terça-feira, 12 de agosto de 2008

Histórias mal resolvidas ...

"Todos os dias milhões de desconhecidos se deitam pensando no que deveriam ter feito, onde estão e com quem desejariam estar. Se você fez o que realmente quis fazer, se esta onde desejou estar, e se tem ao seu lado alguém para amar.

Então reconheça a graça com que foi presenteado. Eu agradeço todas as noites por em partes saber quem eu sou, e por ter ao meu lado um presente perfeito.

Histórias mal resolvidas talvez sejam as histórias que mais me chamam a atenção. Acho que todos nós temos um certo interesse por isso. Veja os filmes por exemplo:

O final feliz dura apenas alguns poucos minutos, e nem sempre vale o filme que o concebeu, então - o que nos prende ao filme inteiro?

Isso mesmo: A história mal resolvida.

A dor e a angústia do mocinho e da mocinha, quando algo os separa ou quando a vida inevitavelmente os arrasta para direções opostas ... E por que esse súbito interesse?
Quem nunca sofreu por uma história mal resolvida? Quem nunca perdeu o sono pensando no que faltou dizer? Quem depois de um bom tempo nunca ficou com a sensação de que o passado ainda cobra um tributo ou ao menos um esclarecimento?

Quem nunca teve sequer uma noite terrível?

"Se em certa altura tivesse voltado para a esquerda em vez de para a direita. Se em certo momento tivesse dito sim em vez de não, ou não em vez de sim. Se em certa conversa tivesse dito as frases que só agora, no meio-sono, elaborou ...

Se tudo isso tivesse sido assim, seria outro hoje, e talvez o universo inteiro seria insensivelmente levado a ser outro também. Mas não virei para o lado irreparavelmente perdido.

Não virei nem pensei em virar, e só agora o percebo. Mas não disse não ou não disse sim, e só agora vejo o que não disse. Mas as frases que me faltaram dizer naquele momento surgem-me todas agora: Claras, inevitáveis, naturais!
A conversa fechada concludentemente, a matéria toda resolvida ... Mas só agora o que nunca foi, nem será para trás, me dói, me angustia. "

sábado, 9 de agosto de 2008

Músicas que não paro de ouvir - Parte 3

Me perdoem os que não se ligam no bom e velho samba, mas ... quem não gosta de samba, bom sujeito não é. Ou é ruim da cabeça ou é doente do pé!
Brincadeiras à parte, sou do tipo eclético e que curte de tudo no quesito: música. Mas admito que o samba, principalmente o samba-rock me faz viajar.
Seu Jorge por exemplo sabe o que faz neste sentido e representa muito bem a comunidade.
Muitas músicas dele ou na interpretação dele, fazem minha cabeça, tais como: "Mina do condomínio", "Carolina", "Bola de Meia", "Diz que fui por aí", "Gafieira S/A", "Mada", "Pretinha", "Roda Viva", "Samba Que Nem Rita à Dora", mas destaco aqui:

"Burguesinha"

Vai no cabelereiro
No esteticista
Malha o dia inteiro
Pinta de artista
Saca dinheiro
Vai de motorista
Com seu carro esporte
Vai zoar na pista
Final de semana
Na casa de praia
Só gastando grana
Na maior gandaia
Vai pra balada
Dança bate estaca
Com a sua tribo
Até de madrugada ...
Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha
Só no filé

Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha

Tem o que quer

Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha

Um croassaint

Burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha, burguesinha

Suquinho de maçã

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Músicas que não paro de ouvir - Parte 2

Vanessa da Mata é outra cantora que dispensa comentários, sem sombra de dúvidas! Canta demais essa menina. Quem teve a oportunidade de vê-la com Charlie Brown Júnior no Estúdio Coca-Cola, gostou demais da mistura das músicas e estilos de ambos. As minhas preferidas na voz dessa morena: "Minha herança: Uma flor", "Boa Sorte", "Ai, Ai, Ai", "Amado", "História de uma gata", "absurdo", "Ainda bem". Mas uma em especial não sai do meu MP4, chama-se: Música!

MÚSICA


Nosso sonho se perdeu no fio da vida. E eu vou embora. Sem mais feridas. Sem despedidas.

Eu quero ver o mar. Eu quero ver o mar. Eu quero ver o mar!


Se voltar desejos, ou se eles foram mesmo... Lembre da nossa música, Música.

Se lembrar dos tempos, dos nossos momentos ... Lembre da nossa música, Música!


Nossas juras de amor, Já desbotadas.

Nossos beijos de outrora foram guardados.

Nosso mais belo plano desperdiçado.

Nossa graça e vontade derretem na chuva.


Se voltar desejos, ou se eles foram mesmo ... Lembre da nossa música, Música!

Se lembrar dos tempos dos nossos momentos ... Lembre da nossa música, Música!


Um costume de nós fica agarrado.

As lembranças, os cheiros. Dilacerados.

Nossa bela história está no passado.

O amor que me tinhas era pouco e se acabou!


Se voltar desejos ou se eles foram mesmo ... Lembre da nossa música, Música!

Se lembrar dos tempos, dos nossos momentos ... Lembre da nossa música, Música.

Músicas que não paro de ouvir - Parte 1


Roberta Sá foi uma de minhas mais belas descobertas, essa moça canta muito gente, vocês não têm noção. 

Entre sua muitas interpretações eis minhas preferidas: "Samba de um minuto", "Obstinada", "Janeiros", "Essa Moça tá diferente", "Laranjeira", "Chega de Saudade", "Interessa", "A vizinha do lado" e por aí vai.

Quero destacar uma em especial que é de autoria de Geraldo Pereira, intitulada: "Falsa Baiana" que ficou ótima na voz desta cantora.

Falsa Baiana

"Baiana que entra na roda e só fica parada.
Não canta, não samba, não bole nem nada.
Não sabe deixar a mocidade louca. 

Baiana é aquela que entra no samba de qualquer maneira.
Que mexe, remexe, dá nó nas cadeiras.
Deixando a moçada com água na boca."

A falsa baiana quando entra no samba ninguém se incomoda. Ninguém bate palma, ninguém abre a a roda. 
Ninguém grita: Oba, salve a Bahia, Senhor!

Mas a gente gosta quando uma baiana quebra direitinho.
De cima embaixo revira os olhinhos ... 
E diz eu sou filha de São Salvador! "

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Meu Pálio

Cada vez que penso que estou terminando de pagar meu carrinho fico mais feliz! Só não estou completo devido ao fato de após 33 parcelas ainda não tê-lo desfrutado da maneira que desejaria. 

Acontece que por 2 vezes fui reprovado na Prova Prática por banalidades. Infelizmente no Brasil, o índice é alto de pessoas que se sujeitam a "pagar" por uma carta de habilitação por fazer desta uma opção mais rápida. 

Mas a eficácia muitas vezes a curto prazo disso, gera mais acidentes, mais motoristas despreparados e muito mais vítimas da ganância de pessoas que somente pensam no lucro rápido. 

Minha tristeza mistura-se com indignação em alguns momentos, pois fica claro muitas vezes a imposição feita por tais autoridades para fazer o chamado "esquema" e no final do percurso ter a certeza da tão sonhada carteira nacional de habilitação.

Em contrapartida, no entanto, durmo com a consciência tranquila apesar de por mais esta vez não ter a oportunidade de tirar meu "poizé" da garagem. 

Pois apesar de tudo continuo exercendo algo que não tem muita valia neste sistema de coisas, mas que continua valendo para todo aquele que tem a Cristo por modelo: Honestidade Moral.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Carne de Língua

Uma lenda africana conta a história de um rei cuja esposa vivia triste, definhando. Um dia, ele nota que a mulher de um pobre pescador que morava próximo à corte era o próprio retrato da saúde e da felicidade.

Então, ele se dirige ao pescador:

- Como você consegue fazê-la tão feliz?

- É fácil, responde o pescador. Dou a ela carne de língua.

O rei imagina que agora tem a solução. Ele ordena que os melhores açougueiros do reino tragam língua para sua esposa, e passa a servir uma dieta reforçada. Mas suas esperanças são frustradas. Ela piora. O rei fica furioso, vai até o pescador e diz: 


- Vamos trocar de esposa . Quero uma mulher mais alegre.

O pescador é obrigado a aceitar a proposta, apesar de fazê-lo com muito pesar.

O tempo passa e, pouco a pouco, para a aflição do rei, sua nova esposa cai doente e definha a olhos vistos, enquanto sua ex-esposa, vivendo com o pescador, transpira saúde e alegria. Um dia, no mercado, ela passa pelo rei, que mal a reconhece. Ele fica impressionado: 


- Venha comigo !!!

- Jamais, e ela explica. Todos os dias, quando meu novo marido chega em casa, ele se senta comigo, me conta histórias, ouve as que tenho para contar, canta, me faz rir, me enche de vida.

Essa é a carne de língua, alguém que conversa comigo e dedica a atenção a mim. O dia inteiro mal posso esperar que chegue a noite.

Nota-se nesta estória que: sem atenção, não há gentileza, nem calor humano, nem proximidade, nem relacionamento.