terça-feira, 21 de julho de 2015

Das coisas que vejo por ai.

Se não te deixa bem, se te machuca ou não te agrada, então sai fora ... se afaste, dê tchau. 

Mas preserve seu nível de sensatez, sua delicadeza, sua boa educação. É tão mais honesto com você se afastar do que agredir, falar mal, fazer comentários idiotas e sem proveito algum.

É tão mais bonito silenciar do que fazer papel de sabe tudo, é tão mais delicado deixar o tempo passar do que difamar e usar de indiretas. Respeito é bom e todo mundo gosta, veste bem, não aperta e nos deixa super elegantes.

O amanhã é imprevisível, a gente não sabe o que vem pela frente e nem tem ideia de quem vamos precisar, e agir na ira, na raiva ou na impulsividade é o mesmo que plantar sementes de frutos amargos.

Não há nada mais agradável do que ter paz no coração e uma consciência tranquila, não há nada mais gratificante do que colocar a cabeça no travesseiro e saber que fez a coisa certa. 

Não há nada melhor do que colocar nas mãos de Deus tudo que inquieta o nosso coração ao invés de revidar e perder totalmente a razão. 

Isto não é fraqueza não, isto é caráter.

Cecília Sfalsin

sábado, 18 de julho de 2015

Um dia ...

Um dia você vai entender o porque de muita coisa em sua vida, um dia você vai olhar para trás e lembrar daquele amor que doeu, daquela amizade que te traiu, daquele momento em que você se sentiu a pessoa mais pequena e inútil deste mundo e ninguém viu.

Um dia as verdades vão te bater forte, vão trazer ao seu coração tantas lembranças do passado, tantos momentos que você viveu, tantas pessoas que passaram pelo seu caminho, tantas coisas boas e também ruins que de alguma forma balançaram o seu coração.

Isso ocorrerá ... não para te fazer sofrer ou chorar, mas para trazer a sua memória as lutas e dores que você já venceu e servirá para fortalecer a sua fé para outras lutas que hoje você pode vencer.

Um dia os ventos soprarão como um filme, e você estará ali no meio de todos contando a sua história, compartilhando as suas vitórias e agradecendo a Deus pelo tanto que Ele te ajudou.

Vai por mim, esta é só mais uma de muitas dificuldades que você já superou, e ... ela vai passar, pois, é quando parece ser impossível que Deus nos faz triunfar.

Cecilia Sfalsin

quarta-feira, 8 de julho de 2015

"Meus Fragmentos" completa 7 anos! Uhú ...

Fala Pessoal, belezinha?!

Nenhum número é tão simbólico e representado em conceitos sociais e religiosos como o número sete. A partir da observação da natureza, os nossos antepassados atribuíram importância e significado a este número.

Segundo Pitágoras, o número 7 é sagrado, perfeito e poderoso. Junto com todos os ímpares, é considerado mágico. Ele aparece em vários fatos históricos:

São sete, os dias da semana, sete pecados capitais, sete notas musicais, sete maravilhas do mundo antigo, sete virtudes. No sétimo dia, Deus descansou após a criação do mundo.

Além disso, o arco-íris tem sete cores, há o manifesto das sete artes, alguns pulam 7 ondas no réveillon e 70 x 7 é a conta do perdão.

Sete também é o número de anos que este blog está no ar, sim, sete anos que estou aqui, em fragmentos, com você e para você!

Não sou o mesmo e certamente, nem você é ... mas é bom que seja assim, pois todos sofremos constantes mudanças. 

Neste momento, faço uma reflexão, revejo algumas postagens e tiro um tempo para agradecer sua companhia em minha caminhada ... ainda sinto falta de uma participação mais ativa sua, quem sabe um dia você deixa a timidez de lado e me envia um 'olá'.

Desejo à você, todas as coisas boas do mundo, os abraços mais sinceros, os doces mais deliciosos e açucarados, desejo para você, tardes regadas de carinho e amor junto às pessoas que você ama.

Sei que você é uma pessoa especial e, sendo assim, desejo sinceramente que seja feliz por completo, pois o sete representa conclusões cíclicas, renovação ... totalidade!

Não sei por quanto tempo ainda estarei postando aqui, mas saiba que amo este espaço, assim como amo sua presença aqui, saiba que ela me estimula a não desistir.

Aguardo você na próxima postagem ... até!


domingo, 21 de junho de 2015

O que importa para você?!

Fala pessoal, belezinha?!

Mês que vem, este blog completa 07 anos de existência. Admito que deveria postar mais frequentemente, no entanto, minha vida tem passado por diversas mudanças, mas é uma fase e como toda fase, ela logo passa e terei mais tempo disponível para me dedicar ao que amo.

Agradeço suas constantes visitas, sim, agradeço a você que está do outro lado do mundo, muito provavelmente num país que amaria conhecer, mas que consegue parar num momento da sua correria diária para verificar minhas postagens.

É lógico que gostaria de receber vossos comentários, mas sei também que a vida não é um placar, isto em todos os sentidos.

Saiba que o importante não é quantas pessoas telefonam para você, nem com quem você saiu ou está saindo. Também não importa se você nunca namorou ninguém. 

O importante não é quem você beijou, que menino ou menina gosta de você. O importante não são seus sapatos, nem seus cabelos, nem a cor da sua pele, nem onde você mora. 

Na vida nada disso é importante ...

O importante na vida é quem você ama e quem você fere. É como você se sente em relação a você mesmo. É confiança, felicidade e compaixão. É ficar do lado de amigos e substituir o ódio pelo amor. 

O importante na vida é evitar a inveja, não querer o mal dos outros, superar a ignorância e construir a confiança. É o que você diz e o significado de suas palavras. É gostar das pessoas pelo o que elas são e não pelo que têm. 

Acima de tudo, é escolher usar a sua vida para tocar a vida de outra pessoa de um jeito que a fará mais feliz. 

O importante na vida são as escolhas, e nesse momento eu escolhi escrever para vocês para agradecer sua companhia em minha caminhada através deste blog.

domingo, 14 de junho de 2015

Efeitos colaterais ... pragmatismo!

Fala pessoal, belezinha?!

De repente tudo vai ficando tão simples que assusta. A gente vai perdendo as necessidades, vai reduzindo a bagagem.

As opiniões dos outros, são realmente dos outros, e mesmo que sejam sobre nós, não tem importância.

Vamos abrindo mão das certezas, pois já não temos certeza de nada. E, isso não faz a menor falta.

Paramos de julgar, pois já não existe certo ou errado e sim a vida que cada um escolheu experimentar.

Por fim entendemos que tudo que importa é ter paz e sossego, é viver sem medo, é fazer o que alegra o coração naquele momento e só.

Eu permito a todos serem como quiserem, e a mim como devo ser.

domingo, 31 de maio de 2015

Quando me Tornei Invisível

Já não sei em que datas estamos, nesta casa não há folhinhas, e na minha memória tudo está revolto. As coisas antigas foram desaparecendo. E eu também fui apagando sem que ninguém se desse conta.

Quando a família cresceu, trocaram-me de quarto. Depois, passaram-me para outro menor ainda acompanhada das minhas netas, agora ocupo o anexo, no quintal de trás. Prometeram-me mudar o vidro partido da janela, mas esqueceram-se. E nas noites, que por ali sopra um ventinho gelado aumentam mais as minhas dores reumáticas.

Um dia à tarde dei conta que a minha voz desapareceu.

Quando falo, os meus filhos e netos não me respondem. Conversam sem olhar para mim, como se eu não estivessem com eles. Ás vezes digo algo, acreditando que apreciarão os meus conselhos, mas não me olham, nem me respondem, então retiro-me para o meu canto, antes de terminar a caneca de café. Faço isso para que compreendam que estou triste e para que me venham procurar e me peçam perdão ... mas ninguém vem.

No dia seguinte disse lhes:

- Quando eu morrer, então sim vocês irão sentir a minha falta.

E meu neto perguntou:

- Estás viva avó? ( rindo)

Estive três dias a chorar no meu quarto, até que numa certa manhã, um dos netos entrou para guardar umas coisas velhas. Nem bom dia me deu , foi então que me convenci de que sou invisível.

Uma vez os netos vieram dizer-me que iriamos passear ao campo. Fiquei muito feliz, fazia tanto tempo que não saía! Fui a primeira a levantar, quis arrumar as coisas com calma, afinal nós velhos somos mais lentos, assim arranjei-me a tempo de não atrasá-los. Em pouco tempo, todos entravam e saíam correndo da casa, atirando bolas e brinquedos para o carro.

Eu já estava pronta e muito alegre, parei na porta e fiquei à espera. Quando se foram embora, compreendi que eu não estava convidada, talvez porque não cabia no carro. Senti que o coração encolhia e o queixo tremia, como alguém que tinha vontade de chorar.

Eu os entendo, são jovens, riem, sonham, se abraçam, se beijam e eu e eu .... Antes beijava os meus netos, adorava tê-los nos braços, como se fossem meus. E até cantava canções de embalar que tinha esquecido. 

Mas um dia...

Um dia a minha neta que acabava de ter um bebê me disse que não era bom que os velhos beijassem os bebês por questões de saúde. Desde então, não me aproximo mais deles, tenho tanto medo de contagia-los! 

Eu não tenho magoa deles , eu perdoo a todos , porque que culpa têm eles, de que eu tenha me tornado invisível?

Texto original - " El dia que me volvi invisible "
Autora - Silvia Castillejon Peral
Cidade do México - 2002