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By Ferramentas Blog

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Os amigos invisíveis

Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade. Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação.

Os amigos são para toda vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira.

Temos o costume de confundir amizade com onipresença, e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão.

Amizade não é dependência, submissão. Não se tem amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra. É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente.

Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa. Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas. E já se está falando mal dele por falta de notícias. Logo dele que nunca fez nada de errado!

O que é mais importante: a proximidade física ou a afetiva? A proximidade física nem sempre é afetiva. Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio.

Amigo mesmo demora a ser descoberto. É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade.

Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios. São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem estar.

Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade. Aqueles que não estão perto podem estar dentro. Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente. Não vou mentir a eles, “vamos nos ligar?”, num esbarrão de rua. Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento.

Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados. Ou passar em casa todo final de semana ou me convidar para ser padrinho de casamento, dos filhos, dos netos, dos bisnetos. Caso os encontre, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação.

Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim.

Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia. Significativos em cada etapa de formação. Não estão na nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinado, de forma perceptível, as nossas atitudes.

Quantas juras foram feitas em bares a amigos bêbados e trôpegos?

Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no sangue ... a serenidade.

Fabrício Carpinejar

sábado, 17 de outubro de 2015

Travessia

No cinema, assistindo ao filme "A Travessia", meu menino tinha as mãos suadas. O filme, uma história real sobre o francês Philippe Petit, que na década de 70 atravessou de forma ilegal o vão entre as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, usando apenas um cabo e se equilibrando sobre ele, desacomoda e leva à transpiração as almas mais sensíveis. 

Assistindo ao longa, a sensação que fica é a do medo. Medo pelo que pode acontecer ao protagonista (mesmo sabendo que ele sobrevive), medo pelo que sentiríamos estando na pele dele, medo de altura, medo da morte.

Isso me fez recordar uma frase do escritor Mia Couto que diz: "Eu tive as minhas mortes. Felizmente, todas elas passageiras". E assim lembramos que a vida é composta de muitos lutos, a maioria deles reversíveis, e só isso deveria bastar para justificar nossa coragem, ou a capacidade de viver sem medo. 

Apesar de nos resguardar do perigo, o medo nos afasta da vida. Da vida e de suas inúmeras mortes. Da vida e de seus vários renascimentos. O equilibrista desafia o perigo com a certeza de que a morte está perto, mas não irá derrubá-lo. Já os que vacilam perante os desafios da própria existência constroem muros onde podem se refugiar, isolando-se de uma vida nova, muitas vezes melhor. 

Apesar de adorar montanha russa e de ter pulado de paraquedas há alguns anos, não me considero uma pessoa muito corajosa. Fui criada para desejar uma vida segura, longe do burburinho da corda bamba, recatada em meu mundinho particular. O hábito me fez almejar segurança. Na minha redoma, cultivo minhas leis. Não ouso virar a mesa nem levantar a voz. Não troco o certo pelo duvidoso, prefiro "um pássaro na mão do que dois voando", perdi um pouco da espontaneidade com a idade. Não é motivo para me gabar não. Queria ter uma dose a mais de coragem para me livrar das culpas que me atam as asas e seguir pela corda bamba que me chama. A corda bamba que todos nós possuímos e, quer queira, quer não, temos que atravessar.

Todos nós possuímos um cabo de aço por onde devemos nos equilibrar e fazer a travessia. Alguns veem lá de cima precipícios enormes, como o vão entre as torres gêmeas. Outros percebem que tiveram medo de cair de uma altura irrisória, que não passava de ilusão causada pelo medo de seguir adiante. Porém, a vida é para quem ousa colocar pé ante pé, devagar ou com pressa, acreditando firmemente que cair não é o fim, pois muitas vezes o chão está a um palmo de distância. 

Chegar ao fim, mesmo sentindo as pernas fraquejarem, nos dá a certeza de que a fé nos impulsiona a viver melhor. Ter a coragem de romper antigos nós, quebrar velhos tabus, experimentar novos ares e ousar fazer a travessia nos confronta com o amadurecimento, a única forma de crescer _ independente da idade que tivermos. 

Fazer a travessia é ter coragem de crescer. É experimentar o prazer que vem da descoberta de que vivemos constantes mortes, e que, com sorte, renascemos melhores e mais sábios. Que haja esperança, fé, inspiração divina. Que saibamos o momento de avançar e o de recuar. Que experimentemos cruzar a linha de chegada mais livres e com a consciência de que dando o primeiro passo já somos vencedores.

Fabíola Simões

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Transmutação ...

Fala pessoal belezinha?

Segue abaixo um texto tão perfeito que eu particularmente desejaria ter escrito cada palavra, mas todos os louros vão para Cecília Sfalsin. Como já disse aqui neste blog, 'talvez eu seja um pouco de tudo que já li' e pode ter certeza: este texto define meu momento atual.

Um conselho?! Delicie-se ...

MUDANÇAS

"Eu mudei em muita coisa, e não foi pelo tempo, nem pela idade, mas pelo coração, pelas vezes que ele se machucou, pelas vezes que ele confiou, pelas vezes que ele amou. 

A gente precisa se amar muito para não nos tornarmos dependentes de afetos alheios, porque é bem por ai que surgem os enganos, é bem por ai que surgem as decepções.

Quando transbordamos de amor pela gente, o que oferecemos ao outro não nos faz falta, porque a gente aprende o que é ter valor. 

Talvez você esteja naquele momento horrível da vida, que alguém te deixou sem razão alguma e o coração sangra pela falta e pelo desprezo que tem recebido. Não se culpe, pare de querer entender onde você errou, o que você fez, ou se o tempo voltasse atras você faria diferente. 

Pare de se torturar pelo que se foi, porque na verdade quem ama a gente não se vai, não nos deixa, e nem quer que a gente sofra, quem nos ama, por mais difícil que seja uma situação, vai tentar resolvê-la sem maltratar o nosso coração. 

Desculpe a sinceridade, mas é a verdade que sinto: quanto mais você for atrás, menos você significa. 

Eu acredito muito no novo de Deus, e por acreditar, vivo as esperas d'Ele, mesmo com as urgências que há em meu coração, mas não admito mais que ele sofra pelo que não vale a pena, e nem que se culpe pelo que não deu. 

Sai desta nostalgia e vai viver .... enquanto você esta ai se desfalecendo, o outro esta vivendo a vida, curtindo e se achando "super " bem sem você..."

Cecília Sfalsin

sábado, 12 de setembro de 2015

Viver ...

Impossível atravessar a vida ...

Sem que um trabalho saia mal feito, sem que uma amizade cause decepção, sem padecer com alguma doença, sem que um amor nos abandone, sem que ninguém da família morra, sem que a gente se engane em um negócio. 

Esse é o custo de viver! 

O importante não é o que acontece, mas ... como você reage. Você cresce quando não perde a esperança, nem diminui a vontade, nem perde a fé.

Mas, quando aceita a realidade e tem orgulho de vivê-la, quando aceita seu destino, mas tem garra para mudá-lo e quando aceita o que deixa para trás, construindo o que tem pela frente e planejando o que está por vir.

Cresce quando supera, se valoriza e sabe dar frutos, quando abre caminho, assimila experiências e semeia raízes ...

Cresce quando se impõe metas, sem se importar com comentários, quando é forte de caráter sustentado por sua formação, sensível por temperamento e humano por nascimento! 

Cresce ajudando a seus semelhantes, conhecendo a si mesmo e dando à vida mais do que recebe. 

E assim que se cresce ...

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O poder das palavras.

Fala pessoal, belezinha?!

É ... tudo muda, o tempo todo.

Plutão não é mais um planeta, Bill Gates não é o homem mais rico do mundo, David Karp não é mais o dono do Tumblr, Titanic não é o filme com mais arrecadações em bilheterias, locadoras desapareceram e foram substituídas por Netflix;

Ninguém mais manda sms, para isso tem whatsapp, Orkut deixou de existir e deu lugar ao facebook, os cantores, não necessitam mais tanto assim de gravadoras, para isso tem youtube; álbum de fotografias é coisa de avó, agora existe Instagram.

Mas, entre milhares de coisas que mudam no decorrer dos anos, existe uma delas que não muda; é o poder que tem as palavras ... o quão profundas e cortantes elas podem ser.

As palavras ainda são o que dão vida a vida. Tudo pode mudar, menos as palavras ... menos o que foi dito e escrito, pois isso fica gravado, se não for de quem as leu, são no coração de quem as ouviu, pois ainda somos de carne e osso, mesmo que a cada ano que se passa nos tornamos mais antissociais do que o comum.

A tecnologia tem nos 'engolido', mas ainda não fomos substituídos por maquinas; temos sentimentos, somos frágeis, somos humanos, e palavras ferem, marcam, palavras são os que nos dão vida e morte, palavras eternizam momentos, e exterminam também.

Se há algo que não temos o poder de mudar, é uma palavra dita ou escrita, mesmo que você substitua ou escreva algo diferente ... já foi dito, já foi escrito, já foi feito, e quem as leu ou as ouviu, ficarão marcados pelo leve ou grosseiro toque seu.

Por isso caro leitor, tenha sempre muito tato, além de muito cuidado, pois quando você toca alguém com suas palavras, você pode mudar também a vida de alguém ... seja positiva ou negativamente!

domingo, 23 de agosto de 2015

Passado

Seu passado pode sim, servir de experiências para o seu amanhã. Suas dores, perdas e fracassos podem sim serem lembrados como fatos de superação, mas nada do que não deu certo ontem pode desenhar o seu futuro, nada do que você foi ou fez de errado pode definir a história de Deus para sua vida, nada e nem ninguém pode te impedir de se continuar.

Sofrer pelos seus erros não é tão vantajoso como querer recomeçar, ficar se martirizando pelo relacionamento que acabou, pela pessoa que te machucou, pelas feridas que a vida te causou não trará de volta as possibilidade que Deus te da para fazer de novo ou de pelo menos tentar se reconstruir. 

Há coisas do passado que não podemos carregar por uma vida toda, há mágoas que não podemos deixar com que criem raízes em nós ao ponto de nos encarcerar na derrota e nos algemar no medo de amar de novo, de confiar de novo, de viver de novo.

O que quero dizer a você que anda reclamando de tudo e não se permite ser feliz é que tudo neste mundo depende do nosso primeiro passo, que ninguém pode te ajudar se você não quiser, e que certas lembranças ruins somente servirão para te distanciar do que é para ser bonito e inacreditável em sua vida. 

Sendo assim, arrume as gavetas da sua alma, jogue fora o que não vale a pena guardar, tire da estante do seu coração o que só te traz dor e sofrimento, abra os espaços precisos em seu coração para que o amor se abrigue, e se dê uma nova chance. 

Há sempre um caminho novo pra quem se permite recomeçar ... chega de se lamentar!

Cecilia Sfalsin

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Acorda ...

O marido e a mulher não se falavam há uns três dias.

Entretanto, o homem se lembrou que no dia seguinte teria uma reunião muito cedo no escritório.Como precisava levantar cedo, resolveu pedir à mulher para acordá-lo. Mas para não dar o braço a torcer, escreveu num papel:

- Me acorde às 6 horas da manhã.

No outro dia, ele levantou e quando olhou no relógio eram 9h30. O homem teve um ataque e pensou:

- Que merda! Mas que absurdo! Que falta de consideração, ela não me acordou...

Nisto, olhou para a mesa de cabeceira e reparou um papel no qual estava escrito:

- ...São seis horas, levanta!!!

Moral da História

Não fique sem conversar com as mulheres, elas ganham sempre, estão certas sempre e são simplesmente geniais na vingança!

O casamento é a relação entre duas pessoas, onde uma pessoa está sempre certa e a outra, é o marido!

Andrei Popov

terça-feira, 21 de julho de 2015

Das coisas que vejo por ai.

Se não te deixa bem, se te machuca ou não te agrada, então sai fora ... se afaste, dê tchau. 

Mas preserve seu nível de sensatez, sua delicadeza, sua boa educação. É tão mais honesto com você se afastar do que agredir, falar mal, fazer comentários idiotas e sem proveito algum.

É tão mais bonito silenciar do que fazer papel de sabe tudo, é tão mais delicado deixar o tempo passar do que difamar e usar de indiretas. Respeito é bom e todo mundo gosta, veste bem, não aperta e nos deixa super elegantes.

O amanhã é imprevisível, a gente não sabe o que vem pela frente e nem tem ideia de quem vamos precisar, e agir na ira, na raiva ou na impulsividade é o mesmo que plantar sementes de frutos amargos.

Não há nada mais agradável do que ter paz no coração e uma consciência tranquila, não há nada mais gratificante do que colocar a cabeça no travesseiro e saber que fez a coisa certa. 

Não há nada melhor do que colocar nas mãos de Deus tudo que inquieta o nosso coração ao invés de revidar e perder totalmente a razão. 

Isto não é fraqueza não, isto é caráter.

Cecília Sfalsin

sábado, 18 de julho de 2015

Um dia ...

Um dia você vai entender o porque de muita coisa em sua vida, um dia você vai olhar para trás e lembrar daquele amor que doeu, daquela amizade que te traiu, daquele momento em que você se sentiu a pessoa mais pequena e inútil deste mundo e ninguém viu.

Um dia as verdades vão te bater forte, vão trazer ao seu coração tantas lembranças do passado, tantos momentos que você viveu, tantas pessoas que passaram pelo seu caminho, tantas coisas boas e também ruins que de alguma forma balançaram o seu coração.

Isso ocorrerá ... não para te fazer sofrer ou chorar, mas para trazer a sua memória as lutas e dores que você já venceu e servirá para fortalecer a sua fé para outras lutas que hoje você pode vencer.

Um dia os ventos soprarão como um filme, e você estará ali no meio de todos contando a sua história, compartilhando as suas vitórias e agradecendo a Deus pelo tanto que Ele te ajudou.

Vai por mim, esta é só mais uma de muitas dificuldades que você já superou, e ... ela vai passar, pois, é quando parece ser impossível que Deus nos faz triunfar.

Cecilia Sfalsin

quarta-feira, 8 de julho de 2015

"Meus Fragmentos" completa 7 anos! Uhú ...

Fala Pessoal, belezinha?!

Nenhum número é tão simbólico e representado em conceitos sociais e religiosos como o número sete. A partir da observação da natureza, os nossos antepassados atribuíram importância e significado a este número.

Segundo Pitágoras, o número 7 é sagrado, perfeito e poderoso. Junto com todos os ímpares, é considerado mágico. Ele aparece em vários fatos históricos:

São sete, os dias da semana, sete pecados capitais, sete notas musicais, sete maravilhas do mundo antigo, sete virtudes. No sétimo dia, Deus descansou após a criação do mundo.

Além disso, o arco-íris tem sete cores, há o manifesto das sete artes, alguns pulam 7 ondas no réveillon e 70 x 7 é a conta do perdão.

Sete também é o número de anos que este blog está no ar, sim, sete anos que estou aqui, em fragmentos, com você e para você!

Não sou o mesmo e certamente, nem você é ... mas é bom que seja assim, pois todos sofremos constantes mudanças. 

Neste momento, faço uma reflexão, revejo algumas postagens e tiro um tempo para agradecer sua companhia em minha caminhada ... ainda sinto falta de uma participação mais ativa sua, quem sabe um dia você deixa a timidez de lado e me envia um 'olá'.

Desejo à você, todas as coisas boas do mundo, os abraços mais sinceros, os doces mais deliciosos e açucarados, desejo para você, tardes regadas de carinho e amor junto às pessoas que você ama.

Sei que você é uma pessoa especial e, sendo assim, desejo sinceramente que seja feliz por completo, pois o sete representa conclusões cíclicas, renovação ... totalidade!

Não sei por quanto tempo ainda estarei postando aqui, mas saiba que amo este espaço, assim como amo sua presença aqui, saiba que ela me estimula a não desistir.

Aguardo você na próxima postagem ... até!


domingo, 21 de junho de 2015

O que importa para você?!

Fala pessoal, belezinha?!

Mês que vem, este blog completa 07 anos de existência. Admito que deveria postar mais frequentemente, no entanto, minha vida tem passado por diversas mudanças, mas é uma fase e como toda fase, ela logo passa e terei mais tempo disponível para me dedicar ao que amo.

Agradeço suas constantes visitas, sim, agradeço a você que está do outro lado do mundo, muito provavelmente num país que amaria conhecer, mas que consegue parar num momento da sua correria diária para verificar minhas postagens.

É lógico que gostaria de receber vossos comentários, mas sei também que a vida não é um placar, isto em todos os sentidos.

Saiba que o importante não é quantas pessoas telefonam para você, nem com quem você saiu ou está saindo. Também não importa se você nunca namorou ninguém. 

O importante não é quem você beijou, que menino ou menina gosta de você. O importante não são seus sapatos, nem seus cabelos, nem a cor da sua pele, nem onde você mora. 

Na vida nada disso é importante ...

O importante na vida é quem você ama e quem você fere. É como você se sente em relação a você mesmo. É confiança, felicidade e compaixão. É ficar do lado de amigos e substituir o ódio pelo amor. 

O importante na vida é evitar a inveja, não querer o mal dos outros, superar a ignorância e construir a confiança. É o que você diz e o significado de suas palavras. É gostar das pessoas pelo o que elas são e não pelo que têm. 

Acima de tudo, é escolher usar a sua vida para tocar a vida de outra pessoa de um jeito que a fará mais feliz. 

O importante na vida são as escolhas, e nesse momento eu escolhi escrever para vocês para agradecer sua companhia em minha caminhada através deste blog.

domingo, 14 de junho de 2015

Efeitos colaterais ... pragmatismo!

Fala pessoal, belezinha?!

De repente tudo vai ficando tão simples que assusta. A gente vai perdendo as necessidades, vai reduzindo a bagagem.

As opiniões dos outros, são realmente dos outros, e mesmo que sejam sobre nós, não tem importância.

Vamos abrindo mão das certezas, pois já não temos certeza de nada. E, isso não faz a menor falta.

Paramos de julgar, pois já não existe certo ou errado e sim a vida que cada um escolheu experimentar.

Por fim entendemos que tudo que importa é ter paz e sossego, é viver sem medo, é fazer o que alegra o coração naquele momento e só.

Eu permito a todos serem como quiserem, e a mim como devo ser.

domingo, 31 de maio de 2015

Quando me Tornei Invisível

Já não sei em que datas estamos, nesta casa não há folhinhas, e na minha memória tudo está revolto. As coisas antigas foram desaparecendo. E eu também fui apagando sem que ninguém se desse conta.

Quando a família cresceu, trocaram-me de quarto. Depois, passaram-me para outro menor ainda acompanhada das minhas netas, agora ocupo o anexo, no quintal de trás. Prometeram-me mudar o vidro partido da janela, mas esqueceram-se. E nas noites, que por ali sopra um ventinho gelado aumentam mais as minhas dores reumáticas.

Um dia à tarde dei conta que a minha voz desapareceu.

Quando falo, os meus filhos e netos não me respondem. Conversam sem olhar para mim, como se eu não estivessem com eles. Ás vezes digo algo, acreditando que apreciarão os meus conselhos, mas não me olham, nem me respondem, então retiro-me para o meu canto, antes de terminar a caneca de café. Faço isso para que compreendam que estou triste e para que me venham procurar e me peçam perdão ... mas ninguém vem.

No dia seguinte disse lhes:

- Quando eu morrer, então sim vocês irão sentir a minha falta.

E meu neto perguntou:

- Estás viva avó? ( rindo)

Estive três dias a chorar no meu quarto, até que numa certa manhã, um dos netos entrou para guardar umas coisas velhas. Nem bom dia me deu , foi então que me convenci de que sou invisível.

Uma vez os netos vieram dizer-me que iriamos passear ao campo. Fiquei muito feliz, fazia tanto tempo que não saía! Fui a primeira a levantar, quis arrumar as coisas com calma, afinal nós velhos somos mais lentos, assim arranjei-me a tempo de não atrasá-los. Em pouco tempo, todos entravam e saíam correndo da casa, atirando bolas e brinquedos para o carro.

Eu já estava pronta e muito alegre, parei na porta e fiquei à espera. Quando se foram embora, compreendi que eu não estava convidada, talvez porque não cabia no carro. Senti que o coração encolhia e o queixo tremia, como alguém que tinha vontade de chorar.

Eu os entendo, são jovens, riem, sonham, se abraçam, se beijam e eu e eu .... Antes beijava os meus netos, adorava tê-los nos braços, como se fossem meus. E até cantava canções de embalar que tinha esquecido. 

Mas um dia...

Um dia a minha neta que acabava de ter um bebê me disse que não era bom que os velhos beijassem os bebês por questões de saúde. Desde então, não me aproximo mais deles, tenho tanto medo de contagia-los! 

Eu não tenho magoa deles , eu perdoo a todos , porque que culpa têm eles, de que eu tenha me tornado invisível?

Texto original - " El dia que me volvi invisible "
Autora - Silvia Castillejon Peral
Cidade do México - 2002

domingo, 17 de maio de 2015

A depressão

Quando se olha o mundo de fora é muito fácil dizer o que se deve fazer, como e até quando. Achamos soluções para todo mundo, desde que não estejamos envolvidos. É fácil falar da dor que não sentimos, do amor que não perdemos, dos problemas que não temos e da vida que não vivemos. Somos assim muito sábios quando o espinho não está em nós!

Os altos e baixos são comuns a todo mundo. Ninguém vive em linha reta. E há pessoas que suportam mais facilmente as subidas e descidas da vida que outras, como umas pegam certas doenças e outras não. Há coisas que não se controla, pois se tivéssemos escolha, optaríamos sempre por uma vida sã.

A depressão é uma doença como qualquer outra, não um capricho de quem deseja mais do que a vida pode oferecer. Só quem passou ou passa por isso sabe entender o que é. E como toda doença, deve ser reconhecida, entendida e tratada como tal.

Infelizmente todo mundo não está preparado para ajudar em casos assim e tentam resolver os problemas mostrando que há pessoas mais infelizes. Contudo, não é possível minimizar a dor de ninguém, fazendo-o comparar sua infelicidade com as misérias do mundo. Ninguém pode se sentir melhor porque do lado de fora há mais sofrimento. Se fosse assim, seria fácil ir dormir feliz a cada dia, bastando assistir ou ler jornais.

É claro que muitas vezes vemos uma coisa triste e pensamos no quanto somos abençoados por não vivermos aquilo. Isso é normal para todo mundo, nos faz refletir sobre a realidade da vida. Mas se passamos nossa vida com comparações não vamos a lugar nenhum, pois sempre haverá parâmetros diferentes e acabaremos nos sentindo perdidos.

Precisamos respeitar a dor e sentimento do outro, como respeitamos os limites do seu jardim. 

Cada vida é única, é própria. Podemos ajudar uma pessoa depressiva mostrando-lhe o lado belo da vida, dando-lhe razões para olhar além do horizonte, criar objetivos e acreditar neles. Podemos tirá-la do isolamento em que se encontra dando-lhe palavras de reconforto e amizade, fazendo-a sentir-se amada e útil. 

Lembre-se da seguinte verdade: 'dizer a um depressivo que seus problemas são mínimos porque há coisas piores na vida não o fará sentir-se melhor.'

Quando Jesus se referiu à pessoas com problemas e ansiedades, mandou que olhassem os lírios dos campos e as aves no céu, ou seja, ele apontou para coisas bonitas e alegres, nunca disse para olharem os necessitados. E ele teve, também, seu momento de dor, tristeza e lágrima, como todo ser humano.

As soluções para os problemas começam com o reconhecimento deles.

Ter amigos que possam compreender já é um passo na direção da cura. A compreensão da dor do outro leva-lhe segurança. E, segura ... uma pessoa poderá se levantar e recomeçar seu caminho, com toda ajuda que ela deve ter.

Depressão? Uma doença sim. E médicos são úteis. Amigos são preciosos. Orações são imprescindíveis.

Letícia Thompson

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Fatos ...

Quero distância de gente que escurece meu tempo. Gente nublada, gente que de longe você já enxerga a trovoada que nos espera. É pessimismo de um lado, mal humor do outro. Independente do clima lá fora, aqui dentro, hoje é só de claridade.
 
Se não for pra deixar meu dia aquecido e cheio de positividades, dê "meia volta". Sei que é duro fugir de algumas pessoas e situações.

Mas enquanto eu puder adoçar meu dia, eu vou tentar. Enquanto eu puder desviar, farei. 

Agora, se quiser me acompanhar ... se deixar levar e contagiar, pode vir. 

Minha claridade tá alcançando longe! E espero que a sua também!

De amor e esperança por dias, lugares e pessoas melhores eu viverei. 

A vida já está escura demais, deixa seu cantinho evidente, iluminado e mostre a parte doce e aconchegante que você é, que você transmite! 

Thalita Souza

domingo, 5 de abril de 2015

O Tempo

O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções.

Faz, sim, todo o sentido. Na hora da saudade, da tristeza, do desamparo, é com ele que contamos ... o tempo!

Queremos dormir e acordar dez anos depois curados daquela ideia fixa que se instalou no peito, aquela obsessão por alguém que já partiu de nossas vidas.

No entanto, tudo o que nos invadiu com intensidade, tudo o que foi realmente verdadeiro e vivenciado profundamente não passa. Fica. Acomoda-se dentro da gente e de vez em quando cutuca, se mexe, nos faz lembrar da sua existência.

O grande segredo é não se estressar com este inquilino incômodo, deixá-lo em paz no quartinho dos fundos e abrir espaço na casa para outros acontecimentos.

Nossas atenções precisam ser redirecionadas. Ficar olhando antigas fotos, relendo antigas cartas ou lembrando antigas cenas é tirar a dor do quarto dos fundos e trazê-la para o meio da sala. 

Evite!

O tempo só será generoso na medida em que você usá-lo para fazer coisas mais produtivas: Procurar amigos sumidos, praticar um esporte, retomar um projeto adiado, viajar. As atenções têm que estar voltadas para os lados e para a frente.

O quartinho dos fundos tem que ficar fechado uns tempos, a dor mantida em cativeiro, sem ser alimentada. Amores passados contentam-se com migalhas e sobrevivem muito. Ajude-se, negando-lhes qualquer banquete. 

A fartura agora tem que ser de vida nova!

Martha Medeiros

domingo, 15 de março de 2015

Histórias Que a Vida Conta ...

Você pode até pensar que é o fim do mundo, mas não é. Você acha que a sua dor é a pior de todas as dores já existentes, mas está enganado.

Fácil é sofrer, passar dias trancado no quarto, chorar até que a última gota do seu corpo se esgote. 

Difícil é superar! E mais difícil ainda é se convencer de que superou. 

Fácil é acabar com a vida pra acabar com a dor, difícil mesmo é levantar todos os dias com um buraco no peito e colocar a roupa de existir.

Dizer que está bem é fácil, complicado é estar. Escutar aquela música, sentir aquele cheiro e visitar aquele lugar parecem ser coisas que ardem o fundo da alma, porque as lembranças doem como álcool em ferida aberta.

Mas a verdade é que não sentir mais nada dói bem mais.

O fim de um sentimento é mais triste do que o seu fim propriamente dito. É mais difícil enterrar histórias, momentos e sorrisos à enterrar-se. Enquanto ainda há uma faísca em meio ao fogo apagado, de certa forma também ainda há importância.

Sofrer por se importar é natural, estranho é sofrer por não fazer mais diferença alguma.

Continuar dentro de uma bolha de solidão e sofrimento é escolha sua, assim como lutar pra sair dela também. 

Fácil é olhar a vida passando e ficar estático no mesmo lugar, amargurado, desiludido, cabisbaixo. Difícil é assumir que está no fundo do poço e, sim, precisa de ajuda. 

Difícil é estufar o peito e não se deixar abalar por nada. Fácil é chorar pela cicatriz adquirida, difícil é aceitá-la como uma tatuagem interna que faz parte de você.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Constatações!

Fala pessoal, belezinha?

Eu também fico triste, atualmente com menor frequência, mas fico! Até porque não sou de ferro.

Às vezes choro a noite e no outro dia acordo com um sorriso no rosto. E tenho aquela mania clichê de sorrir fora de hora, mesmo não querendo. Sorrir amarelo só pra mostrar o quanto sou forte.

Também tenho vontade de sumir às vezes, ir pra bem longe. Você que lê estas linhas, pode ficar tranquilo ... esse sentimento vez por outra chega para todos e acredito ser algo comum à humanidade.

Infelizmente, eu também sinto o mesmo.

Tenho vontade de mandar todos sumirem da minha vida e não voltarem tão cedo, mas o fato é que se eu disser tudo o que está entalado na garganta, tudo o que doí dentro do peito, vou me arrepender amargamente depois.

Tenho vontade de cortar laços, desfazer amizades e me afastar, mas sei que vou sentir saudades mais cedo ou mais tarde.

Também tenho aquela imensa vontade de congelar o tempo, só pra não me entristecer mais ou chorar por coisas que estão lá no passado, mas não dá.

Tempo é uma coisa que a gente não pode controlar e muito menos administrar ao nosso bel prazer.

Tenho pavor da sensação de não viver tudo o que a vida tem para me proporcionar, de não amar corretamente, de não aprender o suficiente. Tenho medo de perceber que dei valor demais ao que na verdade não tinha valor algum.

Tenho aversão dos hipócritas, dos medrosos, das pessoas que só condenam e não conseguem ter um ato de compaixão, de graça pelo próximo errante, sabe? Tenho cisma do mais ou menos, dos indecisos, dos ingratos.

Em suma, tenho medo de mim mesmo e das conseqüências das minhas escolhas!

Por isso,já tive vontade de desistir, jogar tudo para o alto como se não existisse futuro, mas no outro dia acordo cedo, faço as mesmas coisas, converso com as mesmas pessoas e choro pelas mesmas tristezas e no final do dia me canso novamente.

Precisamos viver como se fôssemos de ferro, para que nenhuma pessoa ou circunstância nos abale de modo irreversível.

Que texto depressivo?! Você deve estar pensando ...

Mas relaxe! Ele contém o seu positivismo ou válvula de escape logo abaixo, pois muito embora tudo o que já foi dito seja verdade, precisamos encontrar um modo de lidar ou administrar as intempéries da vida. 

Faz-se necessário viver um dia de cada vez. Encontre um hobby ou dedique-se a algum tipo de esporte. Cuide de você, evolua, cresça, ame-se, valorize-se, baste-se!

Porque no final das contas, você nunca saberá a força que tem, até saber que sua última alternativa é ser - de fato - forte.

Eu acredito em você. E você, pensa o mesmo?

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Fragilidades ...

Frágil — você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. 

Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal, de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. 

Escreverá: penso em você!

Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. 

Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos, começa a passar.

Caio Fernando Abreu

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Minha história!

Fala pessoal, belezinha?

A minha história se resume em todas as palavras que deixei por dizer. Os gritos que resolvi calar com medo que passassem despercebidos neste mundo que não pára para ouvir ninguém.

As cicatrizes que me cobrem o corpo e as que me queimam a alma. A minha história esconde-se nos entretantos. No que esteve quase, mas nunca chegou a ser.

Mesmo assim continuo seguindo em frente, mesmo entre os porquês, porque viver é ainda a coisa mais maravilhosa no mundo!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Ano Novo!

Nenhuma queima de fogos promete um futuro iluminado. Nenhum ponteiro marcando meia-noite transforma quereres em realidade. Nenhum ano novo garante uma nova vida. 

Se o coração deseja mudanças é preciso trocar mais que o calendário. É preciso abandonar medos e encarar desafios. Driblar velhos hábitos e arriscar novos voos. Deixar de esperar que os próximos meses surpreendam e surpreender a si mesmo. 

Acreditar e seguir. Sonhar e ousar. 

Se o coração deseja um novo tempo, agora é o tempo de fazer acontecer.

Yohana Sanfer