quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Você é responsável por aquilo que cativa?


Fala Pessoal, belezinha?

Estava numa correria frenética nestes últimos dias e fiquei impossibilitado de escrever, mas estou de volta à ativa.

Já ouviram a frase: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas?”, de Antoine de Saint Exupéry, pois bem, em várias facetas de nossa vida e especialmente em nossos relacionamentos, esta frase se enquadra perfeitamente.

Eternamente sugere uma conotação existencial não temporária, mas constante. Isso quer dizer que você se torna responsável por aquilo que você conquista, no sentido de cuidar, proteger e dedicar-se.

Afinal, cativar alguém pode acontecer sem a mínima pretensão de nossa parte. Já em outras situações podemos usar essa admiração, carinho ou amor de uma maneira egoísta por não levar em consideração os sentimentos de outros, isto pode ser muito perigoso.

Mas quando temos ciência da existência de tal admiração e agimos com reciprocidade, isto é muito bom. Cativar alguém e ser cativado denota a necessidade um do outro, sermos únicos um para o outro, envolve entrega.

Mas como dito anteriormente, cativar alguém muitas vezes acontece sem uma intenção. Aos poucos sentimos a necessidade do outro e quando nos damos conta, já nos sentimos mais felizes por nossa nova conquista, seja ela um animalzinho que tanto imploramos para nossos pais, seja a conquista de um amigo leal e verdadeiro, seja um amor para toda a vida.

Mas é sempre bom lembrar que não vivemos dentro de um romance que na maioria das vezes tem sempre um final feliz. Muitas vezes entregamos nosso coração, afeição e sentimentos a pessoas ou coisas que não merecem nossa dedicação. 

Portanto, cautela é a palavra de ordem, pois aquela amizade que julgava verdadeira ou aquele amor que jurava que seria para a vida toda, pode ser um irresponsável com a conquista que obteve, ou seja, você!

Sendo assim, muito cuidado! 

Aja com responsabilidade com você e com os outros. Faça bem suas escolhas, mesmo que estas tomem de você muito tempo, pois algumas delas podem ser para toda uma vida, seja paciente.

Afinal, você se torna responsável eternamente por aquilo que cativa!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Você Realmente Já Amou Uma Mulher?

Para realmente amar uma mulher, para compreendê-la
Você precisa conhecê-la profundamente por dentro
Ouvir cada pensamento, ver cada sonho
E dar-lhe asas quando ela quiser voar

Então, quando você se achar repousando
Desamparado nos braços dela
Você saberá que realmente ama uma mulher...

Quando você ama uma mulher
Você lhe diz que ela, realmente, é desejada
Quando você ama uma mulher
Você lhe diz que ela é a única
Pois ela precisa de alguém
Para dizer-lhe que vai durar para sempre.

Então diga-me: você realmente já amou uma mulher?

Para realmente amar uma mulher, deixe-a segurar você
Até que você saiba como ela precisa ser tocada
Você precisa respirá-la, realmente saboreá-la
Até que você possa sentí-la em seu sangue

E quando você puder ver seus filhos que ainda não nasceram, dentro dos olhos dela ...
Você saberá que realmente ama uma mulher.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Tomadas? Nem Pensar!


Na adolescência é muito comum que as pessoas vivam suas emoções com a intensidade a 100%. Tudo é considerado um ultimato: amar, chorar, brigar, magoar-se, extravasar, enfim, viver!

É nessa fase da vida que se descobrem coisas como: as amizades, as paixões, o primeiro amor, o primeiro beijo, o primeiro fora e até mesmo aquele mico terrível e todas as outras coisas. Afinal, tudo vem incluso no pacote!

É nessa idade também que, com uma razoável percepção, começamos a entender as coisas da vida. Mas como adolescentes sempre acreditamos saber o que fazer e não queremos conselhos de ninguém. Na maioria das vezes, aprendemos mesmo quando quebramos a cara!

E vamos percebendo que aquela amizade não era sincera e nem correspondida, que aquele amor louco não era nada a mais que uma paixão boba de adolescente, que o primeiro beijo não foi nada de mais e que aquele escorregão que você levou quando estava dançando vai ser lembrado para o resto da vida pelos seus amigos.

Aprende muito, e como eu sempre digo depois que você aprende que a tomada dá choque, vai ser muito difícil pôr sua mão de novo lá.

Mas depois que você passa por essa fase, pronto! Agora você fica mais esperto, sabe o que acontece como efeito das suas ações e sabe suas reações.

Tomadas? Nem pensar!

Pois é, penso muito nisso! E hoje, como um adulto, acredito que aprendi bem a lei da tomada, aprendi até demais. Não caio mais em qualquer conversa, não preciso gostar necessariamente de qualquer um e nem todos me fazem rir.

Isso se chama experiência. Pena que não nascemos com ela, mas é muito bom ter o poder de exercê-la. Mas, quantos choques foram precisos tomar! Minha conclusão é:

Podemos trocar fiações mal instaladas, mas traumas, memórias e pensamentos podem chocar-nos eternamente.

Portanto, muito cuidado com as tomadas que encontra pelo caminho.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Fala Pessoal, belezinha?

A vida anda agitada e muitas vezes não paramos para pensar em quem está ao nosso lado. Vivemos falando que estamos cheios de compromissos e muito atarefados. Acontece que com isso, muitas vezes não damos a mínima atenção a quem merece. Sempre correndo, não vemos aquele amigo que precisa de um apoio, de uma ajuda. Acabamos passando por ele sem ao menos cumprimentá-lo, o que o acaba magoando ainda mais. Tudo poderia ser diferente se parássemos de nos preocupar tanto com nossos problemas e focassemos mais nossa atenção aos amigos, que nos ajudam a enfrentar os problemas.

Amigo é tão bom, tão necessário. Sou uma pessoa que valoriza muito os amigos. Semana passada me emocionei com meu amigo Arthur que foi morar na Bahia. Soube que será papai. Puxa! Gostaria tanto de poder abraça-los e curtir a novidade juntinho deles, mas enfim, é a vida. Curti demais o carinho vindo de uma mensagem de celular pedindo que eu entrasse em contato com eles. Foi o raio de sol em meu dia que estava um pouco nublado. Me senti feliz, me senti amado e pude dizer-lhes o quanto estava feliz e o quanto os amava.

Sendo assim, reserve um tempo para seus amigos, cumprimente, abrace, esteja junto deles. Afinal, eles são uma conquista sua! Valorize-os.

Dê um abraço, pois o abraço é um presente que, com certeza, será retribuído. Pense um pouco mais nas pessoas ao seu redor, abrace quem você gosta e ama! Abraço não tem contra-indicação e também não custa nada. Arthur e Cê, vai aqui o meu abraço com gostinho de saudades ...

E você, o que está fazendo?

Ande! Vá abraçar!

ABRAÇO

De repente deu vontade de um abraço.

Uma vontade de entrelaço, de proximidade ...

De amizade, sei lá ...

Talvez um aconchego que enfatize a vida

E amenize as dores ...

Que fale sobre os amores

Que seja teimoso e ao mesmo tempo forte.

Deu vontade de poder rever, saudade de um abraço

Um abraço que eternize o tempo

E preencha todo o espaço

Mas que faça lembrar do carinho, que surge devagarzinho

Da magia da união dos corpos, das auras ... sei lá ...

Lembrar do calor das mãos acariciando as costas a dizer: " Estou aqui."

Lembrar do trançar dos braços envolventes e seguros, afirmando: " Estou com você "

Lembrar da transfusão de forças com a suavidade do momento ... sei lá ...

Abraço ... abraço ... abraço ... abraço ... abraço ... abraço

O que importa é a magia desse abraço!

A fusão de energia que harmoniza e Integra tudo

que se traduz no cosmo, no tempo e no espaço

Só sei que agora deu vontade desse abraço !!!

Que afaste toda e qualquer angustia.

Que desperte a lágrima da alegria, e acalme o coração

Que traduza a amizade, o amor e a emoção

E para um abraço assim, só pude pensar em você ...

Nessa sua energia, nessa sua sensibilidade

Que sabe entender o porquê ...

Dessa vontade, desse abraço.

Vinicius de Moraes

terça-feira, 27 de julho de 2010

Dona Célia e os Cuñapes

Dona Célia era uma senhora baixinha que usava um cabelo no estilo chanel que já apresentava muitos fios brancos. Lembrava uma boliviana, talvez fosse. O que sei é que ela sempre visitava minha avó e trazia consigo uns pães de queijo enormes e achatados que só de lembrar, dá água na boca. Pesquisando no Google, descobri que se chamam Cuñapes e são bolivianos mesmo!

Havia dias em que a esperava rente ao muro da casa onde vivia minha avó, já mal acostumado com o quitute. Quando Dona Célia apontava na ladeira eu corria para me esconder, enquanto minha avó fazia algum serviço da casa. Até hoje não sei por que fazia isso, mas enfim ...

Ao chegar ao portão, logo gritava: - “Dona Tuuuuuuuta?” Tuta era o apelido de minha avó que se chamava Débora. Minha avó ao ouvir o chamado, respondia: - “Já vai Dona Célia!” e na sequência pedia para que eu abrisse o portão para ela.

Quando me via, perguntava: “Tudo bom, menino? Adivinha o que eu trouxe para você?” – “Pão de Queijo, oba!” – Todo feliz eu falava. Ela sorria, passava a mão em minha cabeça, entrava, cumprimentava minha avó, pois eram grandes amigas, depois ambas começavam a conversar. Falavam das vizinhas, da vida, dos filhos, enfim ... de tudo!

Gostava demais dela, era animada. Até que um dia ela não apareceu e na outra semana também não, até que numa visita de minha mãe escutei minha avó comentar que Dona Célia havia falecido e minha avó pedia para que minha mãe falasse para mim, pois ela não havia tido coragem para isso. Saí de onde estava com lágrimas nos olhos e elas entenderam, fui abraçado por ambas e a partir daí entendi o significado da palavra morte. Devia ter uns cinco ou seis anos na época, mas lembro como se fosse hoje.

Com o passar dos anos, passei em frente a casa onde ela morava e tentei imaginar como ela podia morar naquela casa enorme sozinha, sendo que tinha filhos. No final soube que era uma pessoa solitária, ou seja, os filhos haviam se casado e pouco viam a mãe, de vez em nunca traziam os netos para vê-la. Provavelmente morreu sozinha em algum cantinho daquela casa. Achei muito injusto, além de triste.

Aprendi com este fato a estar sempre que possível junto das pessoas que amo, tanto que quando minha avó faleceu, eu estava lá. Pena não termos o poder de mudar as coisas, de prolongar a vida, ou amenizar e acabar com os sofrimentos e a morte. Mas ainda bem que temos um Deus interessado em nosso bem estar e alegria, que promete que coisas assim terão um fim.

Apocalipse / Revelação 21:1-4 – João 5:28,29 – João 11:25 – Isaías 55:11

domingo, 18 de julho de 2010

Flor & Amizade

Quando nasce uma flor, ela recebe do sol a energia de que precisa, da água o oxigênio fundamental para sua sobrevivência e, claro, não poderíamos deixar de mencionar a terra de onde ela tira nutrientes que irão complementar tudo de que ela precisa para viver.

Essa flor, com o passar do tempo, poderá permanecer bela, com vigor, exalando o perfume característico de sua espécie, se tudo o que ela precisar continuar ao seu redor, ao seu alcance.

Quando vem a tempestade, ela irá lutar com as suas forças para continuar a sobreviver, pode até perder alguma pétala, mas ela é forte para seguir adiante até se recuperar, pois apesar de frágil, a vida, o instinto de sobrevivência fala mais alto e após essa experiência ela torna-se até mais mais forte do que antes.

Na nossa vida dá-se o mesmo, nascemos, crescemos e passamos por diversas situações que às vezes não sabemos o porquê nem a razão do que nos acontece, mas sabemos que depois elas nos tornarão mais fortes para outros momentos adversos que voltarem a surgir em nosso caminho.

A amizade é um bem precioso que surge na vida das pessoas quando menos se espera, tornando a nossa vida mais feliz.

Compartilhamos muitos momentos com os amigos, com alguns mais do que com outros, por afinidade, por confiança ou por força de circunstâncias.

Da mesma forma que a flor, a amizade precisa de cuidados para continuar com a mesma força e intensidade, mas a distância, as adversidades, o corre-corre do dia-a-dia, o tempo, faz com que a amizade sofra certa perda, o que não significa que ela enfraqueça, apenas se modifique.

Mas, com certeza, se ela for verdadeira e sincera, ela terá da mesma maneira que a flor, forças para se manter, e muitas vezes será até mais sólida porque nasce a saudade, um ingrediente a mais que vem para completar.

Sandra Quevedo Demarchi Nogueira