quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Valores Escrotos!

Alguns valores só fazem criar problemas - problemas complexos de se resolver. Então, vamos avaliar brevemente alguns desses valores escrotos:

1. Prazer. Prazer é ótimo, mas é também um péssimo valor no qual basear sua vida. Pergunte a qualquer viciado em drogas aonde sua busca por prazer o levou. Pergunte ao adúltero que viu sua família se desintegrar e que afastou os filhos, se o prazer o deixou feliz. Pergunte a alguém que ficou à beira da morte por causa da gula excessiva se o prazer o ajudou a resolver seus problemas.

O prazer é um falso deus. Pesquisas mostram que concentrar energia em prazeres superficiais leva a ansiedade, instabilidade emocional e tristeza extrema. O prazer é o meio mais superficial de se obter satisfação; por consequência, essa satisfação é a mais fácil de obter, mas também a mais fácil de perder.

Apesar disso, o prazer é vendido vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. É nele que nos fixamos. É a substância que usamos para nos entorpecer e nos distrair. Porém, embora necessário (em pequenas doses), o prazer não é suficiente. O prazer não é causa para a felicidade: é efeito dela. Se você acertar no restante (outros valores e parâmetros), o prazer virá naturalmente, como consequência.

2. Sucesso material. Muitas pessoas medem seu valor pessoal com base no dinheiro que ganham, no carro que dirigem ou num gramado mais verde que o do vizinho. Pesquisas indicam que, tendo nossas necessidades físicas básicas (comida, abrigo, etc.) supridas, a correlação entre felicidade e sucesso material a partir desse ponto se aproxima rapidamente do zero. Isto é: se você passa fome e mora na sarjeta, dez mil dólares a mais por ano teria um grande impacto no seu nível de felicidade; para a classe média de um país bem estruturado, dez mil dólares a mais por ano quase não teria impacto na sua vida - o que significa que você está se matando de trabalhar por basicamente nada.

O outro problema da supervalorização do sucesso material é o perigo de priorizá-lo acima de outros valores, como honestidade, civilidade e compaixão. Quando as pessoas avaliam a si mesmas não por seu comportamento, mas pelos símbolos de status atrelados a elas, estão sendo não só superficiais como idiotas também.

3. Estar sempre certo. Nosso cérebro é uma máquina falha. Estamos sempre fazendo suposições incorretas, avaliando mal as probabilidades, rememorando eventos de forma imperfeita, cedendo a predisposições cognitivas e obedecendo aos nossos caprichos emocionais. Sendo humanos, é muito comum nos enganarmos, por isso se a sua medida de sucesso é estar certo, você vai encontrar dificuldade em racionalizar todas essas merdas que
alimenta na sua cabeça.

O fato é: quem quer estar certo em tudo para valorizar a si mesmo não consegue aprender com os próprios erros. Pessoas que se baseiam nesse parâmetro não têm a capacidade de aceitar novas perspectivas e ter empatia. Elas se fecham para informações novas e importantes. É muito mais útil se presumir ignorante e limitado. Isso vai libertá-lo de crenças supersticiosas ou equivocadas e colocá-lo num estado constante de
aprendizagem e crescimento.

4. Otimismo implacável. Há quem avalie a vida segundo a capacidade de ser otimista em relação a quase tudo. Perdeu o emprego? Ótimo! Uma oportunidade de explorar novas paixões. Seu marido traiu você com sua irmã? Bem, pelo menos você descobriu o que realmente significa para aqueles que a cercam. Seu filho está morrendo de câncer no esôfago? Bem, ao menos você não vai precisar pagar a universidade! Ainda que exista valor em “ver o lado bom das coisas”, a verdade é que às vezes a vida é uma droga mesmo, e a atitude mais saudável é admitir isso.

Negar sentimentos negativos só os aprofunda e prolonga, levando a problemas emocionais sérios. Positividade constante é uma forma de fuga, não uma solução válida para os problemas da vida — sobretudo porque esses problemas podem revigorá-lo e motivá-lo se os valores e medidas corretos forem aplicados.

É simples: coisas dão errado, pessoas cometem erros, acidentes acontecem. Tudo isso deixa a gente na merda. E tudo bem. Sentir-se mal é um componente imprescindível da saúde emocional. Negar sentimentos ruins é perpetuar problemas em vez de solucioná-los.

Quando se trata de emoções negativas, o truque é: 1) expressá-las de um jeito socialmente aceitável e saudável e 2) expressá-las de uma forma que esteja alinhada aos seus valores. Exemplo simples: um dos meus valores é a não violência. Então, quando fico com raiva de alguém, posso expressar esse sentimento, mas sempre tomando o cuidado de não dar um soco na cara de quem me irritou. É uma ideia radical, eu sei. 

Mas a raiva não é o problema. A raiva é natural. Faz parte da vida. A raiva é, sem dúvida, saudável em muitas situações. (Não esqueça que as emoções são apenas um mecanismo de
resposta.)

O problema seria socar as pessoas. A raiva é apenas o mensageiro do meu punho na sua cara. Não culpe o mensageiro. Culpe meu punho (ou sua cara). Quando nos forçamos a ser otimistas o tempo todo, negamos a existência dos problemas. E quando negamos nossos problemas, nos privamos da chance de resolvê-los e de criar felicidade. Os problemas geram uma sensação de propósito e dão substância à vida. Por isso, evitá-los é o mesmo que levar
uma existência sem sentido (mesmo que supostamente agradável).

A longo prazo, terminar uma maratona nos deixa mais felizes do que comer um bolo de chocolate. Criar um filho nos deixa mais felizes do que ganhar uma partida de videogame. Abrir uma pequena empresa com amigos e vencer dificuldades financeiras nos deixa mais felizes do que comprar um computador novo. São atividades estressantes, árduas e muitas vezes desagradáveis, além de trazer consigo inúmeros problemas, mas, ao mesmo tempo, são as que nos proporcionam os momentos mais marcantes e constituem nossas maiores
alegrias.

Atividades como essas envolvem dor, cansaço, raiva e até desespero - mas, depois de concluídas, olhamos para trás emocionados. É o que contaremos aos nossos netos. É como Freud disse: “Um dia, quando olhar para trás, os anos de luta lhe parecerão os mais bonitos.”

Isso explica por que não devemos pautar nossa existência em valores escrotos - prazer, sucesso material, estar sempre certo e otimismo implacável. Alguns dos melhores momentos da vida não são prazerosos, não são grandiosos, não são reconhecidos e não são positivos.

O importante é ter bons valores e bons parâmetros, e o prazer e o sucesso virão como consequências naturais. Se tomados como valores em si, trazem apenas euforias vazias.

Mark Manson

domingo, 30 de agosto de 2020

Calma aí ...

Estamos vivendo tempos difíceis e infantis, onde as pessoas se sentem atacadas ou ofendidas quando alguém emite uma opinião diferente da delas.

Ninguém é obrigado a concordar com ninguém. Seja maduro, coerente e gentil com quem tem outra visão. Respeite o outro. Seja educado com quem não compartilha do mesmo pensamento que o seu. E, principalmente, não ache que tudo é sobre você.

Clarissa Corrêa


*Mimimi é uma expressão usada na comunicação informal usada para descrever ou imitar uma pessoa que reclama. Esta expressão funciona como uma onomatopeia, uma reprodução de sons que imitam um choro, ladainha ou lamúria.

Esta expressão deu origem a algumas outras, como por exemplo: "Keep calm and stop mimimi", que significa "Fique calmo e pare com o mimimi". Esta expressão indica que a pessoa deve manter a calma e resolver os seus problemas, porque reclamar não ajuda em nada.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Conflito de gerações

A gente tá criando uma geração de jovens doentes.

Uma galera de 16, 17, 20, que deveria tá começando a vida agora mas que só pensa em acabar com ela.Gente que sai de casa sem nem saber porquê não quer sair, mas que volta lembrando de todas as razões.

Pai gritando na cara filho. Filho sem conseguir confiar em ninguém. Engolindo as dúvidas, o choro. Sem poder decidir sobre o próprio futuro.

Sem voz, vivendo sufocado dentro do quarto, dentro de si mesmo. Sendo constantemente lembrado que é um gasto, um prejuízo, um dependente, e que enquanto estiver ali, não pode pensar, nem opinar, nem decidir, nem existir.

Como que vocês desconsideram o dano psicológico que isso causaria em qualquer ser humano?

É claro que vocês vão acordar todo dia se achando um lixo. É claro que vocês vão odiar à si mesmos. É claro que vocês vão se achar difíceis de serem amados.
 
Mas não! Vocês não são inúteis! Nem incapazes, nem difíceis de amar.
 
Vocês só são o resultado da rotina que vocês têm carregado nos últimos anos. Já pararam pra pensar que 90% de tudo que tá te machucando hoje, vocês não tinham há 5, 8 anos atrás, quando ainda tinham 11? Não tinham porque isso é fase, e vai acabar.
 
E quanto mais forte é a sua personalidade, quanto mais você defende o que você acredita, mais pesada é a porrada que bate em você. Mas a vida não é só porrada. A vida é mais.

É conquista, é trabalho, é vitória, é sorriso, é amor, e vocês vão chegar nela preparados pra muita coisa. Se olhem no espelho. Aquela criança sonhadora dos 11 não morreu. Vocês estão à 6, 7 anos dela e à 70 do tanto de vida que ainda tem pela frente.
 
A gente carrega cicatrizes.
 
E eu sei que algumas são tão fortes que não cabem nem nesse texto. 
Mas continuem dando o seu melhor. Valorizem o seu próprio esforço. Se orgulhem das pequenas conquistas. Não tentem abraçar o mundo. Se culpem menos. Estudem. Se amem!

Eu desconheço que guerras vocês andam travando, mas se tem uma coisa que vocês não são, é fracos. Então respira. Respira porque você é bem maior do que acredita.

A gente não aposenta um avião por uns arranhões na pintura. Você tá se arranhando agora, mas ainda vai voar bem alto. 

Luiz Guilherme Prado

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Take On Me


Às vezes sinto que estou preso num clipe de 1985, da saudosa banda A-Ha.

Num universo paralelo, tentando voltar à normalidade, que atualmente mostra ser um desejo incerto.

O jornal está amassado e não encontro a saída, (entendedores, entenderão. Caso não, veja o clipe no YouTube ) será que alguém nós encontrará à tempo de nos salvar desse imbróglio? Realmente são dias, semanas e meses intermináveis.

Como será o amanhã? O que esperar? Como lidar com o aperto sufocante e latente no peito? Será que higienizei às mãos? Será que essa dor no corpo é algum sintoma? Quantas vidas serão ceifadas? Que administração complicada para um ansioso.

Mas, parafraseando A-Ha: " Slowly learning that life is ok. Say after me. It's no better to be safe than sorry? " Já que estamos sendo obrigados a aceitar essa situação, prevenir é o melhor remédio.

Cuide de você, de quem ama, e até do seu próximo despreocupado. Até o aguardado momento em que uma saída será encontrada.

Mas, o mais importante: Não perca a sua fé.

terça-feira, 7 de julho de 2020

Fragmentando


Não espere que as pessoas lutem a sua guerra, chorem as suas lágrimas ou caminhem com os seus pés. Ninguém, por mais que deseja, consegue se colocar no seu lugar.

Você é único e seu aprendizado é intransferível. Não crie expectativas. Não se debruce. Não espere reconhecimento. Peça ajuda quando precisar, mas não dependa de ninguém ...

- Juliana Nishiyama

quinta-feira, 21 de março de 2019

Recomeços

"As pessoas têm visões muito românticas sobre "começos". 

Um recomeço, vida nova ... Milhões de possibilidades. Mas não importa o que estiver procurando, você continua o mesmo.

Você carrega a si mesmo em qualquer recomeço. Então qual é a diferença?

É o que todos querem, certo? Vida nova... Um recomeço? Como se fosse ser mais fácil.

Pergunte ao cara empurrando a pedra colina acima. Não é fácil recomeçar. Não mesmo."

Mas é extremamente necessário.
Grey´s Anatomy

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Não se Abandone ...


VIVER ANCORADO NO PASSADO, ou numa realidade que não é a sua... É UMA FORMA DE SE ABANDONAR” 

Hoje li essa frase num post e a inspiração de escrever veio!

A gente faz cada coisa! Meu amigo, quanto mais você se abandonar, mais você vai achar a vida dos outros interessante. Quanto mais negligenciar o seu presente, maior a veneração pelo seu passado, sim, aquele passado que, se você prestar bem atenção, só te feriu.

Você pode ter um cargo público, uma vida simples ou incrivelmente rica, pode ter a melhor família do planeta, achar que tem os melhores amigos, a mente mais espiritual que já conseguiu, a mente mais madura que já logrou... mas, não se cuida, não cuida do seu interior e do seu “eu”, não procura desenvolver ao menos um pingo de amor próprio e continua vivendo “o que o outro pensa”!

Por que?

Porque sua vida se resume em se informar sobre a vida do ex relacionamento, sobre as viagens que seus amigos vão fazer daqui meses, se concentrar nas pessoas que não te correspondem à altura, no arrependimento que não há mais forma de reverter, no ciúme em algo que não lhe pertence, na ‘vida perfeitinha’ que o fulano pinta para as pessoas, no emprego que não conseguiu!

No passado legal que era viver de uma certa forma!

Você se desconecta de si mesmo! Se abandona e passa a idolatrar algo que não é de você e nem seu, algo que te machuca, que não lhe pertence ou não está mais sob seu controle!

Se você não se abraça e não se recomeça, você vai viver achando a grama dos outros mais verde, ainda que sejam gramas sintéticas.

Dessa forma, você vai se achar cada vez mais insignificante e vai endeusar a vida do outro, vai se impressionar com vidas medíocres. Porque você não terá repertório próprio para se encantar.

Deixe o passado lá atrás.

Deixe o que e quem não te agrega coisas positivas ou não faz bem, longe de você! Faça algo de bom e construtivo, ao menos uma vez na vida. Torne-se interessante aos seus próprios olhos. Invista em suas habilidades, viagens, cuide de quem precisa, dê de seu tempo e energia a quem necessita! Tome um chimarrão!

Pare de achar que a vida do outro é incrível e a sua não! Faça a sua valer a pena! Ninguém é igual a ninguém! Nem deve ser!

- Gabriel Sales

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

domingo, 8 de julho de 2018

10 Anos de "Meus Fragmentos" ♥

Fala pessoal, belezinha?

"Estou de volta "pro" meu aconchego. Trazendo na mala bastante saudade", tal como disse a cantora Elba Ramalho em uma das suas canções.

Me pergunto: como estão, o que andam lendo ou vendo, será que ainda visitam essa página, procurando algum fragmento meu? Será que os decepcionei por não conseguir manter a constância dos meus pensamentos ou frases favoritos que me inspiram diversas vezes à reflexão?

Meus Fragmentos completa 10 anos hoje e tanta coisa mudou, principalmente no campo tecnológico e especificamente na área da comunicação através de redes sociais. A 10 anos atrás, o Facebook, o Instagram e até mesmo o Twitter, não possuíam no Brasil, a força que tem hoje. Blogs como esse eram muito mais comuns em 2008.

Gossip Girl ou a "Garota do Blog"  é um fiel exemplo do que ocorria nos meios mais comuns de comunicação na época. Talvez você descobriu meu Blog lá no início ou talvez recentemente, não importa. O que realmente importa é que chamei sua atenção em algum momento, seja por textos de outros autores, seja por meus próprios fragmentos.

A 10 anos atrás eu faria 35 anos, apenas um dia depois de iniciar este blog, trabalhava numa boa empresa, com um ótimo salário e um maravilhoso ambiente de trabalho, não tinha casa própria ainda é já era pai de duas meninas. Amanhã, entro na "casa" dos 45 anos, depois de algumas crises no país, não tenho o emprego, salário e ambiente de trabalho dos sonhos, mas agradeço no momento o que tenho. Em contrapartida, tenho minha casa própria e continuo amando muito minhas filhas e esposa.

A mutabilidade do tempo é uma constante, nada parece ser durável e só notamos isso com maior propriedade com o passar dos anos. Portanto, com base nisso, agradeço a você por visitar essa página, mesmo que esporadicamente. Apesar de não escrever com a frequência que desejaria, acompanho as visitas e todos os lugares no mundo todo de onde as mesmas se originam.

Apesar das variáveis, é e sempre será um prazer receber você aqui, obrigado!


domingo, 24 de junho de 2018

Foque nisso


"Sonhos determinam o que você quer. Ações determinam o que você conquista."

Aldo Novak

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Para Quem Eu Escrevo

Para quem eu escrevo, não preciso dizer o nome.
Para quem eu escrevo não se ofende,
não se irrita, nem pensa em responder.

Às vezes chego a acreditar que nem reage.
Para quem eu escrevo aceita, feliz ou infelizmente aceita
e sabe que está presente em todas minhas palavras.

Me faz escrever absurdos desnecessários,
rimas impossíveis, autobiografias não-autorizadas
e me lê e me reconhece e sonha meus sonhos.

Me lê e me escuta até quando silencio.

Sua emoção aflora relendo antigas notas de amor,
me pede para eu ficar feliz, e eu pergunto como.

Para quem eu escrevo encontra seu nome e sorri,
mesmo quando o nome é outro, e guarda o segredo para si.

Para quem eu escrevo não se envaidece,
nem conta que é para ela que eu escrevo.

E é por isso que eu escrevo para quem eu escrevo.

Alexandre Spinelli

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Fragmentando ...

Não deixe que o tempo tire de você pelos desgastes sucessivos, as coisas mais valiosas que conquistou pelo caminho.

Nada que possamos nos confrontar merece este mérito. Nossas riquezas internas são intransferíveis e cada um sabe o peso que tem.

Utilize-as ao seu favor e opte em desenvolver um dia especial e memorável.

Só você pode fazer isso e mais ninguém.

- Ágacy Júnior

domingo, 1 de outubro de 2017

Cansado

Você se cansa de amores incompletos, de amores platônicos, de falta de amor, de excesso disso e daquilo. Se cansa do “apesar de”. 

Se cansa do rabo entre as pernas, da sensação de estar sendo prejudicado, se cansa do “a vida é assim mesmo”. 

Você se cansa de esperar, de rezar, de aguardar, de ter esperanças, cansa do frio na barriga, cansa da falta de sono.

Você se cansa da hipocrisia, da falsidade, da ameaça constante, se cansa da estupidez, da apatia, da angústia, da insatisfação, da injustiça, do frenesi, da busca impossível e infinita de algo que não sabe o que é. 

Se cansa da sensação de não poder parar.

PC Siqueira

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Me esqueça!

Se pararmos para analisar nossa vida, nossa trajetória e todas as pessoas que passaram por nós, assim como "quando e como" passaram por nós, chegaremos à conclusão que muitas delas pediram para ser esquecidas ... mesmo você não querendo! É engraçado! E ao mesmo tempo, lamentável! 

No decorrer dos anos, muitos "deletes" nós damos! Faz parte. Deixamos para trás o que nos causa mal e dessa forma, seguimos nossa vida, o famoso "segue o baile". Não por escolha nossa, mas por escolha do outro.

Não estou aqui para lamentar! Estou aqui para agradecer, pois assim nós podemos selecionar bem quem queremos a nossa volta e quem realmente vale a pena, quem nos faz respirar direito! Eu acredito que, assim como aconteceu comigo, deve ter acontecido com você. 

Alguns amores, amigos, colegas e até familiares ... "pedem" para ser esquecidos. Como?

Quando vão embora sem te explicar porquê, quando fogem do sentimento que os unia alegando bobagens, quando traem, quando te ferem e ofendem, quando não são capazes de corresponder ao seu amor, por orgulho ou medo, quando simplesmente agem como se você fosse um nada.

Não aconteceu? Não acontece? Claro que sim! Todos eles; todos pedem para serem esquecidos um dia. É quase uma súplica: "me arranque de sua vida, você não merece alguém como eu!". 

Aí você vai, chora um pouco ou muito e depois obedece. Não tem muito o que fazer a não ser obedecer e compreender que algumas pessoas precisam ser esquecidas, mesmo que doa. Foram elas que pediram, lembra? Você quis lhes dar amor, você as procurou, você as amou, foi parceiro, leal e o que pediram com sua atitude covarde e cruel? ME ESQUEÇA.

Daí a gente esquece. Feito um pedido de Deus, uma punição! Você esquece. Arranca do coração e trilha seu caminho como se aquela criatura nunca tivesse sequer existido.

Página virada, fim da história.

Cris Souza Fontes

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Desemprego e Faculdade

Fala pessoal, belezinha?

Estava sumido, é verdade. Como havia comentado em postagens anteriores, meu Notebook havia quebrado e fiquei com ele assim por um ano, pois fiquei sem trabalho e a prioridade financeira foi destinada a outras coisas. Dia desses, passei no banco "Caixa Econômica" aqui da cidade e descobri que tinha um saldo no PIS-PASEP, aproveitei e tratei de fazer a manutenção do meu computador.

Ah, estou amando a cidade e buscando a cada dia, me adaptar mais. O que tem me tirado a paz é o desemprego, estou a mais de um ano sem trabalho fixo e as coisas tem sido muito difíceis. o que me fez questionar:

O que fazer quando você chega aos 44 anos e se vê desempregado a tanto tempo e com duas filhas para criar? O que fazer quando a política interna da maioria das empresas, simplesmente não aceita contratar os chamados "quarentões?" Somado à crise financeira que assola o país, sem um diploma universitário, as coisas se complicam ainda mais.

É, eu sei que você deve estar se perguntando: "Mas você não tem diploma universitário?" A resposta é não! Devido a inúmeras questões e escolhas, não foi possível estudar mais quando mais jovem; fatalmente esta decisão no passado, impactou e muito meu futuro e consequentemente minha vida atual.

Tive um ótimo professor no ensino médio, o professor Daniel de Língua Portuguesa. Gostava tanto que desejava ser filho dele, um homem muito inteligente e que sempre lecionou com maestria. Meu objetivo é ser um professor de Português também e com isso, melhorar o meu currículo profissional.

Tendo em vista a minha situação financeira atual, criei uma "vaquinha" para alcançar meu objetivo. Como eu sei que tenho leitores espalhados pelo mundo todo, portanto, explicarei o termo:

Fazer uma vaquinha é uma expressão idiomática da língua portuguesa (do Brasil) e significa "juntar dinheiro com a ajuda de várias pessoas com a intenção de atingir um determinado objetivo ou comprar alguma coisa".

Em inglês, a expressão "fazer uma vaquinha" pode ser traduzida por exemplo como: "chip in" ou "club together" - They all chipped in / clubbed together to buy Alfred an expensive present.

É isso pessoal, voltarei agora com maior frequência para este espaço que amo, agradeço de coração a cada um que puder me ajudar a ser um Professor, num país tão carente de boa educação. 

Segue abaixo o link:

sábado, 8 de julho de 2017

09 anos de "Meus Fragmentos"

Fala pessoal, belezinha? 

Chegamos aos nove anos! Estou tão distante desse espaço devido a alguns fatores impeditivos, tais como: meu notebook quebrado a alguns longos meses, desemprego e a adaptação à mudança de cidade.

Mas, quero que saibam (espero que alguém ainda esteja aí, depois de meses sem qualquer sinal de fumaça da minha parte), que jamais esqueço esse espaço e pretendo ainda retornar com força total. 

Tenho tanta coisa pra contar a vocês, tenho lido muito, tenho visto diversas coisas que me trazem questionamentos e reflexões. 

Agradeço a você, que sempre dá uma passadinha aqui buscando um fragmento meu. 

Não desista, volto breve! 

sábado, 8 de abril de 2017

O medo da escolha em tempos de excesso

Quantas oportunidades você já deixou para trás enquanto adiava uma decisão? Desde pequenos somos ensinados sobre a importância de fazer boas escolhas, afinal, são elas que determinam os nossos próximos passos, que abrem caminhos, que projetam o futuro. Viver é ter que escolher o tempo todo.

Às vezes acho que fazer escolhas já foi uma tarefa mais simples. Antigamente existiam menos opções em relação a tudo, logo, as pessoas se sentiam satisfeitas com menos também. Hoje, tomar decisões se tornou um assunto bem mais complexo. Devido ao excesso de informações e possibilidades que a vida moderna nos oferece, é cada vez mais comum nos sentirmos sufocados, indecisos e confusos. A clareza se perde no meio de tantas alternativas e o medo de fazer escolhas erradas nos paralisa.

Com isso, muitas vezes, passamos a inventar desculpas e criar obstáculos que nos impedem de tomar decisões importantes e de realizar determinadas tarefas. Deixamos aquilo que nos parece mais difícil e complicado para depois, e nos distraímos com outras atividades que trazem gratificação instantânea, porém passageira.

Em seguida, nos sentimos frustrados, improdutivos e com baixa autoestima por não termos realizado o que era realmente importante naquele momento. De certa forma, “deixar para depois” também é uma escolha, mesmo que inconsciente. A procrastinação é um mal que vem assombrando a maioria de nós. Adiar responsabilidades e compromissos é como pisar em uma areia movediça, onde nos afundamos cada vez mais. Para sair dela é preciso acabar com a estagnação, enfrentar o medo que nos limita e ouvir a nossa voz interior com mais coragem e menos autojulgamento.

Gosto de uma frase que diz: "Toda escolha requer ousadia." 

Que as nossas decisões, então, sejam feitas de forma consciente, segura e com uma dose de atrevimento. Erros e acertos fazem parte do caminho e isso deve ser encarado com mais naturalidade e leveza. Penso que só assim saberemos enxergar, com mais nitidez, as boas oportunidades que a vida tem para nos oferecer. 

- Cláudia Zalaquett

segunda-feira, 13 de março de 2017

Noticias

Fala pessoal, belezinha?

Andei sumido do pedaço, peço desculpas. Nos últimos meses ocorreram diversas mudanças em minha vida, a maior delas foi ter mudado de cidade; estou vivendo em Indaiatuba, interior do estado de São Paulo. 

Não conhecemos ainda ninguém, mas confesso que era esse o objetivo: recomeçar do zero!

A foto acima, para quem ainda não teve o prazer de conhecer é do Parque Ecológico da cidade, onde vivo praticamente ao lado. Pela manhã, levo a minha filha ao colégio e no retorno aproveito para caminhar e respirar um ar mais puro. Pensei que fosse estranhar um pouco, mas a adaptação foi automática.

Além disso, consegui uma bolsa para cursar Pedagogia e pretendo iniciar ainda no segundo semestre deste ano, outro antigo sonho que estou buscando realizar. Tenho sentido muita falta do meu espaço aqui, jamais esqueço de vocês, mesmo que não comentem tanto quanto eu gostaria, mas sei que continuam me visitando

Deixei para trás, 43 anos de estórias regadas de bons e maus momentos. Guarulhos foi onde eu fui cresci, amei e fui amado, sempre fará parte de mim, do que eu sou! Mas, como diz uma amiga minha: "Figurinha repetida, não completa álbum! "

Decidi me permitir viver, idealizar e acreditar novamente ... e que venha o novo! 

sábado, 31 de dezembro de 2016

Ano Novo


Para ganhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Há coragem naquele que perdoa!

O perdão é algo que mexe com qualquer um, vai além da esperança daquele que perdoa e da ansiedade daquele que tanto o deseja. Perdoar é “abrir mão, deixar ir embora”, é quando deixamos de guardar ressentimento, mágoa e tudo aquilo que nos pesa. É 'deixar ir' as chateações, dores e prejuízos que tivemos. 

Só consigo enxergar coragem nessas ações, pois perdoar dói! É cair na intensidade da ‘questão’ (numa conversa, lembrança ou pensamentos), e depois saber ressignificar. Precisamos estar dispostos a passar por uma fase turbulenta até chegar à calmaria para - somente então - seguirmos em paz!

Haja angústia e palavras engasgadas para aqueles que não se sentem livre de alma e não enxergam a possibilidade de “abrir mão”. 
Não é fingir que nada aconteceu, mas ter certeza que esse acontecimento te proporcionou novos sentidos, que através dele conheceu a leveza que é capaz de transmitir e as lágrimas que foi capaz de suportar. 
Perdoar ou ser perdoado me remete a uma nova chance, recomeço e novas possibilidades de ser uma pessoa melhor. É algo que vem de dentro - vem de mim - para somente depois, atingir o outro.

Quando a gente perdoa ou é perdoado, até a nossa saúde melhora! É flo(rir) depois da tempestade!

- Thalita Souza