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By Ferramentas Blog

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Eu e minhas lembranças...


Se você acompanha meu blog faz algum tempo, percebeu como sou extremamente saudosista das boas coisas, dos bons sentimentos vividos em alguma época de minha vida, como também acabo me lembrando de outros momentos não tão bons, mas que de certa maneira foram importantes em minha formação como indivíduo.

Um desses “remakes” surgiu ontem, enquanto caía uma chuva constante na rua. É incrível como o sol faz falta e como é constante nos entretermos com pensamentos mais tristes nestes dias frios e chuvosos.

Enfim, lembrei-me de Dona Tuta novamente, minha querida avó ou bisavó, conforme fui descobrir mais tarde. Quando saí da casa dela aos 10 anos de idade e fui morar com minha mãe e padrasto foi muito dolorido, sonhava, chorava e pensava nela a todo instante, a saudade era imensa, principalmente quando presenciava diversas brigas e espancamentos contra minha mãe.

Mas em contrapartida, morar com minha mãe foi a descoberta de um “novo mundo”, pois meu padrasto morava num quintal que além da casa dele, havia a casa de suas duas irmãs e de uma prima, e todos tinham filhos. Então, de uma hora para outra, eu, que antes era só, me vi rodeado de meus irmãos, além de “primos e primas”, não preciso dizer que, como criança, me encontrei. Desde que acordava pela manhã e até anoitecer, tirando o horário de aula, era pura brincadeira.

Enfim, não era somente eu que sentia saudade ou falta de minha avó. A sensação era recíproca. Não me lembro bem como foi, mas minha avó que não gostava de ir à casa de minha mãe, a visitou muitas vezes depois que me mudei pra lá. Numa dessas visitas ela insistentemente me pediu para voltar a morar com ela, mas eu disse não! Primeiramente devido a bagunça da molecada e depois porque estava descobrindo minha mãe. Disse não com nenhuma intenção de magoá-la, apenas quis ficar e ela partiu muito triste naquele dia levando com ela o meu coração, porque no fundo eu gostaria de ir com ela, mas a vontade era maior em ficar, mesmo na maioria do tempo sendo isso péssimo. Fiz minha escolha!

Agradeço mais uma vez o equilíbrio que ela me ensinou a ter, pois precisei demais nos anos seguintes enquanto crescia juntamente com minha indignação e repudia contra meu padrasto que constantemente tratava minha mãe como um lixo e nos destruía como indivíduos. Lembro-me de certa vez, ele levantar uma pá de pedreiro contra seu próprio pai numa briga entre eles. De madrugada, após os “shows” que ele gostava de protagonizar contra minha mãe, entre uma lágrima e outra, me questionava de como podia existir um amor tão intenso e estúpido como o dela, que desejava estar com ele à qualquer preço, não nos levando em consideração. Mas eu sobrevivi com tudo isso, pois sempre que podia estava com minha avó, ela era meu porto seguro.

Lembrei-me olhando pela janela enquanto a chuva caía, do dia em que meu tio faleceu. (Que mais tarde descobri ser meu avô, filho de minha avó que era na verdade minha bisavó e que era pai de minha mãe, loucura não é?) Nesse dia, outra filha de minha avó, a trouxe na casa de minha mãe, pois minha avó queria muito me ver. Subi as escadas, pois minha mãe morava no fundo deste quintal e ao chegar à rua, ela estava dentro de uma perua Kombi branca, o rosto cansado, sofrido. Parecia uma criança assustada, precisava de um abraço, o meu abraço. (Só de lembrar eu me emociono, parece que aconteceu faz poucos dias.) A abracei e ouvi-a dizer: “André, o Elpídio morreu!”, logo depois um convite: “Fica comigo esses dias.” – Mas uma vez eu não quis ir e ela foi embora chorando. Arrependo-me até hoje disso, mas na época não encarava bem a morte, aliás, nem hoje. A diferença é que hoje tenho outra maneira de encará-la visando no futuro uma ressurreição. (Atos 5:28,29)

Com certeza ela não sabe o quanto foi importante em minha vida até hoje e agradeço a Jeová a oportunidade desse encontro. Por amor à minha mãe, ela abdicou de sua tranqüilidade na velhice e a criou, como toda mãe com seus erros e acertos. Por amor à mim, ela me criou do mesmo modo e posso até me arriscar a dizer que mais intensamente ...

Por isso é tão complicado e difícil esquecê-la.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Vivenciando tempos críticos.

Estava me lembrando hoje da época em que aprendi na Bíblia que coisas como terremotos, fome, guerras, pestilências, falta de amor, degradação da terra e ganância pelo dinheiro entre outras profecias, marcariam os sinais dos últimos dias, descritos por Jesus Cristo. Realmente a Bíblia declarava que seriam tempos críticos, difíceis de manejar. Parecia algo surreal na época, mas o que vemos hoje?

Como foi que o turbulento mundo de hoje chegou ao ponto em que está? O que o futuro nos reserva? Já pensou nisso? Muitos se sentem um tanto perdidos diante da situação do mundo. Realidades como guerras, doenças e criminalidade fazem as pessoas se preocupar com o que será do futuro.

Compare o que a Bíblia predisse com os relatórios recentes citados abaixo e depois tire suas próprias conclusões:

O que a Bíblia predisse: conflito global — Lucas 21:10; Revelação (Apocalipse) 6:4.

O que dizem relatórios recentes: “Houve três vezes mais mortes relacionadas à guerra no século 20 do que em todos os séculos anteriores juntos, desde o nascimento de Cristo.” — Instituto Worldwatch.

O que a Bíblia predisse: falta de alimentos e doenças — Lucas 21:11; Revelação 6:5-8.

O que dizem relatórios recentes: Calcula-se que, em 2004, havia na Terra 863 milhões de pessoas desnutridas, 7 milhões a mais do que em 2003. —Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação.
Cerca de um bilhão de pessoas vive em favelas; 2,6 bilhões não têm acesso a saneamento básico; 1,1 bilhão não dispõe de água potável. — Instituto Worldwatch.
A malária atinge 500 milhões de pessoas; 40 milhões têm HIV/aids; a tuberculose causou a morte de 1,6 milhão de pessoas em 2005. — Organização Mundial da Saúde. E o que dizer da gripe suína ou Influenza ou H1N1?

O que a Bíblia predisse: a Terra seria arruinada — Revelação 11:18.

O que dizem relatórios recentes: “As atividades humanas têm levado um vasto número de espécies à beira da extinção.” “No mundo todo, quase dois terços dos serviços que a natureza realiza em prol da humanidade estão em declínio.” — Avaliação Ecossistêmica do Milênio.
“Por causa dos gases de efeito estufa, produzidos pelo homem, o clima da Terra está chegando a um ponto crítico, com conseqüências potencialmente perigosas para o planeta.” — Nasa, Instituto Goddard de Estudos Espaciais.

O que a Bíblia predisse: as boas novas do Reino de Deus seriam pregadas em toda a Terra — Mateus 24:14; Revelação 14:6, 7.

O que dizem relatórios recentes: Em 2007, um auge de 6.957.854 Testemunhas de Jeová gastaram mais de 1,4 bilhão de horas pregando as boas novas do Reino de Deus em 236 países. — Anuário das Testemunhas de Jeová de 2008.

Portanto, a Bíblia predisse que, apesar de tantas notícias ruins, haveria motivo para otimismo. Jesus falou das “boas novas” do Reino de Deus. O que é o Reino de Deus? Como ele se relaciona com a esperança de um futuro melhor para a humanidade? E como o Reino de Deus afetará você?

quarta-feira, 22 de julho de 2009

As duas vizinhas!

Havia duas vizinhas que viviam em pé de guerra. Não podiam se encontrar na rua que era briga na certa.

Depois de um tempo, dona Maria descobriu o verdadeiro valor da amizade e resolveu que iria fazer as pazes com dona Clotilde. Ao se encontrarem na rua, muito humildemente, disse dona Maria:

"Minha querida Clotilde, já estamos nessa desavença há anos e sem nenhum motivo aparente. Estou propondo para você que façamos as pazes e vivamos como duas boas e velhas amigas."

Dona Clotilde, na hora estranhou a atitude da velha rival, e disse que iria pensar no caso.

Pelo caminho foi matutando...

- "Essa dona Maria não me engana, está querendo me aprontar alguma coisa e eu não vou deixar barato. Vou mandar-lhe um presente para ver sua reação."

Chegando em casa, preparou uma bela cesta de presentes, cobrindo-a com um lindo papel, mas encheu-a de esterco de vaca.

- "Eu adoraria ver a cara da dona Maria ao receber esse 'maravilhoso' presente. Vamos ver se ela vai gostar dessa".

Mandou a empregada levar o presente a casa da rival, com um bilhete:

- "Aceito sua proposta de paz e para selarmos nosso compromisso, envio-te esse lindo presente".

Dona Maria estranhou o presente, mas não se exaltou.

- "Que ela está propondo com isso? Não estamos fazendo as pazes? Bem, deixa pra lá."

Alguns dias depois dona Clotilde atende a porta e recebe uma linda cesta de presentes coberta com um belo papel.

É a vingança daquela asquerosa da Maria. Que será que ela me aprontou!

Qual não foi sua surpresa ao abrir a cesta e ver um lindo arranjo das mais belas flores que podiam existir num jardim, e um cartão com a seguinte mensagem:

- "Estas flores é o que te ofereço em prova da minha amizade. Foram cultivadas com o esterco que você me enviou e que proporcionou excelente adubo para meu jardim. Afinal, cada um dá o que tem em abundância em sua vida".

terça-feira, 14 de julho de 2009

Manhêêêêêê ... Amo Você!

É bom ter mãe quando se é criança, e também é bom quando se é adulto. Quando se é adolescente há quem pense que viveria melhor sem ela, mas é simples erro de cálculo. Mãe é bom em qualquer idade.
Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco.
O mundo não se importa se estamos desagasalhados e passando fome. Não liga se virarmos a noite na rua, não dá a mínima se estamos acompanhados por maus elementos. O mundo quer defender o seu, não o nosso. O mundo quer que a gente fique horas no telefone, torrando dinheiro. Quer que a gente case logo e compre um apartamento que vai nos deixar endividados por 20 anos. O mundo quer que a gente ande na moda, que a gente troque de carro, que a gente tenha boa aparência, e estoure o cartão de crédito.
Mãe também quer que a gente tenha boa aparência, mas está mais preocupada com o nosso banho, com os nossos dentes e nossos ouvidos, com a nossa limpeza interna: não quer que a gente se drogue, que a gente fume, que a gente beba.
O mundo nos olha superficialmente! Não consegue enxergar através. Não detecta nossa tristeza, nosso queixo que treme, nosso abatimento ...
O mundo quer que sejamos lindos, sarados e vitoriosos, para enfeitar ele próprio, como se fôssemos objetos de decoração do planeta. O mundo não tira nossa febre, não penteia nosso cabelo, não oferece um pedaço de bolo feito em casa. O mundo quer nosso voto, mas não quer atender nossas necessidades.
O mundo, quando não concorda com a gente, nos pune, nos rotula, nos exclui ! O mundo não tem doçura, não tem paciência, não pára para nos ouvir. O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa e qual é o nosso grau de instrução, mas não sabe nada dos nossos medos de infância, das nossas notas no colégio, de como foi duro arranjar o primeiro emprego.
Para o mundo, quem menos corre, não voa. Quem não se comunica se trumbica. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. O mundo não quer saber de indivíduos, e sim de slogans e estatísticas...
Mas mãe, mãe é de outro mundo ...
Mãe sofre no lugar da gente, se preocupa com detalhes e tenta adivinhar todas as nossas vontades. Enquanto que o mundo propriamente dito exige eficiência máxima, seleciona os mais bem dotados e cobra caro pelo seu tempo. - Mãe é de graça !!!