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By Ferramentas Blog

terça-feira, 12 de maio de 2009

Sonhos e realidade ... passado e futuro.

Vejo-me acordando numa manhã de um dia qualquer. Ando pela casa, olho as paredes, o piso, os móveis, enfim, todos os detalhes da casa em que vivi. Ah ... que sensação boa, parece que o frescor da meninice volta com uma velocidade inimaginável.

Estou na Alameda Tutóia, antigo número 21 no bairro Gopoúva em Guarulhos, onde vivi meus primeiros 10 anos de vida, logo após minha mãe ter se casado com meu padrasto e eu passar a viver com minha avó.

A casa de minha avó está intacta, fico incrédulo e ao mesmo tempo pasmo com as coisas que vejo, parece que voltei mesmo no tempo. Estou com os pés no chão e caminho até a porta da sala, a mesma porta com janelinha. Abro-a e olho através dela o movimento da rua, é uma manhã bem nublada, mas não faz frio. Abro a porta e saio, observo que a serração é mais densa do que pensava, o ar está perfeito.

Passo pela área externa e desço uma escadinha de dois degraus e a apenas uns três passos chego à portinhola que dá acesso ao quintal. Contemplo a parreira à minha esquerda e apanho uma uva docinha. Logo ao centro do quintal existe a razão de meu interesse, a mangueira ... que saudade de subir nessa árvore.

Em instantes dou início à escalada e chego à parte mais alta da árvore. Lá de cima vejo a casa de Dona Rúbia, vizinha de minha avó, ao longe posso ver a torre da igreja e as casas tranqüilas, estáticas. Espero pouco tempo e o sino da igreja toca, sempre gostei de fazer isso, quando o sino tocava vários pássaros voavam e não foi diferente dessa vez, que nostalgia.

Aos poucos o céu vai se abrindo e revelando por meio do sol que teríamos um dia fabuloso pela frente. Quando de repente lá de cima, vejo a porta da sala abrir-se novamente e de lá surge o pé, o corpo, o rosto que não vejo a mais de 13 anos ... vejo minha avó. Um aperto no peito me sufoca e se pudesse voava lá de cima ao encontro dela, ela, por sua vez olha no topo da árvore e vendo-me, pede para que eu desça ... o que faço apressadamente.

Já no chão olho mais uma vez em minha volta, só que mais rapidamente. Vejo o pé de mexerica ao lado da mangueira, ao fundo outro pé de mexerica, a ameixeira, a jurubeba florida, depois desse rápido giro de 360º corro ao seu encontro e a abraço tão apertado, mas tão apertado que precisei me conter. Um sonho bom e inacreditável, mas nem pude falar com ela, pois acordei repentinamente com o despertador ao lado de minha cama, meus olhos estavam marejados.

Sabe aquela sensação de vazio que dá na gente muitas vezes sem sabermos o porquê? Senti-me assim, com um oco enorme no lugar do coração, mas a sensação de pesar mudou rapidamente com a conscientização de que em breve poderei revê-la num futuro não muito distante, se Jeová me permitir a reencontrarei aqui mesmo na terra sob novas condições. (João 5:28,29) (2ª Pedro 3:13) (Isaías 55:11) (Tito 1:2) (Revelação/Apocalipse 21:1-4)

Esse foi mais um de meus fragmentos, talvez o mais pulsante e latente. Ter a esperança de vida eterna livre de temores, violência, sofrimento, morte. (1ª Coríntios 15:26) Já perdeu uma pessoa amada na morte? Isso tem solução, acredite!

Um comentário:

Flávia Cris disse...

LINDOOOOO!!!!
Gosto destes textos que se faz uma viagem ao passado, mas o seu apesar de um sonho, se mostrou especial pois é um sonho que se tornará realidade para todos os que adoram a Jeová!!
Me fez relembrar o quintal de minha avó que faleceu há 2 meses, relembrei meu avô sentado embaixo da jaqueira e minha bisavó descasando maça para sua diabete, viajei no tempo também, brigaduuu