segunda-feira, 15 de março de 2010

Vampiros Emocionais

O psicólogo americano Albert Bernstein, consultor de empresas, se especializou em dar conselhos sobre como lidar com pessoas difíceis. Esse mesmo tema transformou dois de seus livros anteriores – (Cérebros de Dinossauro, 1989) e (Neandertais no Trabalho, 1992) – em best-sellers do segmento de auto-ajuda nos Estados Unidos. Agora, ele rastreia a presença de morcegos em forma de gente na vida da sociedade atual, particularmente nas relações amorosas e corporativas, trazendo diretrizes bem-humoradas para você sair ileso do convívio com pessoas que, segundo o psicólogo, possuem sérios distúrbios de personalidade.

De dia ou de noite, o mundo continua a ter uma boa cota de habitantes mesquinhos, invejosos ou inescrupulosos, no lar, no bar, no clube ou no escritório. Bernstein descreve com detalhes os cinco tipos mais comuns de vampiro, alertando para suas características específicas e sugerindo estratégias de convivência segura.

Assim como os vampiros do cinema recuam diante de crucifixos, alho ou água benta, os vampiros emocionais sentem-se ameaçados por experiências comuns, como o tédio, a incerteza e a responsabilidade, Bernstein define.

Todo mundo tem um pouco de vampiro, mas o problema começa quando vários atributos comprometedores se concentram numa mesma pessoa. O autor criou testes para ajudar o leitor a descobrir se está convivendo com criaturas das trevas. Há pessoas que se enquadram de imediato num dos tipos descritos. Outras são híbridas – misturam atributos de duas ou mais espécies.

Um alerta decisivo é que não adianta tentar mudar o jeito de ser dos dráculas, porque eles possuem traços psicológicos muito arraigados.

O máximo que se consegue é domesticá-los. E, ainda assim, convém manter aberto um dos olhos durante a noite. A única forma de torná-los inofensivos é sintonizar as próprias necessidades com as deles. Nesse caso, podem até se transformar em trabalhadores exemplares e companheiros amorosos.

Mas a vigilância precisa ser constante. Basta que as necessidades entrem em ligeiro conflito para que tudo mude.

Uma característica freqüente entre os vampiros emocionais é o poder de sedução. Nos primeiros contatos, sempre parecem mais interessantes que as pessoas comuns. São bons de papo e gentis, mas, quando se sentem impelidos a saciar a sede por sangue, são capazes de avançar no pescoço da própria mãe e de quem mais estiver por perto.

A descrição de Bernstein vale tanto para o colega de trabalho que se acha o sujeito mais inteligente do mundo quanto para aquela vizinha que sorrateiramente vigia cada um de seus passos. Como as crianças de colo, os vampiros imaginam que os outros existem apenas para suprir as suas necessidades. Parecem adultos por fora, mas continuam bebês por dentro.

"As estratégias mais bem-sucedidas no trato com os vampiros emocionais são precisamente as mesmas a que você recorreria com uma criança de 2 anos para definir limites", ensina Bernstein. Com a diferença de que os bebês não têm caninos afiados para enterrar em sua jugular. Abaixo os cinco tipos mais comuns:

Proteja seu pescoço

Aqui vão cinco categorias de vampiros e os meios de enfrentá-los, em um roteiro adaptado da obra do psicólogo Albert Bernstein.

Tipo de vampiro

Inconstante
Tem dificuldade para assumir qualquer tipo de compromisso. Está sempre à procura de novos parceiros amorosos e é instável na vida profissional. Alimenta-se da dedicação das pessoas, mas costuma abandoná-las ao considerar que se tornaram monótonas ou que já deram o que tinham para dar.
Como viver com ele:
Dê crédito apenas a seus atos, e não às promessas. Não aceite suas desculpas intermináveis. Estabeleça regras para a convivência e punições em caso de desvio. Se flagrá-lo mentindo ou desrespeitando normas, conteste com firmeza.

Teatral
Cada palavra e cada gesto são cuidadosamente planejados, como se vivesse o tempo todo no palco. Faz de tudo para se colocar no centro das atenções. Bajula os superiores com rara habilidade. Tudo isso o faz parecer inofensivo, mas é justamente a estratégia para sugar a confiança alheia. Ao conseguir, está pronto para puxar seu tapete.
Como viver com ele:
Jamais o transforme em confidente e não se ofereça para sê-lo. Esteja atento para prováveis segundas intenções em tudo que ele faz ou fala. Elogie-o de vez em quando, pois o aplauso o mantém sob controle – mas não a ponto de parecer seu fã número 1.
Narcisista
Acha que é a pessoa mais inteligente e talentosa da face da Terra. Persegue com afinco os símbolos do status e do poder. É ríspido e esbanja auto-suficiência. Quando está por cima, pisa nos de baixo. Nutre-se da destruição da auto-estima alheia, o que o ajuda a projetar-se para o alto.
Como viver com ele:
Não perca tempo tentando convencê-lo de que ele cometeu um erro, pois negará até a morte. Não dê crédito aos feitos grandiosos que relata. Não espere favores gratuitos, ele sempre vai querer algo em troca, ou cedo ou tarde, te jogará na cara, a ajuda prestada.

Obsessivo
Presta atenção nos mínimos detalhes para tentar flagrar os outros em contradição. Não admite pequenos erros ou falhas e sente grande prazer em apontá-los. Deseja que todos se tornem igualmente perfeccionistas e inferniza o cotidiano de quem resiste ao adestramento. Voa no pescoço das pessoas próximas para extrair-lhes o que há de mais sagrado: a liberdade e a tranqüilidade
Como viver com ele:
Nunca critique a virtude da qual ele mais se orgulha: a busca da perfeição. Nas discussões, evite entrar nas minúcias, pois são sua especialidade. Não conte a ele seus pequenos desvios do cotidiano, do tipo "liguei para o chefe dizendo que estava doente" .
Paranóico
Desconfia que está sendo traído e que há segundas intenções por trás de tudo que os outros fazem ou dizem. Para ele, nada na vida é óbvio ou simples. Essa mania de perseguição obriga as pessoas com as quais convive a ser cuidadosas ao extremo. Assim, consome lentamente a paciência dos outros.
Como viver com ele:
Ao falar, evite metáforas, ironias e figuras de linguagem – seja o mais claro possível. Não se submeta ao jogo de ter de provar lealdade a todo momento, respondendo a perguntas absurdas. Jamais admita que omitiu ou escondeu a verdade, pois isso nunca sairá da cabeça dele.

terça-feira, 2 de março de 2010

Foco, Objetivo e Superação.

Oi pessoal, ando sumido ultimamente e peço desculpas pela ausência, como também agradeço os cliques e comentários sempre bem vindos em meu singelo blog que é feito com um carinho todo especial. Eis mais um de meus fragmentos ... decifra-me!

Era uma manhã gostosa de Sábado, e logo após um café apressado saímos todos nós, eu, meus primos e meus irmãos para uma aventura inusitada: pilotar uma BMX sem rodas. Estava na época com mais ou menos 14 anos e meus outros dois irmãos, 12 e 10. Imagine só, três moleques disputando uma bicicleta velha com um único objetivo óbvio: aprender a andar de bicicleta. Como meus tios moravam num bairro novo em Guarulhos onde as ruas eram de terra, isso nos encorajava no desafio, pois não nos machucaria muito, considerando os tombos que levaríamos. Nossos dois primos foram somente de expectadores, sim, para verem de camarote os tombos, hehehe!

E foram vários, mas conseguimos!

E os anos de escola então? Foram cansativos e exaustivos. Eram provas, trabalhos e desafios diários. Odiava estudar, mas era necessário e fez toda a diferença em minha vida atualmente. Já gostava de ler e descobri a matemática, e na época eu era fera. Já paguei mico de corrigir erro de professor por várias vezes na sala de aula, aff!

Mas, apesar de tudo, fiz o que tinha de ser feito e, consegui!

Chegou uma época de minha adolescência em que meu padastro me corroía o cérebro, porque não podia sustentar marmanjo e nessa loucura, ainda estudando fui buscar meios de ter um pouco de grana e ajudar em casa. Trabalhei como entregador de jornais e em lava – rápido, mas era muito pouco e ele continuava a reclamar, tinha dias que desejava sumir de casa. Minha mãe nessa época trabalhava num frigorífico e conseguiu arranjar emprego para eu e meu irmão lá. Na época, Zezé de Camargo e Luciano estavam em ascensão com a música: É o amor! – Sinistro! Hehehe.

Chegando lá começamos a ensacar salsichas nos pacotes de 5 quilos, comia três e ensacava duas, estava no paraíso. Isso só na primeira semana, porque depois não suportava nem o cheiro. Com o tempo comecei a fazer entregas em açougues e mercados, como também a encarar a máquina de amarrar salsichas, era uma loucura. Trabalhar durante o dia e estudar à noite.

O fato era que, não desmerecendo o trabalho, nunca quis ser registrado neste lugar, para não “sujar” minha carteira como “amarrador”. Amarrador? Realmente não estava em meus planos de vida profissional, afinal me esforçava nos estudos para quê? Quando ia receber meu salário, meus olhos percorriam todo o escritório. Ah ... era lá que eu queria estar e sabia que lá, minha produção seria exata, mas não consegui no momento, então fiquei lá até quando pude e saí.


Não muito tempo depois disso, consegui num escritório de Engenharia uma oportunidade que agarrei com unhas e dentes, me encontrei. Depois fui trabalhar nos Correios, Drogaria São Paulo e Aeroporto como caixa e objetivei minha vida. Fiquei feliz em conseguir emprego numa Advocacia Tributarista onde fiquei por 4 anos e hoje estou no Financeiro de uma empresa de Feiras e Eventos já por 8 anos.

Consegui!

Com esforço e batalhando, depois de 11 anos nas garras do aluguel, consegui meu cantinho. E para finalizar, conforme postado no dia 08/06/2009, estava com 91.800 kg o que agravou mais em Dezembro quando cheguei a pesar 95.200 kg. Mas, com objetivo e foco consegui secar e reeducar minha alimentação nesse tempo e estou hoje com 81.200 kg, sem dores na planta dos pés e nos joelhos.
Embora este post resuma mais um pouco de mim, ele tem como objetivo a superação, mesmo nas pequenas coisas. Podemos nos superar sempre com base nas escolhas que fazemos, mesmo que leve tempo. Você sempre terá mais que uma opção na vida, seguir pelo caminho mais fácil, nem sempre pode trazer satisfação pessoal.
Sendo assim, na medida do possível, empenhe-se em coisas que gosta, vizualize sua vida em alguns anos, com base nas opções que têm e tenha sabedoria neste momento para no futuro, sofrer ou alegrar-se com os frutos que plantou.
Você pode conseguir tudo ... supere-se!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Fragmentando ...

Vasculhando meu baú de memórias, me vejo agora na sala da casa de minha avó, com uma camisetinha listrada de bege com marrom claro, um short e chinelinho de dedo. Devo ter entre sete e oito anos. Estou sentado de pernas cruzadas em cima do sofá, esperando que minha avó acabe de passar rodo no chão, após ter lavado a sala. Os filetes de sol adentram o lugar e sinto-me bem. Olho um pouco pela janela e consigo ver a mangueira tão lotada que sinto o cheiro das mangas dali.

Minha avó em determinada hora liga a televisão e passava no momento um filme, que depois de alguns minutos me chamou a atenção. Era uma dupla de comediantes muito boa, um deles tinha uma voz engraçada, o outro era mais galã. Conheci ali um cara que sabia fazer você rir. Seu nome? Jerry Lewis.

Acho que desde aquele dia, tornei-me apreciador de filmes antigos, onde o que imperava eram boas estórias, bom humor, atores e atrizes belíssimos que conseguiam mexer com nossas emoções de um modo único. E olha - assisti muito Jerry Lewis, junto com Gene Kelly, o galã.

Ambos representavam, cantavam e pasmem, dançavam muito bem. Aliás, eram dotes imprescindíveis aos atores da época: cantar, dançar e representar visto que a maioria dos filmes da época, serem musicais. O forte era o sapateado, tanto que não conseguia piscar os olhos para não perder nada. O fato é que fiquei feliz em descobrir o cinema, tanto que as sessões da tarde eram muito aguardadas. Mais tarde pude me identificar como cinéfilo, mas deste tipo de filme que contém valores que hoje não vemos nos filmes atuais, tais como amor, compaixão, pureza, sentimentalismo, apego e inocência.

Infelizmente nota-se hoje nas telas um número cada vez mais alarmante de violência, sexo, estupros, roubos e assassinatos que se tornam mais interessantes se estiverem recheados com muito requinte e crueldade. Mas, se me permitem dizer, acredito que refletem a época em que vivemos, conforme descrito no livro de 2ª Timóteo 3:1-4.

Conseqüentemente alguns imitam a chamada “arte” e vemos cópias idênticas de crimes e assassinatos vistos em algum filme por alguém, estampados nas páginas de algum caderno policial de um jornal local. É claro que temos atualmente bons filmes e atores excelentes, embora os textos deixam demais a desejar no quesito “palavrões desnecessários”.

Mas voltando ao saudosismo dos tempos de outrora, quando tiver a oportunidade, assista a um bom filme antigo com um olhar juvenil, tenho certeza que irá gostar muito. Reviva ou veja em premiére, ao menos para você, o retrato de uma época cinematográfica que infelizmente não volta mais, mas ainda bem que existem os DVDS.

Deixo para vocês da geração atual, que não puderam apreciar comédias com Jerry Lewis, um trecho de um filme que gostei demais de ver e esta cena principalmente embora engraçada, me emociona demais pela simplicidade baseada num humor diferente e inteligente. O filme em inglês, se intitula: “Who’s Minding The Store?”, de 1963. No Brasil o filme se chamava Errado pra Cachorro. Apreciem!


PARA ASSISTIR AO VÍDEO COM ÁUDIO, PAUSE A TRILHA DO BLOG:


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

MORTE

Nunca nos encontramos, jamais o conheci e tão pouco nos falamos via msn ou telefone, mas tínhamos algo em comum: o amor a Jeová. Falo de Cléber Soares de Oliveira, 25 anos, Servo Ministerial que passava férias em Camaçari (BA). Pelo que soube, ele era de São Paulo, Itaquaquecetuba (Jardim Luciana).

Infelizmente no dia 31/01/2010 em Jacuípe, nosso amado irmão faleceu, vítima de afogamento. Conseguiu chegar com vida ao posto, mas teve parada respiratória, no caminho do hospital geral de Camaçari, pois sofria de asma. Fiquei muito triste, males deste sistema de coisas!

Já perdeu alguém querido na morte ? Se afirmativo, saiba que a Bíblia promete uma ressurreição, sim, uma ressureição! Imagine a grande emoção que terá em poder novamente abraçar, falar e conviver com quem se foi e que você amou muito. Isso será possível. Jeová jamais esquecerá de Cléber, que tão jovem se foi. Eu acredito! Você também pode ter a mesma esperança baseada nas promessas do Deus que não pode mentir.

Mano Cléber, logo terei a oportunidade de conhecê-lo num mundo melhor e livre de tanto sofrimento, violência e morte. Para isso, precisamos continuar a perseverar!

BOAS NOTÍCIAS SOBRE A MORTE

Para milhões de humanos, a morte é como um sono do qual serão acordados. Certa vez, referindo-se a um amigo que havia morrido, Jesus disse aos seus discípulos: “Lázaro, nosso amigo, foi descansar, mas eu viajo para lá para o despertar do sono.” Quando Jesus estava a caminho do túmulo memorial, ele encontrou muitas pessoas chorando. Ao chegar ao túmulo, ele pediu que o abrissem e chamou: “Lázaro, vem para fora!” O homem que havia estado morto por quatro dias saiu. (João 11:11-14, 39, 43, 44)

Visto que o corpo de Lázaro já estava em decomposição, Jesus mostrou assim que Deus pode se lembrar de tudo sobre os mortos — sua personalidade, sua memória e sua aparência. Ele pode fazê-los viver novamente. Em outra ocasião, Jesus disse: “Vem a hora em que todos os que estão nos túmulos memoriais ouvirão a sua voz [isto é, a de Jesus] e sairão.” — João 5:28, 29.

Dando-nos notícias ainda melhores sobre esse assunto, a Bíblia declara: “Como último inimigo, a morte há de ser reduzida a nada.” (1 Coríntios 15:26)

Nunca mais pessoas desoladas pela dor terão de ir a um cemitério enterrar alguém amado. A Bíblia diz: “Não haverá mais morte.” (Revelação [Apocalipse] 21:4)

Concorda que o conceito da Bíblia sobre o que acontece na morte é consolador?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Filtro Solar - Pedro Bial

Se eu pudesse dar uma só dica sobre o futuro, seria esta: Use filtro solar.

Os benefícios a longo prazo do uso de filtro solar estão provados e comprovados pela ciência; já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência errante.

Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês. Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude. Ou, então, esquece ...
Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado. Mas, pode crer, daqui a vinte anos, você vai evocar as suas fotos e perceber de um jeito - que você nem desconfia hoje em dia quantas tantas alternativas se lhe escancaravam à sua frente, e como você realmente tava com tudo em cima.

Você não é tão gordo(a) quanto pensa!

Não se preocupe com o futuro. Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra. As encrencas de verdade de sua vida tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada, e te pegam no ponto fraco às quatro da tarde de uma terça-feira modorrenta.

Todo dia enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.

Cante!

Não seja leviano com o coração dos outros. Não ature gente de coração leviano. Use fio dental. Não perca tempo com inveja. Às vezes se está por cima, às vezes por baixo. A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo.

Não esqueça os elogios que receber. Esqueça as ofensas. Se conseguir isso, me ensine. Guarde as antigas cartas de amor. Jogue fora os extratos bancários velhos.

Estique-se!

Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida. As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos vinte e dois, o que queriam fazer da vida. Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem.

Tome bastante cálcio!

Seja cuidadoso com os joelhos. Você vai sentir falta deles. Talvez você case, talvez não. Talvez tenha filhos, talvez não. Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.

Faça o que fizer, não se auto-congratule demais, nem seja severo demais com você. As suas escolhas tem sempre metade das chances de dar certo. É assim pra todo mundo.

Desfrute de seu corpo. Use-o de toda maneira que puder. Mesmo. Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele. É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.

Dance!

Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto. Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois. Não leia revistas de beleza. Elas só vão fazer você se achar feio.

Dedique-se a conhecer os seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez. Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.

Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons. Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando jovem.

More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer. More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.

Viaje!

Aceite certas verdades inescapáveis: Os preços vão subir. Os políticos vão saracotear.Você, também, vai envelhecer... E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era jovem, os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes e as crianças, respeitavam os mais velhos.

Respeite os mais velhos!

E não espere que ninguém segure a sua barra. Talvez você arrume uma boa aposentadoria privada. Talvez case com um bom partido. Mas não esqueça que um dos dois pode de repente acabar.

Não mexa demais nos cabelos senão quando você chegar aos quarenta, vai aparentar oitenta e cinco. Cuidado com os conselhos que comprar,mas seja paciente com aqueles que os oferecem. Conselho é uma forma de nostalgia. Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.

Mas no filtro solar, acredite!