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By Ferramentas Blog

quarta-feira, 31 de março de 2010

Perdoar é libertar-se!

Se alguém lhe atirasse uma pedra, o que você faria com ela?

Você a juntaria e guardaria para atirar no seu agressor em momento oportuno ou a jogaria fora?

Trataria dos ferimentos e esqueceria a pedra no lugar em que ela caiu?
Se você respondeu que a guardaria para devolver em momento oportuno, então pense em como essa pedra irá atrapalhá-lo durante a caminhada.

Vamos supor que você a guarde no bolso da camisa, onde fique bem fácil pegá-la quando for preciso.

Agora imagine como essa pedra lhe causará bastante desconforto.

- Primeiro porque será um peso morto a lhe dificultar a caminhada lhe exigindo maior esforço para mantê-la no lugar.

- Segundo porque cada vez que você for abraçar alguém, ambos sentirão aquele objeto estranho a machucar o peito.

- Terceiro porque se você ganhar uma flor, por exemplo, não poderá colocá-la no bolso já que ele estará ocupado com aquele peso inútil.

- Em quarto lugar, o seu agressor poderá desaparecer da sua vida e você nunca mais voltar a encontrá-lo e, nesse caso, terá carregado a pedra inutilmente.

Fazendo agora uma comparação com uma ofensa qualquer que você venha a receber, podemos seguir o mesmo raciocínio.

Se você guardar a ofensa para revidar em momento oportuno, pense em como será um peso inútil a sobrecarregar você.

Pense em quanto tempo perderá mentalizando o seu agressor e imaginando planos para vingar-se.

Pondere quantas vezes você deixará de sorrir para alguém pensando em como devolverá a ofensa.

E se você insistir em alimentar a idéia de revide, com o passar do tempo se tornará uma pessoa amarga e infeliz, pois esse ácido guardado em sua intimidade apagará o seu brilho e a sua vitalidade.

Mas se você pensa diferente e quando recebe uma pedrada, trata dos ferimentos e joga a pedra fora, perceberá que essa é uma decisão inteligente, pois agirá da mesma forma quando receber outra ofensa qualquer.

Quem desculpa seu agressor é verdadeiramente uma pessoa livre, pois perdoar é libertar-se.

Ademais, quem procura a vingança se iguala ao seu agressor e perde toda razão mesmo que esteja certo.

Somente pode considerar-se diferente quem age de forma diferente e não aquele que deseja fazer justiça com as próprias mãos.

Em casos de agressões que mereçam providências, devemos buscar o apoio da justiça e deixar a cargo desta os devidos recursos.

Todavia, vale ressaltar que perdoar não é apenas esquecer temporariamente as ofensas, é limpar o coração de qualquer sentimento de vingança ou de mágoa.

Pense nisso!

A pedra bruta perdoa as mãos que a ferem, transformando-se em estátua valiosa.

O grão de trigo perdoa o agricultor que o atira ao solo, multiplicando-se em muitos grãos que, esmagados, enriquecem a mesa.

O ferro deixa-se dobrar sob altas temperaturas e perdoa os que o modelam, construindo segurança e conforto.

Perdoar, portanto, é impositivo para toda hora e todo instante, pois o perdão verdadeiro é como uma luz arremessada na direção da vida e que voltará sempre à fonte de onde saiu.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Antes que eles cresçam!

Há um período em que os pais vão ficando órfãos de seus próprios filhos. É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados. Crescem sem pedir licença à vida. Crescem com uma estridência alegre e, às vezes com alardeada arrogância.

Mas não crescem todos os dias, de igual maneira, crescem de repente.

Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maneira que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura. Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu?

Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas com palhaços e o primeiro uniforme do maternal?

A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça...

Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes e cabelos longos, soltos. Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com uniforme de sua geração.

Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias, e da ditadura das horas. E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros. Principalmente com os erros que esperamos que não se repitam.

Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos filhos.

Um dia, não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas. Passará o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas.

Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvirmos sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, posters, agendas coloridas e discos ensurdecedores.

Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao shopping, não lhes demos suficientes hamburgueres e refrigerantes, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado.

Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto. No princípio iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, piscinas e amiguinhos. Sim havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim.

Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados. Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes".

Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito para que eles acertem nas escolhas em busca da felicidade. E que a conquistem do modo mais completo possível. O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos.

O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.

Affonso Romano de Sant'Anna

segunda-feira, 15 de março de 2010

Vampiros Emocionais

O psicólogo americano Albert Bernstein, consultor de empresas, se especializou em dar conselhos sobre como lidar com pessoas difíceis. Esse mesmo tema transformou dois de seus livros anteriores – (Cérebros de Dinossauro, 1989) e (Neandertais no Trabalho, 1992) – em best-sellers do segmento de auto-ajuda nos Estados Unidos. Agora, ele rastreia a presença de morcegos em forma de gente na vida da sociedade atual, particularmente nas relações amorosas e corporativas, trazendo diretrizes bem-humoradas para você sair ileso do convívio com pessoas que, segundo o psicólogo, possuem sérios distúrbios de personalidade.

De dia ou de noite, o mundo continua a ter uma boa cota de habitantes mesquinhos, invejosos ou inescrupulosos, no lar, no bar, no clube ou no escritório. Bernstein descreve com detalhes os cinco tipos mais comuns de vampiro, alertando para suas características específicas e sugerindo estratégias de convivência segura.

Assim como os vampiros do cinema recuam diante de crucifixos, alho ou água benta, os vampiros emocionais sentem-se ameaçados por experiências comuns, como o tédio, a incerteza e a responsabilidade, Bernstein define.

Todo mundo tem um pouco de vampiro, mas o problema começa quando vários atributos comprometedores se concentram numa mesma pessoa. O autor criou testes para ajudar o leitor a descobrir se está convivendo com criaturas das trevas. Há pessoas que se enquadram de imediato num dos tipos descritos. Outras são híbridas – misturam atributos de duas ou mais espécies.

Um alerta decisivo é que não adianta tentar mudar o jeito de ser dos dráculas, porque eles possuem traços psicológicos muito arraigados.

O máximo que se consegue é domesticá-los. E, ainda assim, convém manter aberto um dos olhos durante a noite. A única forma de torná-los inofensivos é sintonizar as próprias necessidades com as deles. Nesse caso, podem até se transformar em trabalhadores exemplares e companheiros amorosos.

Mas a vigilância precisa ser constante. Basta que as necessidades entrem em ligeiro conflito para que tudo mude.

Uma característica freqüente entre os vampiros emocionais é o poder de sedução. Nos primeiros contatos, sempre parecem mais interessantes que as pessoas comuns. São bons de papo e gentis, mas, quando se sentem impelidos a saciar a sede por sangue, são capazes de avançar no pescoço da própria mãe e de quem mais estiver por perto.

A descrição de Bernstein vale tanto para o colega de trabalho que se acha o sujeito mais inteligente do mundo quanto para aquela vizinha que sorrateiramente vigia cada um de seus passos. Como as crianças de colo, os vampiros imaginam que os outros existem apenas para suprir as suas necessidades. Parecem adultos por fora, mas continuam bebês por dentro.

"As estratégias mais bem-sucedidas no trato com os vampiros emocionais são precisamente as mesmas a que você recorreria com uma criança de 2 anos para definir limites", ensina Bernstein. Com a diferença de que os bebês não têm caninos afiados para enterrar em sua jugular. Abaixo os cinco tipos mais comuns:

Proteja seu pescoço

Aqui vão cinco categorias de vampiros e os meios de enfrentá-los, em um roteiro adaptado da obra do psicólogo Albert Bernstein.

Tipo de vampiro

Inconstante
Tem dificuldade para assumir qualquer tipo de compromisso. Está sempre à procura de novos parceiros amorosos e é instável na vida profissional. Alimenta-se da dedicação das pessoas, mas costuma abandoná-las ao considerar que se tornaram monótonas ou que já deram o que tinham para dar.
Como viver com ele:
Dê crédito apenas a seus atos, e não às promessas. Não aceite suas desculpas intermináveis. Estabeleça regras para a convivência e punições em caso de desvio. Se flagrá-lo mentindo ou desrespeitando normas, conteste com firmeza.

Teatral
Cada palavra e cada gesto são cuidadosamente planejados, como se vivesse o tempo todo no palco. Faz de tudo para se colocar no centro das atenções. Bajula os superiores com rara habilidade. Tudo isso o faz parecer inofensivo, mas é justamente a estratégia para sugar a confiança alheia. Ao conseguir, está pronto para puxar seu tapete.
Como viver com ele:
Jamais o transforme em confidente e não se ofereça para sê-lo. Esteja atento para prováveis segundas intenções em tudo que ele faz ou fala. Elogie-o de vez em quando, pois o aplauso o mantém sob controle – mas não a ponto de parecer seu fã número 1.
Narcisista
Acha que é a pessoa mais inteligente e talentosa da face da Terra. Persegue com afinco os símbolos do status e do poder. É ríspido e esbanja auto-suficiência. Quando está por cima, pisa nos de baixo. Nutre-se da destruição da auto-estima alheia, o que o ajuda a projetar-se para o alto.
Como viver com ele:
Não perca tempo tentando convencê-lo de que ele cometeu um erro, pois negará até a morte. Não dê crédito aos feitos grandiosos que relata. Não espere favores gratuitos, ele sempre vai querer algo em troca, ou cedo ou tarde, te jogará na cara, a ajuda prestada.

Obsessivo
Presta atenção nos mínimos detalhes para tentar flagrar os outros em contradição. Não admite pequenos erros ou falhas e sente grande prazer em apontá-los. Deseja que todos se tornem igualmente perfeccionistas e inferniza o cotidiano de quem resiste ao adestramento. Voa no pescoço das pessoas próximas para extrair-lhes o que há de mais sagrado: a liberdade e a tranqüilidade
Como viver com ele:
Nunca critique a virtude da qual ele mais se orgulha: a busca da perfeição. Nas discussões, evite entrar nas minúcias, pois são sua especialidade. Não conte a ele seus pequenos desvios do cotidiano, do tipo "liguei para o chefe dizendo que estava doente" .
Paranóico
Desconfia que está sendo traído e que há segundas intenções por trás de tudo que os outros fazem ou dizem. Para ele, nada na vida é óbvio ou simples. Essa mania de perseguição obriga as pessoas com as quais convive a ser cuidadosas ao extremo. Assim, consome lentamente a paciência dos outros.
Como viver com ele:
Ao falar, evite metáforas, ironias e figuras de linguagem – seja o mais claro possível. Não se submeta ao jogo de ter de provar lealdade a todo momento, respondendo a perguntas absurdas. Jamais admita que omitiu ou escondeu a verdade, pois isso nunca sairá da cabeça dele.

terça-feira, 2 de março de 2010

Foco, Objetivo e Superação.

Oi pessoal, ando sumido ultimamente e peço desculpas pela ausência, como também agradeço os cliques e comentários sempre bem vindos em meu singelo blog que é feito com um carinho todo especial. Eis mais um de meus fragmentos ... decifra-me!

Era uma manhã gostosa de Sábado, e logo após um café apressado saímos todos nós, eu, meus primos e meus irmãos para uma aventura inusitada: pilotar uma BMX sem rodas. Estava na época com mais ou menos 14 anos e meus outros dois irmãos, 12 e 10. Imagine só, três moleques disputando uma bicicleta velha com um único objetivo óbvio: aprender a andar de bicicleta. Como meus tios moravam num bairro novo em Guarulhos onde as ruas eram de terra, isso nos encorajava no desafio, pois não nos machucaria muito, considerando os tombos que levaríamos. Nossos dois primos foram somente de expectadores, sim, para verem de camarote os tombos, hehehe!

E foram vários, mas conseguimos!

E os anos de escola então? Foram cansativos e exaustivos. Eram provas, trabalhos e desafios diários. Odiava estudar, mas era necessário e fez toda a diferença em minha vida atualmente. Já gostava de ler e descobri a matemática, e na época eu era fera. Já paguei mico de corrigir erro de professor por várias vezes na sala de aula, aff!

Mas, apesar de tudo, fiz o que tinha de ser feito e, consegui!

Chegou uma época de minha adolescência em que meu padastro me corroía o cérebro, porque não podia sustentar marmanjo e nessa loucura, ainda estudando fui buscar meios de ter um pouco de grana e ajudar em casa. Trabalhei como entregador de jornais e em lava – rápido, mas era muito pouco e ele continuava a reclamar, tinha dias que desejava sumir de casa. Minha mãe nessa época trabalhava num frigorífico e conseguiu arranjar emprego para eu e meu irmão lá. Na época, Zezé de Camargo e Luciano estavam em ascensão com a música: É o amor! – Sinistro! Hehehe.

Chegando lá começamos a ensacar salsichas nos pacotes de 5 quilos, comia três e ensacava duas, estava no paraíso. Isso só na primeira semana, porque depois não suportava nem o cheiro. Com o tempo comecei a fazer entregas em açougues e mercados, como também a encarar a máquina de amarrar salsichas, era uma loucura. Trabalhar durante o dia e estudar à noite.

O fato era que, não desmerecendo o trabalho, nunca quis ser registrado neste lugar, para não “sujar” minha carteira como “amarrador”. Amarrador? Realmente não estava em meus planos de vida profissional, afinal me esforçava nos estudos para quê? Quando ia receber meu salário, meus olhos percorriam todo o escritório. Ah ... era lá que eu queria estar e sabia que lá, minha produção seria exata, mas não consegui no momento, então fiquei lá até quando pude e saí.


Não muito tempo depois disso, consegui num escritório de Engenharia uma oportunidade que agarrei com unhas e dentes, me encontrei. Depois fui trabalhar nos Correios, Drogaria São Paulo e Aeroporto como caixa e objetivei minha vida. Fiquei feliz em conseguir emprego numa Advocacia Tributarista onde fiquei por 4 anos e hoje estou no Financeiro de uma empresa de Feiras e Eventos já por 8 anos.

Consegui!

Com esforço e batalhando, depois de 11 anos nas garras do aluguel, consegui meu cantinho. E para finalizar, conforme postado no dia 08/06/2009, estava com 91.800 kg o que agravou mais em Dezembro quando cheguei a pesar 95.200 kg. Mas, com objetivo e foco consegui secar e reeducar minha alimentação nesse tempo e estou hoje com 81.200 kg, sem dores na planta dos pés e nos joelhos.
Embora este post resuma mais um pouco de mim, ele tem como objetivo a superação, mesmo nas pequenas coisas. Podemos nos superar sempre com base nas escolhas que fazemos, mesmo que leve tempo. Você sempre terá mais que uma opção na vida, seguir pelo caminho mais fácil, nem sempre pode trazer satisfação pessoal.
Sendo assim, na medida do possível, empenhe-se em coisas que gosta, vizualize sua vida em alguns anos, com base nas opções que têm e tenha sabedoria neste momento para no futuro, sofrer ou alegrar-se com os frutos que plantou.
Você pode conseguir tudo ... supere-se!