terça-feira, 15 de junho de 2010

Thank You!

Fala pessoal, belezinha?

Está um friozinho intenso em Sampa. Moro no último andar de um prédio que fica num local alto aqui em Guarulhos e enquanto digito, minhas mãos vão congelando. Me perdoem os amantes do frio, mas é a estação do ano que mais detesto, amo o calor. brrrrrrr!

Não sei se já comentei, mas a foto que está àcima com o tema do blog, foi eu mesmo quem tirou da janela do meu cantinho, enquanto tínhamos ainda noites quentes.

Tenho verdadeiro fascínio em pôr-do-sol, mesmo em meio à selva de pedra!

Enfim ... o friozinho não impediu de passar aqui rápidinho com um único objetivo: agradecer a todos por suas visitas, comentários, como também agradecer aos seguidores que tem aumentado neste modesto blog. Valeu!

Ainda nesta semana estarei compartilhando com vocês um novo fragmento.

Inté.

domingo, 6 de junho de 2010

Traumas!

Fala pessoal, belezinha?

Dia desses, voltando de meu trabalho naquele cochila-acorda dentro do ônibus, observei uma cena já vivenciada por mim, num ponto de ônibus no sentido contrário de meu destino. Um casal discutia freneticamente, conseguia ouvir os berros do meu assento, quando ele de repente levantou a mão e bateu no rosto da mulher, ela rapidamente se refez e agarrou-lhe o pescoço com as unhas e a bagunça estava feita. Alguns gritavam revoltados com tamanha ignorância, outros incentivavam o espetáculo público, eu - de minha parte - angustiado!


Somente tentava dimensionar o que se passava na cabeça do pequeno garotinho que estava com eles e que a tudo assistia sem um prévio aviso, provavelmente tinha entre três ou quatro anos.

O farol abriu e o ônibus continuou seu trajeto. Vi-me naquele garoto e tentei imaginar em como ele irá lidar com isso no futuro. Em como isso o afetará. Duas lágrimas venceram a razão e caíram de meus olhos.

Com pleno conhecimento de causa digo que viver sob um estado constante de violência não é algo fácil. O pior é não ter forças suficientes para impedi-la. Nas diversas vezes em que minha mãe era espancada por meu padastro, meu coração ficava minúsculo e eu me sentia a pessoa mais infeliz e incapaz no mundo. Fechava meus olhos e tentava me imaginar invisível! Os abusos mais graves que sofri naquela época foram os psicológicos! Crescemos eu e meus irmãos em meio à violência, bebidas e escândalos. A fatia que cada um recebeu nesta época pode ser observada ainda hoje, infelizmente em cada um.

Minha tristeza se devia ao fato de “ter” que viver com minha mãe, abandonar minha avó que sempre fora meu chão, além da revolta com meu pai biológico que nunca havia me procurado e eu sabia que ele morava próximo.

Mas aprendi ainda nessa época como uma garota chamada Pollyanna, o significado da palavra ressignificação, ou seja, ser capaz de aprender a observar que todas as circunstâncias na vida podem ser compreendidas, por passar a construir em minha mente uma nova forma de encarar o que me acontece, tentando descobrir ou mesmo encontrar um novo significado que me fortaleça e motive, substituindo as conseqüências negativas do significado anterior, que eram o desânimo e o desespero. A idéia não é simplificar situações complexas e sim encarar a complexidade de uma forma mais simples. É assimilar fatos incômodos com equilíbrio emocional e conseqüente ... serenidade. Não é fácil, mas muito necessário!

Bendita Eleanor H. Porter, sim, a escritora do livro que leva o nome Pollyanna. Além de minha avó, as lições de Pollyanna ajudam-me até hoje. O livro, para quem não leu, trata da história de uma menina de onze anos, filha de um missionário pobre, que após ficar órfã, vai morar em outra cidade com uma tia rica, rígida e severa chamada tia Polly, à qual não conhecia previamente.

Pollyanna ensina às pessoas de sua relação na nova comunidade o jogo do contente, que havia aprendido com seu pai no dia em que esperava ganhar uma boneca e recebeu um par de muletinhas. Imediatamente o pai de Pollyanna aplicou o jogo, dizendo a ela para ver somente o lado bom dos acontecimentos — nesse caso, ficar contente porque "não precisaria delas!". E depois desse dia, criou o jogo de procurar em tudo que há ou acontece, alguma coisa que a fazia contente, e ensinava o jogo sempre que encontrava alguém triste, aborrecido ou mal-humorado.

Depois desse livro percebi que podia viver sem tantas exigências comigo mesmo. Afinal, havia coisas que eu realmente não poderia mudar. Minha mãe havia feito a escolha dela e não a culpo, mas passamos por isso desnecessariamente. Jogar o contente é ótimo, mas nem sempre funciona, principalmente nesses dias frios em que parece que a angústia busca nos engolir. Mesmo assim, apesar de tudo, minha recusa em ficar triste e cabisbaixo é freqüente.

Mas, o que será daquele garotinho?

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Pra Você Guardei o Amor

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar


Nando Reis

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Amor Impossível

Quais as chances reais de um nerd ser notado pela garota mais bela e popular da faculdade? Responda com sinceridade. Minha resposta? Nenhuma! Ainda mais se além de nerd, não ser belo. Isto porque, infelizmente, o que nos atrai primeiramente no outro é a beleza física.

Afinal, quem quer ficar com um sapo se tem possibilidades de arrumar um príncipe? Mas, será que os príncipes ou princesas reais são de fato belos? Pode ser que sim, pode ser que não. Minha avó dizia que a beleza está nos olhos de quem vê. Mas quem vê um feio? Um ninguém?

Esta é a proposta do filme indiano ”Pyaar Impossible” (Amor Impossível em português), assisti e me fascinei com a estória. Além de ser uma comédia romântica, serve para fazermos uma análise de nós mesmos como pessoas e como encaramos os outros. Um filme que tem a intenção de nos fazer acreditar em nós mesmos e em nosso potencial - em suma - uma verdadeira auto-ajuda.

Pyaar Impossible fala sobre uma garota chamada Alisha (Priyanka Chopra) e um rapaz chamado Abhay (Uday Chopra), que estudam na mesma Universidade. Visto que Alisha é a beleza da faculdade, Abhay fica receoso de revelar seus sentimentos para a moça por se tratar de um rapaz muito sem graça. Até que um dia Abhay a salva de um afogamento, mas a moça desacordada não o vê. No dia seguinte, as circunstâncias impendem-no de rever Alisha que devido aos constantes problemas que tem trazido à seus pais, muda de cidade e faculdade.

Sete anos se passam. Será que Abhay esqueceu Alisha? Você já deve conhecer a resposta sem ao menos ver o filme. Abhay agora é um programador de software que inventa um programa revolucionário, mas é enganado por Varun (Dino Morea) que rouba seu programa e pretende vendê-lo para uma multinacional em Singapura, empresa esta que tem como relações públicas, nada mais, nada menos que ... Alisha.

Alisha, já divorciada é mãe de uma garota de seis anos: Tânia. Num emaranhado de confusões Abhay acaba sendo contratado por ela para ser babá de sua filha. E agora? Diante de seu amor por sete anos, conseguirá Abhay revelar-lhe seu mais grandioso segredo? Conseguirá reaver seu trabalho de anos que fora roubado ?

Se tiver oportunidade, assista e comente o que achou. É um filme inspirador e cativante, não leva o Oscar, mas garante momentos ótimos, ah ... e com um final surpreendente.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Experiência!

Hoje, a caminho do trabalho, agradecendo a Jeová por todas as coisas em minha vida, resolvi agradecer o fato de eu ter um trabalho, atividade que sinceramente dizendo já amei mais. Sempre fui fascinado por números e acabei direcionando meus estudos e objetivos no quesito trabalho, para a área financeira. Hoje tenho um foco diferente e pretendo usar esse conhecimento em benefício próprio.

Enfim, desci do ônibus e me deparei com uma bonita cena: dois velhinhos sentados em um banco de praça. Estavam de mãos dadas. Atravessei a rua, motivado pela pressa de todas as manhãs, e, já do outro lado, olhei para trás.

A imagem ficou ainda melhor ...

O casal acariciava um cachorro, que estava passando por eles. Aquela cena ficou em minha cabeça. Entrei na empresa, fui ao banheiro e me olhei no espelho, quando comecei a me questionar:

-Como será que ficarei quando tiver meus setenta ou oitenta e poucos anos? Será que chegarei lá? Estarei bem?

Você, que lê agora, já chegou a pensar em como deve ser a terceira idade? Ainda mais com tantas pessoas que desrespeitam veementemente os de mais idade? O fato é que eu estava ali me observando e pensando. Tentei imaginar os problemas pelos quais aquele casal já havia passado a vida inteira, com suas alegrias, tristezas, vitórias e derrotas. E você deve concordar que, juntos ou separados - não importa - todos nós temos pequenas ou grandes infelicidades.


Mas, será que é preciso viver tanto tempo para começar a expressar doçura numa manhã de segunda-feira?

Por que é que é tão raro ver um casal de adolescentes sentados em um banco de praça, olhando o horizonte, de mãos dadas? Minha conclusão óbvia é que o tempo nos ensina mais do que ninguém... Afinal, o que são os nossos problemas? São chaves motivacionais e é preciso ter tato para perceber isso.

Eu, sempre tão analítico, gosto muito de observar os idosos, afinal vivi um bom tempo com uma pessoa muito especial: minha avó. E, para mim, salvo mínimas exceções, são as pessoas mais bonitas do mundo. Porque elas, geralmente, passam pela dureza da vida e com o tempo e tanto aprendizado, voltam a olhar o mundo com o mesmo olhar de uma criança. Não é incrível?

Isso me fez pensar que em todos os momentos, existem problemas e problemas, mas há também a esperança de melhora, sempre.
E há, mais do que tudo na vida, pessoas que apesar de tudo o que já viveram, ainda tem a capacidade de amar e respeitar o próximo e é esse tipo de pessoa que eu quero ser.

Não sei como será minha velhice nem sei se chegarei a viver tanto. Mas vivo intensamente e acho que o que todo mundo precisa é de um banco numa praça, uma boa companhia, e uma manhã bonita, ainda que nublada. E a idade não importa, ela é só um detalhe! O legal nisso tudo é poder voltar a ver o mundo com olhos de uma criança a qualquer momento...

Hoje eu desejo a você, que lê este blog, um excelente dia, cheio de tarefas, com algumas preocupações e, com certeza, com muita coisa boa. Nossa tendência é ver primeiro os problemas, não é?

Mude o foco de sua vida de vez em quando, isso fará um bem danado.

domingo, 2 de maio de 2010

Um Basta !

Fala pessoal, belezinha?

Hoje pela manhã falando com minha esposa, relembramos um momento de nossa vida que embora não foi muito bom, foi revelador no sentido de analisarmos com quem deveríamos ter associação. Afinal de contas relações são complicadas e ser aceito num grupo em alguns momentos torna-se um objetivo angustiante.

Enfim, éramos mais jovens e tínhamos poucos amigos, devido ainda à minha timidez tão indesejada. Aconteceu algo que me deixou muito triste, uma “amiga” casou-se e não nos convidou e pelo que soube a festa tinha sido uma maravilha. Fiquei triste devido a aparente "amizade" que tínhamos e pelo aparente “esquecimento” de ambos, tanto dela quanto do noivo. Enfim, casaram-se, viajaram, voltaram. Quando a vi depois da viagem, fui cumprimentá-la sem realmente fazer nenhuma cobrança, afinal, o critério era dos noivos escolherem seus convidados.

Mas o que me deixou profundamente entristecido foi o fato de após o cumprimento, ser convidado para conhecer sua nova casa, onde, disse a mesma, passaria o DVD do casamento para vermos e comeríamos umas pizzas, mas que viriam também outros casais conhecidos deles, o que até então - ao menos para mim, não havia problema, pois a priori minha percepção havia notado certo desconforto da parte de ambos por não nos ter convidado.

Enfim, o fato é prezados leitores que após o convite veio uma bomba!


Para entenderem a questão, eis um prefácio rápido:

“Sempre fui muito bom com massas de todo o tipo, brinco que tenho um pé no Japão e outro na Itália, em razão de meus dois avôs, por parte de pai e mãe respectivamente, mas sou Paulista, nascido na Vila Mariana, com um pai Paraense e uma mãe nascida no interior do estado de São Paulo, na cidade de Jaboticabal. Amo as duas culinárias de paixão. Como muito sushi, sashimi, tempurá, teriyaki, etc e tudo com o famoso talher: Hashi. Mas minha preferência sempre foi a culinária italiana com suas diversas massas, das mais simples às mais complexas. Gosto das diferentes texturas, sabores, montagens e apresentações”.

O fato é que sabendo disso, fomos convidados na verdade para “servir” aos convidados. Ela nos disse que chegando lá eu poderia fazer umas pizzas para o pessoal e assistir ao DVD. Nem preciso dizer que não fui quando percebi sua real intenção e que cortei de vez os laços com aquele tipo de pessoa. Anos mais tarde , após a separação deles, fomos saber que não nos convidaram porque nos achavam “muito pobrezinhos”, o que enfatizou para mim, o fato de que o convite para ir à casa de ambos era somente para trabalhar como serviçal e de graça.

Aquele dia foi um divisor de águas em nossas vidas, foi quando começamos a perceber que pelo fato de virmos de famílias humildes, tínhamos um tratamento diferenciado e preconceituoso. Passamos a cuidar mais de nós e dispensar tais companhias, o que foi bom!

Este texto verdadeiro serve para ilustrar que não devemos nos colocar ou colocar outros, jamais numa situação humilhante somente porque alguns acham que isso seja o certo. Não se trata somente de orgulho, mas de respeito por você mesmo e zelo por seu amor próprio. Infelizmente o mundo está abarrotado de pessoas que acham que pelo fato de terem dinheiro que os demais estão ali somente para servi-los. Não deve ser assim! Lembre-se que tais coisas acontecem somente se permitimos e fizermos vistas grossas a estes abusos.

Em nosso caso, com o tempo agregamos ao nosso convívio, amigos queridos e estimados que estão conosco não pelo que possuímos e sim pelo que somos e conseqüentemente somos mais felizes assim.

Portanto: fuja do preconceito, de hipocrisia e cuide de seu jardim. As mais belas espécies de borboletas aparecerão para apreciar o que você é e não o que você tem.