sábado, 23 de março de 2013

Tô chegando ...

Fala pessoal, belezinha?

Já que a vida é um eterno recomeçar, brinde comigo este momento. 

Ando numa fase de descoberta comigo mesmo e curtindo essa nova fase da vida.

De melhoras, de boas companhias ... inclusive a minha!

Jogando fora os velhos papéis, dando mais tempo pros pensamentos bons. 

Dando mais importância para quem me quer bem e feliz. 

Reciclando ... amadurecendo ... acreditando ... transformando. 

Casando comigo mesmo ... num relacionamento que dura para sempre.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Só o amor não basta!

Aos que não casaram, aos que vão casar, aos que acabaram de casar, aos que pensam em se separar, aos que acabaram de se separar, aos que pensam em voltar…

Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.

O amor é único como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que entre marido e mulher não há laços de sangue e a sedução tem que ser ininterrupta…

Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.

Casaram!

Te amo pra lá, te amo pra cá ... Lindo - mas insustentável! O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso.

É preciso que haja, antes de mais nada: respeito, agressões zero, disposição para ouvir argumentos alheios e muita paciência. Amor só, não basta! Não pode haver competição, nem comparações. Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas. Ah, e muito bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades, tem que saber levar.

Amar só é pouco.

Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ser um bom psiquiatra. Não adianta apenas amar.

Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança, certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa necessariamente fusão. E que amar “somente”, não basta.

Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom e que pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.

O amor é grande, mas não são dois.

Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.

Sendo assim:

Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!

Artur da Távola

terça-feira, 12 de março de 2013

Eu sei ...

Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.

Tá me entendendo?

Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. 

Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. 

Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também.

Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. 

Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto.

Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. 

Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.

Remar ... 
Re-amar ... 
Amar! 

Caio Fernando Abreu

domingo, 10 de março de 2013

Fatos ...

Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso e pessoas fracassadas.

O que existem são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles.

Augusto Cury

sábado, 2 de março de 2013

Fugindo da dor

"Às vezes, na estranha tentativa de nos defendermos da suposta visita da dor, soltamos os cães. Apagamos as luzes. Fechamos as cortinas. Trancamos as portas com chaves, cadeados e medos. Ficamos quietinhos, poucos movimentos, nesse lugar escuro e pouco arejado, pra vida não desconfiar que estamos em casa."

Fala pessoal, belezinha?

O texto acima, de autoria da Ana Jácomo resumia perfeitamente meu penoso percurso vivido que perdurou um longo período de minha vida. Quem acompanha meu blog, pôde observar em muitas de minhas postagens a minha notória introspecção.

(Uma pequena observação: O texto citado abaixo, foi escrito em Março de 2013, liberado somente agora em 2016. Graças ao meu bom Deus, já não me sinto mais assim. Deixei de olhar para trás, recuperei minha autoconfiança e olho para adiante ... confiante. O sol sempre volta a brilhar, não tenho dúvida disso. Persevere!)

Essa introspecção tem me levado a analisar os diversos fatores que me levaram a estar ou ficar assim. Sim, a pessoa que vos escreve neste momento é muito diferente - ao menos em tese - da que procurou este espaço para fragmentar-se entre um texto e outro.

O "eu" de hoje, está muito acuado, distante de tudo e de todos, desesperançoso e apático. O "eu" de antes, tinha as suas dificuldades mas ainda conseguia levantar-se vez por outra, por que acreditava piamente em dias melhores.

Mas, independente das coisas que se passaram sempre procurei postar bons textos, mensagens motivadoras e recheadas de fé e otimismo. Vez por outra num descuido me expunha mais claramente ... mas não como hoje. Acho que hoje estou engasgado e a tristeza me deixou tão angustiado e estagnado que se não expusesse meus motivos, estaria sendo injusto comigo e com todos que acompanham este modesto blog.

Um ano, cinco meses e longos dias me separam de dias melhores. As coisas quando aconteceram foram todas de uma vez, parece que em determinado momento fui marcado com um grande "x" no peito e as flechas não cessaram em acertá-lo até que eu estivesse terminantemente prostrado ao chão.

Alguns dos acontecimentos mais complicados como já mencionados aqui em alguns textos do segundo semestre de 2011 envolviam minha perda de visão que começou com uma simples conjuntivite. Jamais poderia imaginar que aquela sutil irritação na visão seria o prenúncio de sucessivas e desagradáveis surpresas.

Na sequencia, problemas na empresa culminariam em minha dispensa depois de quase dez anos de trabalho. Para que você tenha uma ideia da minha situação no momento, tente usar de empatia e imagine-se sem poder enxergar direito, ter que treinar uma outra pessoa neste meio tempo e saber que não receberia todos os seus direitos legalmente pois a empresa enfrentava turbulências diversas.

No comecinho de 2011, eu e minha família fomos convidados para o casamento de uma garota que conheço desde que era uma menina, esse casamento realizou-se no mês de Agosto. Comparecemos! 

A festa estava linda e os noivos felizes. Passados quase um mês, fui informado de que não deveria ter ido pois a noiva embora cristã, casou-se com alguém não batizado, muito embora ele estivesse dando os passos para isso e faltasse apenas meses para seu batismo. Na época, servia como ancião de congregação e esta "desatenção" renderia angústias maiores. 

Hoje fazendo esta introspecção, percebi que naquele momento estava tão fora de mim com as questões de saúde e os problemas na empresa que nem me dei conta do princípio registrado em 1 Coríntios 7:39 sobre casar-se somente no Senhor. Esqueci-me completamente da situação do rapaz e só me dei conta disso quando fui informado depois de um mês. Mas infelizmente naquela altura, a coisa toda tinha tornado-se viral.

Neste meio tempo minha conjuntivite evoluiu para conjuntivite hemorrágica e finalmente para ceratite. 

Angústia, angústia e angústia!

Dia 30 de Setembro, outra surpresa: meu patrão ao sair da empresa para uma viagem erra o caminho e para num local para pedir informações. Nem bem parou e foi surpreendido por um ladrão que atirou nele. Quase que simultaneamente, no dia 02 de Outubro tive minha primeira reunião de reavaliação na congregação, estava esgotado com tudo aquilo, mas as coisas não paravam de acontecer.

Dez dias depois de ter sido baleado, meu patrão veio a falecer e com sua morte mais uma avalanche de incertezas, pois agora mais sessenta colaboradores juntaram-se ao mesmo barco que eu. Estávamos no Titanic, o capitão não existia mais e o futuro para mim era mais incerto do que no início.

Dia 12 de outubro, subi pela última vez na tribuna como Superintendente de Congregação, 14 dias depois no dia 26 de Outubro recebi a confirmação de que seria desqualificado. Saí esmagado da reunião e desde aquele dia perdi uma coisa importante que não consigo mais reaver. Minha força, minha gana, minha paixão pela vida! 

Outubro terminou, Novembro veio e acabou, Dezembro veio e no último dia do ano de 2011 fui informado que a carta que confirmava o que já sabia chegou. A informação de minha desqualificação foi dita a congregação no dia 04 de Janeiro de 2012. Neste mesmo dia também foi o dia da demissão em massa da empresa a qual eu pertencia. Felizmente recebemos nossos dividendos!

Com esse benefício entrei no meu apartamento e apaguei as luzes, fechei as cortinas, tranquei as portas com chaves, cadeados e medos. E lá fiquei quietinho para a vida não desconfiar que estava em casa. O ano de 2012 correu normalmente lá fora, nas poucas vezes em que saí. 

Mas ele se foi e 2013 chegou, já estamos em Março e nada mudou positivamente neste tempo todo. Sei que preciso reagir, já estou perdendo amigos, estou perdendo tempo, estou perdendo a vida que passa aceleradamente lá fora. 

Gostaria de ser mais resiliente, mas hoje apesar deste desabafo, sinto que por menos esperança que eu tenha, sinto que ainda posso viver dias melhores. Preciso querer, preciso buscar ... por que sou merecedor, pois tudo que vivi foi com muito amor!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Fragmentando com Caio Fernando Abreu

Compreendo tudo muito, mas ainda dói e é incômodo. Vontade de não saber perdoar, de não ser compreensivo ou tolerante - de não me contentar com o pouco - "amor malfeito, depressa, fazer a barba e partir". O domingo tá acabando - já é tarde - amanhã a gente começa de novo ...

Eu me sinto às vezes tão frágil! Queria me debruçar em alguém, em alguma coisa, alguma segurança. 

Invento estorinhas para mim mesmo, o tempo todo, me conformo, me dou força ...

Mas a sensação de estar sozinho não me larga. Algumas paranoias, mas nada de grave. 

O que incomoda é esta fragilidade, essa aceitação, esse contentar-se com quase nada.