos os momentos, existem problemas e problemas, mas há também a esperança de melhora, sempre.
E há, mais do que tudo na vida, pessoas que apesar de tudo o que já viveram, ainda tem a capacidade de amar e respeitar o próximo e é esse tipo de pessoa que eu quero ser.

Não sei como será minha velhice nem sei se chegarei a viver tanto. Mas vivo intensamente e acho que o que todo mundo precisa é de um banco numa praça, uma boa companhia, e uma manhã bonita, ainda que nublada. E a idade não importa, ela é só um detalhe! O legal nisso tudo é poder voltar a ver o mundo com olhos de uma criança a qualquer momento...

Hoje eu desejo a você, que lê este blog, um excelente dia, cheio de tarefas, com algumas preocupações e, com certeza, com muita coisa boa. Nossa tendência é ver primeiro os problemas, não é?

Mude o foco de sua vida de vez em quando, isso fará um bem danado.

domingo, 2 de maio de 2010

Um Basta !

Fala pessoal, belezinha?

Hoje pela manhã falando com minha esposa, relembramos um momento de nossa vida que embora não foi muito bom, foi revelador no sentido de analisarmos com quem deveríamos ter associação. Afinal de contas relações são complicadas e ser aceito num grupo em alguns momentos torna-se um objetivo angustiante.

Enfim, éramos mais jovens e tínhamos poucos amigos, devido ainda à minha timidez tão indesejada. Aconteceu algo que me deixou muito triste, uma “amiga” casou-se e não nos convidou e pelo que soube a festa tinha sido uma maravilha. Fiquei triste devido a aparente "amizade" que tínhamos e pelo aparente “esquecimento” de ambos, tanto dela quanto do noivo. Enfim, casaram-se, viajaram, voltaram. Quando a vi depois da viagem, fui cumprimentá-la sem realmente fazer nenhuma cobrança, afinal, o critério era dos noivos escolherem seus convidados.

Mas o que me deixou profundamente entristecido foi o fato de após o cumprimento, ser convidado para conhecer sua nova casa, onde, disse a mesma, passaria o DVD do casamento para vermos e comeríamos umas pizzas, mas que viriam também outros casais conhecidos deles, o que até então - ao menos para mim, não havia problema, pois a priori minha percepção havia notado certo desconforto da parte de ambos por não nos ter convidado.

Enfim, o fato é prezados leitores que após o convite veio uma bomba!


Para entenderem a questão, eis um prefácio rápido:

“Sempre fui muito bom com massas de todo o tipo, brinco que tenho um pé no Japão e outro na Itália, em razão de meus dois avôs, por parte de pai e mãe respectivamente, mas sou Paulista, nascido na Vila Mariana, com um pai Paraense e uma mãe nascida no interior do estado de São Paulo, na cidade de Jaboticabal. Amo as duas culinárias de paixão. Como muito sushi, sashimi, tempurá, teriyaki, etc e tudo com o famoso talher: Hashi. Mas minha preferência sempre foi a culinária italiana com suas diversas massas, das mais simples às mais complexas. Gosto das diferentes texturas, sabores, montagens e apresentações”.

O fato é que sabendo disso, fomos convidados na verdade para “servir” aos convidados. Ela nos disse que chegando lá eu poderia fazer umas pizzas para o pessoal e assistir ao DVD. Nem preciso dizer que não fui quando percebi sua real intenção e que cortei de vez os laços com aquele tipo de pessoa. Anos mais tarde , após a separação deles, fomos saber que não nos convidaram porque nos achavam “muito pobrezinhos”, o que enfatizou para mim, o fato de que o convite para ir à casa de ambos era somente para trabalhar como serviçal e de graça.

Aquele dia foi um divisor de águas em nossas vidas, foi quando começamos a perceber que pelo fato de virmos de famílias humildes, tínhamos um tratamento diferenciado e preconceituoso. Passamos a cuidar mais de nós e dispensar tais companhias, o que foi bom!

Este texto verdadeiro serve para ilustrar que não devemos nos colocar ou colocar outros, jamais numa situação humilhante somente porque alguns acham que isso seja o certo. Não se trata somente de orgulho, mas de respeito por você mesmo e zelo por seu amor próprio. Infelizmente o mundo está abarrotado de pessoas que acham que pelo fato de terem dinheiro que os demais estão ali somente para servi-los. Não deve ser assim! Lembre-se que tais coisas acontecem somente se permitimos e fizermos vistas grossas a estes abusos.

Em nosso caso, com o tempo agregamos ao nosso convívio, amigos queridos e estimados que estão conosco não pelo que possuímos e sim pelo que somos e conseqüentemente somos mais felizes assim.

Portanto: fuja do preconceito, de hipocrisia e cuide de seu jardim. As mais belas espécies de borboletas aparecerão para apreciar o que você é e não o que você tem.