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By Ferramentas Blog

sábado, 10 de abril de 2010

Relacionamentos

Hoje vou falar de relacionamentos e suas conseqüências. O primeiro relacionamento achegado que temos é com alguém muito especial: nossa mãe! Afinal desde a concepção até o nascimento propriamente dito, estávamos praticamente grudados um no outro.

Fora do ventre materno, porém as coisas são diferentes. Passamos a ser não só mais um, mas dois. E como dependentes que somos, é um privilégio sermos cuidados e amados por nossos pais. Ao menos é o que se espera.

Crescemos e passamos a ver a importância dos relacionamentos com nossos irmãos, se os tivermos, como também com primos ou primas que pode ser algo constante ou esporádico. Enfim, relacionar-se com outros é algo esperado por todo ser humano.

Nessa busca por relacionamentos bons, encontramos pérolas como também latões e infelizmente damos muito valor aos latões que passam por nossas vidas, por acharmos em nossa pouca experiência, que estes são pérolas valiosas. Mas cedo ou tarde, acabamos por nos decepcionar e até mesmo sofrer com nossas escolhas.

E sofrer é ruim, mas também natural. Afinal, após o sofrimento temporário, podemos ver com clareza as coisas sob um outro prisma, sob um outro enfoque e perceber nossos erros e acertos, pois afinal, se sofremos é porque permitimos que isso acontecesse, talvez por carência ou por necessidade de sermos aceitos.

O complicado nesta estória toda é que para descobrir essas coisas, infelizmente temos que passar pelo fogo que, em algumas vezes pode ser somente brasas e em outras, labaredas intensas e impiedosas. E o fogo queima, queimar-se dói! E em alguns casos - pode deixar marcas.

Você com certeza se tornará mais cauteloso e seletivo, o que lhe dará a oportunidade de analisar mais calmamente seus próximos relacionamentos, quer afetivos, românticos ou comuns do cotidiano em que a boa convivência torna-se necessária.

Eu, particularmente aprendi assim. Sempre me doei demais às pessoas, mas não tinha freio e por diversas vezes quebrei a cara. Foi ruim? Sim muito, mas também com a mesma intensidade foi proveitoso. Cresci e amadureci neste sentido. Afinal temos que saber o que é bom para nós e o que não é. Não adianta dar murro em ponta de faca, porque no final é somente você quem se fere. Como também não adianta brigar com todo mundo, pois assim perdemos nossa razão.

Nestas condições é sempre preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perderemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos!

O que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram, principalmente os ruins. Podemos passar muito tempo nos perguntando:

Por que isso aconteceu?

Posso dizer a mim mesmo que não darei mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em minha vida, serem subitamente transformadas em pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso, pois todo ser humano, em algum momento de sua vida, também estará encerrando capítulos, virando páginas e seguindo adiante, e sofrerá se continuar estagnado numa situação ruim.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que aconteceram conosco.

Pois, o que passou não voltará!

Este texto não é nenhuma apologia a divórcios, muito pelo contrário. O objetivo é você aprender e crescer com seus erros e usar essas experiências como um trampolim para sair de um buraco imenso. A idéia não é fugir, é conhecer-se melhor e contribuir como também exigir o melhor para si, o que pode envolver ter a disposição de conhecer o outro, mesmo depois de anos de convivência.

Você descobrirá valiosas pérolas em sua vida, precisará usar seu discernimento adquirido e seguir em frente, mas com cautela. Posso dizer que hoje, tenho uma caixa de jóias cheia delas. Os latões? Zanzam por perto, mas jamais terão sensibilidade suficiente de se doar e de colocar-se em seu lugar, sofrer ou alegrar-se com você verdadeiramente, esta é a grande diferença entre os dois.

Estou, portanto: fechando a porta, trocando a música, limpando a casa e sacudindo a poeira. Deixarei de ser quem era e me reciclar, me transformar em uma pessoa melhor e assegurar-me-ei de que sei bem quem sou, antes de conhecer alguém e de esperar que ele veja quem sou.

Não espere que lhe devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa que mostra como você sofreu com determinada perda. Isso está apenas te envenenando, e nada mais.

Lembre-se: Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão, como também se vai por alguma razão. Siga em frente!

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