segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Fragilidades ...

Frágil — você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. 

Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal, de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. 

Escreverá: penso em você!

Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. 

Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos, começa a passar.

Caio Fernando Abreu

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Minha história!

Fala pessoal, belezinha?

A minha história se resume em todas as palavras que deixei por dizer. Os gritos que resolvi calar com medo que passassem despercebidos neste mundo que não pára para ouvir ninguém.

As cicatrizes que me cobrem o corpo e as que me queimam a alma. A minha história esconde-se nos entretantos. No que esteve quase, mas nunca chegou a ser.

Mesmo assim continuo seguindo em frente, mesmo entre os porquês, porque viver é ainda a coisa mais maravilhosa no mundo!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Ano Novo!

Nenhuma queima de fogos promete um futuro iluminado. Nenhum ponteiro marcando meia-noite transforma quereres em realidade. Nenhum ano novo garante uma nova vida. 

Se o coração deseja mudanças é preciso trocar mais que o calendário. É preciso abandonar medos e encarar desafios. Driblar velhos hábitos e arriscar novos voos. Deixar de esperar que os próximos meses surpreendam e surpreender a si mesmo. 

Acreditar e seguir. Sonhar e ousar. 

Se o coração deseja um novo tempo, agora é o tempo de fazer acontecer.

Yohana Sanfer

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Ano Velho

Daqui a pouco o ano termina. Com a ida dele, chega a expectativa. 

O desejo de fazer diferente, a vontade de modificar o que não está legal, a ânsia de crescer e abraçar todos os planos do mundo. 

Finais de ano servem de balanço, de balança. A gente vai e vem, o pensamento viaja, o coração faz retrospectiva, a memória guarda o que foi bom e tenta passar a perna na parte amarga.

Clarissa Corrêa

sábado, 20 de dezembro de 2014

A Lista

Faça uma lista de grandes amigos. Quem você mais via há dez anos atrás.

Quantos você ainda vê todo dia? Quantos você já não encontra mais?

Faça uma lista dos sonhos que tinha. Quantos você desistiu de sonhar?

Quantos amores jurados pra sempre e quantos você conseguiu preservar?

Onde você ainda se reconhece? Na foto passada ou no espelho de agora?

Hoje é do jeito que achou que seria? Quantos amigos você jogou fora?

Quantos mistérios que você sondava ... quantos você conseguiu entender?

Quantos segredos que você guardava, hoje são bobos ninguém quer saber?

Quantas mentiras você condenava e quantas você teve que cometer?

Quantos defeitos sanados com o tempo, eram o melhor que havia em você?

Quantas canções que você não cantava, hoje assovia para sobreviver?

Quantas pessoas que você amava ... hoje acredita que amam você?

Oswaldo Montenegro

domingo, 16 de novembro de 2014

Cuidado!

Há bastante deslealdade, ódio, violência, absurdo no ser humano comum para suprir qualquer exército em qualquer dia.

E o melhor no assassinato são aqueles que pregam contra ele. E o melhor no ódio são aqueles que pregam amor, e o melhor na guerra, são aqueles que pregam a paz. Aqueles que pregam Deus precisam de Deus, aqueles que pregam paz não têm paz, aqueles que pregam amor não têm amor.

Cuidado com os pregadores, cuidado com os sabedores. Cuidado com aqueles que estão sempre lendo livros. Cuidado com aqueles que detestam pobreza ou que são orgulhosos dela.

Cuidado com aqueles que elogiam fácil, porque eles precisam de elogios de volta. Cuidado com aqueles que censuram fácil, eles têm medo daquilo que não conhecem. Cuidado com aqueles que procuram constantes multidões, eles não são nada sozinhos. 

Cuidado com o homem comum, com a mulher comum ... cuidado com o amor deles. 

O amor deles é comum, procura o comum, mas há genialidade em seu ódio, há bastante genialidade em seu ódio para matar você, para matar qualquer um. Sem esperar solidão, sem entender solidão eles tentarão destruir qualquer coisa que seja diferente deles mesmos.

Charles Bukowski